Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Quando eu descobri que tinha sido uma farsa tramada, foi possível anular aquilo na minha cabeça ao custo de muita dor, embora ainda arraste aquele traste no nome de uma certidão. E para amenizar o golpe financeiro, fui às calçadas do centro da cidade procurar aquelas pessoas com colete de "compra-se ouro".
Não bastava cobrir os rombos, mesmo vendendo por um valor simbólico uma peça tão cara, era necessário passar aquela falsa aliança com o nome dela no maçarico dos ourives do mercado, certo de que ao ser derretido por aqueles mascates para lhe render ainda mais, o seu nome andaria sem destino, espalhado pelo suor muitos corpos que usarão a peça derretida em seus pescoços, dedos e orelhas e se der sorte, até piercing em línguas, umbigos e partes íntimas.
Não haveria castigo maior a uma trambiqueira xenofóbica e sociopata...
Às vezes acho que a vida foi desperdiçada em mim. Não é que eu não reconheça a beleza das coisas. Eu levo as coisas bonitas a sério e aí elas ferram com meu coração até que eu quase morra disso.
Procure fundamento, nesse breve pensamento,
Aqui e agora eu sei bem quem eu sou de verdade,
Sozinho, em silêncio, no escuro do quarto,
Reconhecendo e conhecendo minhas mil e uma faces,
Não entenda mal não sou feito de falsidade,
Mais em cada lugar um diferente encaixe,
Uma nova expressão uma outra frase,
Não seja mentira seja verdade,
Não busque a eterna felicidade, burro o ser humano que se prende a esse detalhe,
Que ainda nao entendeu que estado de espírito não é só felicidade,
É muito mais, é paz com a cabeça no travesseiro quando se apagam as luzes da cidade,
Mais eu mesmo sou bom só na explicação,
Mesmo tendo essa visão,
Não sou bom no dia a dia, em por em prática toda essa questão,
Gostaria de fazer tudo que eu falo sem exceção,
Talvez assim eu não fosse tão vacilão.
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Uma vida tosca
Chapada e fosca
Sem sentido
A pedido, repedido
na aniquilação da essência
Que me solapa a digna existência
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Quero ser livre dos padrões
Das grandes e antigas paixões
Porque viver preso
Viver teso
Nesta louca rigidez
Me impede, me tortura, me rouba a fluidez
Eu não tenho medo de viver a morte,
Eu tenho medo de viver na morte
A morte de tudo, do sentido
Do vivido
Do extraordinário
Do que me é primário
Temível é este muro, tão duro
este lugar do silêncio escuro
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte
Que me apaga me judia
Me gira, me rodopia
Em um circular de padrões
Eterna armadura de tensões
“Faz o que te mandaram”
E eu segui o que me ensinaram
“Vai vai” me diziam
Aqueles que não sabiam
E hoje, meu amigo,
Eu não tenho medo de viver a morte
Eu tenho medo de viver na morte.
Lilian Scortegagna
Esta semana, eu acordei, abri as cortinas, ventilei a minha casa. Logo após, olhei para a minha fiel escudeira, que me acompanha há 3 anos, minha palmeira bambu. Outrora sempre muito resistente, vivida, com suas folhas glaucas brilhantes, sempre trazendo aconchego ao meu lar. Eis que, acordo e lá está ela, ressecada, querendo me passar uma mensagem, que nem sempre somos ou estaremos fortes, que em tempos remotos como estes, ela me mostrava que havia perdido o seu brilho, clamando por atenção, onde, sempre esteve ali em todos os momentos para alegrar o meu canto da sala.
Escorei alguns troncos em volta, e deixei a iluminação sob ela
E aquela simples mensagem me trouxe muita reflexão.
Estamos diariamente, precisando de uma “escora”, não no sentido de dependência, de auto piedade, não! Mas, de escoras emocionais, de cuidados, de um apoio, de um sorriso, de um abraço.
E nós muitas vezes, nos escoramos.
Nos escoramos como náufragos em uma tábua de apoio, em um longo e feroz rio correnteza abaixo.
Nos escoramos para fugir da frieza, nos escoramos para fugir do desamor, da falta de empatia ao próximo.
Nos escoramos, para tentar manter a paz em nosso coração, que aos poucos se gasta e desgasta e se perde de si mesmo.
Nos escoramos para manter um sorriso, quando tudo lá fora parece não haver mais sentido, quando todos os nossos valores estão deturpados, quando nossos olhos marejam em meio ao caos, onde nosso olhar fala por si próprio, a pele responde, o arrepio sobressalta, perde – se o brilho, o toque, a fala, o tato.
Nos escoramos para tentar manter a paz de espírito, a nossa conexão com um Deus maior e supremo.
Nos escoramos para “continuar a trilhar”, para marcar nossos passos neste plano terrestre, para nos resgatar de tempos tão incertos.
Nos escoramos para não ralar na aspereza, para não ferir a pele, para não adoecer a alma.
E assim, as horas, os dias e a semana passaram. Resolvi olhar novamente com todo o respeito e cuidado para a minha “fiel escudeira de jornada”. Acordei, desatei os nós, os escoramentos que a cercava, que a mantinha de pé, e por uma grata surpresa, após muito cuidado, muito zelo, cá está ela novamente, no canto da sala, de pé, brilhante, com suas folhas glaucas a tentarem brilhar novamente, não precisando mais de escoras, estando firme novamente, firme por si própria, mantendo – se de pé, sozinha, sem criar a sombra de um “escoramento” ao teu lado para manter – se de pé.
Às vezes, depositamos muita expectativa, esperanças, sonhos, sentimentos, em escoramentos. E cá estamos, mantenhamos nossas bases firmes, sólidas, tenhamos respeito por nossa essência, pois o escoramento em algum trajeto de fragilidade, de nosso percurso, pode até se fazer ou parecer necessário, podemos até achar que precisamos dele, mas, antes de tudo, devemos olhar para a nossa base, para a nossa solidez e saber, que precisamos caminhar e continuar firmes e fortes, sem escoras e sem nós.
Da vida eu só quero a saúde
Da saúde eu só quero a paz
Da paz eu só quero o amor
Do amor eu só quero o momento
Do momento eu só quero felicidade
Da felicidade eu só quero o tempo
Do tempo eu só quero a vida !!!
Talvez eu não seja desse tempo, um viajante intergalático parado na estação retro do metro*. Mas aqui é tão bom, apesar dos conflitos constantes não sei se gostaria de seguir adiante*. Construo pontes mas não castelos, cada dia é uma fase deste caminho na estação, onde eu torço para o metrô se atrasar e eu não embarcar.
Escrever é a forma que eu desenho a visão que eu tenho dos meus dias .
Você só vai perceber a beleza se você tiver as cores essenciais acesas dentro do seu ser .
São as certezas da vida que nos causam dúvidas
Estou certo da morte, mas por que eu vivo?
Estou certo da velhisse, então como posso aproveitar?
Estou certo da fome, o que quero comer?
Estou certo do tempo, como quero gastar?
Do dinheiro, devo economizar?
Inevitável, e estou aqui escrevendo
Será que sou tão idiota que não percebo?
A cada segundo que passa estou morrendo...
... Então este será meu ultimo verso
e deixarei aqui para lembrar,
quero viver cada dia como se fosse um instante a comemorar!
[menti]
Talvez eu tenha me apaixonado em vão
Talvez eu não tenha coração
Talvez tudo seja problema da nação
Talvez nenhum ganhador seja campeão
Talvez eu esteja desperto
Ou é só alucinação
Talvez eu tenha alguém que me ame
Talvez seja só por compaixão
Talvez eu esteja vivo hoje
Amanhã talvez, num caixão
Talvez eu goste de dançar
Mas não de chamar atenção
Talvez eu me sinta livre nos sonhos
Mas é apenas mera ilusão
Talvez eu me iluda sozinha
Por pura distração
Talvez eu goste de escrever
Mas não uma canção
Talvez eu queira achar a tal felicidade
Mas só encontro frustração
Mesmo que pela vida eu caminhe longas jornadas
mesmo que nela encontre milhões de pessoas
Que haja milhares de novas experiencias
Nada e ninguém se compara a nossa historia
Sempre será unica e eterna
Porque eu escrevo...
Escrevo sobre os sentimentos porque as palavras no papel saem fácil,
Mesmo que os sentimentos pareçam nunca sair de mim.
Escrevo sobre os sentimentos como se fosse simples,
Mesmo que o sentir não seja tão simples assim.
E a dor parece ficar tão bonita nas poesias.
Palavras como dor e amor rimam,
As rimas das poesias são rimas da vida.
.
Tem dia que tudo que eu mais queria
Era ter a certeza de que dormiria e te teria em sonho.
Faria desse sonho, vida.
E a vida eu descartaria.
- Procure sempre formas de fazer bem a você, seu emocional e sua razão;
- Encontre seu eu interior pra ter força, resiliência e blindar-se de coisas que te façam mal;
- Pois ser resoluto e justo consigo mesmo é o grande aprendizado que deve-se buscar diariamente.
Caminhando
Enquanto eles mordem, feito cães selvagens.
Eu busco ser o mais livre possível.
Uma mudança pessoal que me transporte a um novo nível.
Sendo a mudança que anseio pelo mundo enxergar.
Me diga onde se encaixa o sermão dessa montanha ?
Quais bem aventuranças ?
Toda mudança partirá da nossa base.
A boa nova me trás luz para essência enfim voar com transparência.
Ainda creio no olhar que envolva todos em amor.
Inexplicável, de uma fonte inesgotável. Onde o peito se aconchegue no suprir de um abraço.
Menos palavras mais ações, fazendo o bem, mas sem pressões, tudo puro e natural, fruto de quem renasceu.
No dia frio a humanidade se aqueceu, não de forma egoísta, inspirada pelo autor da vida.
Aprendendo a cada passo da humildade e mansidão, na pureza de um cordeiro trouxe a força de um leão.
Felipe Almaz
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