Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Eu nem sei se o amanhã irá existir, a memória é um fato, e ninguém é capaz de apagar as memórias históricas.
Em algum dia muita gente sentirá minha falta, e irão ver que eu fui importante para qualquer pessoa que viesse até à mim.
E eu, mesmo buscando a sabedoria dos sábios mais antigos, ainda me sinto um bobo quando sinto que gosto de alguém, o que me conforta é saber que gostar não é pecado, e o amor acontece quando os dois se comunicam com a alma.
Se não fosse pelos meus olhos, mesmo que eu não pudesse enxergar, mesmo que eu não pudesse ouvir, mesmo que eu não pudesse te tocar, apenas sua presença me faria te amar.
Quando eu morava em uma grande cidade, eu costumava viver em silêncio. Costumava aumentar a tempestade dentro do coração.
Para decorar a parede da casa eu costumava escrever o seu nome.
Hoje lembrei quando vi sua foto, era uma vez, a gente costumava amar.
Velha casa de meus pais,
Eu não te esqueço jamais
Por esta existência em fora,
Só porque tu me retratas
As fantasias mais gratas
Daqueles tempos de outrora!...
Mamoeiro! Bananeira!
Joazeiro! Goiabeira!
- Que cinema sem igual!
Jogando sobre as alfombras
Um rendilhado de sombras
Na tela do teu quintal!
E aquela batida longa
Da cantiga da araponga
Que entre os rasgos do concriz
E os estalos do canário
Ia formando o cenário
Daquela quadra feliz!
Mas o tempo - este malvado!
Para matar o meu passado,
Numa explosão de arrogância,
Jogou de encontro ao mistério
Toda a beleza do império
Dos sonhos de minha infância!
Árvores, pássaros, tudo
Rolou para o poço mudo
Do abismo do nunca-mais!...
Enquanto a sonoridade
Dos gorjeios da saudade
Se esparrama em teus beirais...
Por isso em tuas janelas,
Em tuas portas singelas
E em cada vidro quebrado,
Onde a tristeza se deita,
Vejo uma réstia perfeita
Das estórias do passado!...
Ai velha casa sombria
Quem, nesta vida, diria
Que aquele céu sucumbisse,
Que aquela fase passasse,
Que aquela ilusão fugisse
E que não mais voltasse!...
Na festa descolorida
Da paisagem destruída,
Aos olhos da Natureza,
Só tu ficaste de pé
Confortando a minha fé!
Matando a minha tristeza!
Velha casa desolada
Guardas na tua fachada
Uma indelével lembrança
Dos meus dias de quimera,
Das rosas da primavera
Que plantei quando era criança!
E agora que o sol se pôs
E a bruma envolve nós dois
Na sua atroz densidade
Enfrentemos a incerteza
Tu - conduzindo tristeza!
Eu - transportando saudade!
"Eu enfrentarei meu medo. Eu permitirei que ele passe através de mim. E quando tiver passado eu o olharei nos olhos para ver seu caminho. Onde o medo passou não haverá nada, somente eu permanecerei."
Deu-me Deus o seu gládio, porque eu faça
A sua santa guerra.
Sagrou-me seu em honra e em desgraça,
Às horas em que um frio vento passa
Por sobre a fria terra.
Pôs-me as mãos sobre os ombros e doirou-me
A fronte com o olhar;
E esta febre de Além, que me consome,
E este querer grandeza são seu nome
Dentro em mim a vibrar.
Súbita mão de algum fantasma oculto
Entre as dobras da noite e do meu sono
Sacode-me e eu acordo, e no abandono
Da noite não enxergo gesto ou vulto.
Mas um terror antigo, que insepulto
Trago no coração, como de um trono
Desce e se afirma meu senhor e dono
Sem ordem, sem meneio e sem insulto.
E eu sinto a minha vida de repente
Presa por uma corda de Inconsciente
A qualquer mão nocturna que me guia.
Sinto que sou ninguém salvo uma sombra
De um vulto que não vejo e que me assombra,
E em nada existo como a treva fria.
Ao divino assassino
[...] Talvez na pressa,
no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,
metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão
de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta. Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,
se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã...?
Alvorece, a manhã beata velha
enfia agulhas no Teu céu de lã,
antenas às Tuas cenas de TV,
e eu penso: ela morreu... Hoje, amanhã,
enquanto Te aprouver e até que dê
a palma do prego e o último verso à traça,
vai dor – mas Amém! Não há porque
amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até o final,
como não... Tudo dói, menos a graça,
mata, Senhor, que a morte não faz mal!
Paray-le-Munial, 1979
Reencontro
Eu estava perdida, sem ponto de chegada nem de partida.
Sentia-me completamente estranha a mim mesma, indiferente a qualquer alegria ou tristeza.
Nesse espantoso momento de falta de ser
percebi algo que achei que nunca iria entender.
Percebi que nesses momentos em que me encontrava fria e entorpecida deixei de perceber tanta beleza que havia em minha vida!.
Foi então que uma grande mistura de dor e amor invadiu meu peito em forma de um ardente calor!
Nesse instante em que meus olhos podiam ver o q antes não podia sentir uma forte agonia.
Todos os sentimentos trouxeram a tona o meu verdadeiro eu, aquele que naquela escuridão se perdeu!.
Finalmente me reencontrei,
a mim mesma finalmente achei!
E de volta a mim mesma não me sinto mais entorpecida,
Sinto agora com toda a intensidade todas as alegrias, tristezas e também todo o amor,
Não estou mais perdida!
Me reencontrei e voltei para a vida!
De hoje em diante prometo a mim mesma nunca mais me abandonarei, nunca mais deixarei e de mim mesma nunca mais me perderei!
Perguntaram se eu visto roupa Africana por necessidade.
Respondo :
- Visto porque gosto
por dignidade
E para homenagear minha Ancestralidade !
Uma conhecida me perguntou hoje
Se eu gosto de política e se eu sei minha missão no mundo .
- Sim gosto de política , mas não de politicagem .
Quanto ao que vim fazer aqui ,
minha missão .
-Aprender e compartilhar saberes , ajudar no que posso os outros , trazer beleza e amor para o mundo .
Me reconectar com a criação divina .
Eu durmo e acordo , eu e você
E essa distância não pode fazer
Eu esquecer você .
És meu primeiro pensamento
Ao acordar , e meu primeiro pensamento ao luar ....
Cantar , dançar , amar
Poesia , fotografar , o que mais podemos acrescentar a esse momento eterno ?
Ouso dizer pra você
Que é eterno meu querer
Pode , e vai aquece , o mais tenebroso inverno .
Me dá notocias de você
querer e não poder te ter
é um verdadeior inferno !
Amor não peçapara eu ir com calma , eu vou viajando na velocidade das nossas almas...
Só sei ir voando ...
Só sei ir bailando com as tuas asas
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