Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio

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Os niilistas pintam a moral como escravidão e coerção, mas ignoram que há liberdade na moral: ao cooperar com o grupo, você conquista confiança, apoio e vantagens reais para melhorar a própria vida e realizar seus desejos.

Como seria o mundo se todos os seres humanos fossem conscientes? Ideias falsas cairiam rápido, opiniões mudariam diante de bons argumentos e erros lógicos seriam corrigidos sem resistência.

Definir o humano como pecador e exigir amor ao próximo não é virtude moral, é um paradoxo lógico travestido de fé.

Rigidez cognitiva se manifesta como a resistência em mudar de opinião e a dificuldade em aprender novas perspectivas. Frequentemente, ela se associa a posições dogmáticas, conservadoras e ao negacionismo científico.

Qualia não são algo além do processamento; são o próprio modo como certos estados informacionais se organizam e se tornam globalmente disponíveis.

Paradoxo da Percepção Inconsciente.
Premissa 1: "Ser é ser percebido" (como afirma Berkeley).
Premissa 2: A percepção depende da lógica.
Premissa 3: A lógica é inconsciente.
Conclusão: Se a lógica é inconsciente e a percepção depende dela, então a percepção não pode ser completamente consciente, ou seja, "ser" não pode ser completamente percebido.

Como pode a mente divina possuir fechamento ontológico absoluto sem depender de qualquer substrato?

Se deus não mede a fé pelas obras, então mede como? Jogando uma moeda para o alto e chamando o lado que cair de "homem de fé"?

Pregar para um ateu é como tentar evangelizar o diabo.

A divindade manifesta-se como o fechamento perfeito duma estrutura tripartite, onde o substrato primordial deixa de ser matéria morta para revelar sua natureza proto-consciente.

Saber como funciona, não destrói o prazer de funcionar

A bíblia é o manual de instruções mais contraditório já escrito, e ainda assim o tratam como se fosse ciência de foguete.

O mundo seria tão chato sem religiões! Se ninguém acreditasse em superstições ridículas, como eu ia me divertir zombando? O verdadeiro problema, claro, é que essas ideias tolas são usadas para governar o "estado" e moldar as leis, transformando um circo de bobagens em um império de poder.

Se deus não pode interferir⁠ no livre-arbítrio como ele irá medir o tamanho da fé das pessoas?

Se não existe bem sem o mal, então o diabo, com sua maldade, também emana bondade, como exemplo do que não fazer. Louvemos, então, a bondade que vem do mal.

Cristãos em geral se mostram soberbos, sentem-se muito superiores a todos, rotulam-se como "salvos" e chamam os outros de "condenados".

⁠Amo a religião como narrativa mitológica: engraçada, caótica e impactante. Pena que ainda sirva como instrumento de poder e opressão.

Religiosos chamam ateus de "frustrados", mas é só porque não encontraram como criminalizar a descrença. No fundo, a frustração que eles veem nos ateus é só a frustração do próprio poder religioso sendo desafiado.

Cego, dou passos largos à multidão, como quem vai em direção à saudade.
Travo os ponteiros e deixo de me perceber,
tornando-me um instante.


As luzes apagam.


Vejo, dou passos curtos em direção ao vazio, como quem ilumina a alma com a solidão.
Travam-se os ponteiros, e passo a me perceber,
tornando-me um passado.


As luzes acendem.


Cego-me (...)

O que frequentemente se rotula como narcisismo não é excesso de si, mas sua carência: uma identidade que não se sustenta e precisa recrutar o olhar alheio como prótese. Não há transbordamento, há dependência; não há centro, há busca. E assim, o que parece vaidade revela, no fundo, um esforço contínuo de existir por meio do outro.