Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor é uma coisa boa
Mas também sei que qualquer canto
É menor do que a vida de qualquer pessoa
Longos anos passaram
E eu vi amigos casarem
E eu fiquei aqui, contigo
Te amando
Mudou-se as estações
Vi amigos te deixarem
E ficarem irreconhecíveis
E eu fiquei aqui, contigo
Completamente apaixonado
Tanta coisa foi mudando
Amigos tornaram-se desconhecidos
E desconhecidos se tornaram amigos
E eu fiquei aqui, contigo
Te desejando
Cada um seguiu sua vida
Alguns se tornaram
E estão trabalhando
E eu fiquei aqui, contigo
Permutando que tua mão me movesse
E esse “aqui, contigo”
Me levou por muitas lugares
Agora, especialmente
Para uma escada que leva para o rio trombetas
O sol nasce a minha direita
Uma canoa flutua a minha frente
Pássaros cantam a minha esquerda
E amanhã pode está nublado demais para que o sol apareça
E pode não haver nenhuma canoa ou até mesmo escada
E os pássaros podem parar de cantar
Até o rio pode secar
Mas eu continuarei aqui, contigo
Porque te amo
O mundo nunca me fez sentir parte dele, eu não encaixo em meio a milhões de cidadãos existentes no mundo.
Em um momento eu me perdi de você, e até mesmo cheguei a dar tchau, achando que você era uma versão de mim que não poderia ficar. Mas, na verdade, você era a versão que não poderia ter ido embora, agora estou à sua procura e sinto que estou no caminho certo!
Meu parceiro tá ligado mando no improvisado,
Eu sou rei e pra mim você é só mais um otário,
Meu mano aqui no beat minha rima é certeira,
E tu tá decorando essas rima a semana inteira!
Inteireza
Eu não sei ser metade.
Não sei oferecer um sorriso sem que nele haja verdade,
não sei construir laços se o meu coração ainda não se encontra inteiro.
Muitos dizem que um novo amor cura a dor de outro,
mas eu não consigo enxergar assim.
Seria injusto, seria egoísmo,
porque ninguém merece ser usado como remédio
para feridas que não foram cicatrizadas.
Se não aceitamos metade de um presente,
como poderíamos ter a coragem de oferecer metade do amor?
O outro não merece restos, não merece sobras,
não merece migalhas de um coração partido.
O amor só vale quando é inteiro,
quando transborda, quando não hesita.
E eu prefiro esperar.
Esperar o tempo em que minhas mãos possam estender
não um pedaço, mas o todo.
Não uma metade hesitante,
mas um coração completo,
pronto para ser entregue, sem reservas,
sem medos, sem faltas.
Porque amar é isso:
dar-se inteiro, sem se poupar.
E eu me recuso a oferecer menos do que aquilo que eu também gostaria de receber.
Libertação
Tudo o que eu quero é viver agora.
Sei que será difícil deixar tudo para trás.
Na minha cidade vivi tantas coisas — boas e ruins.
Ir embora significa deixar lembranças com bons sentimentos
e memórias inesquecíveis: amores, família, raízes.
Mas é o que minha alma necessita.
Ir embora vai me fazer enxergar a beleza da mudança
e como a vida pode nos levar por muitos lados.
Quero terminar os estudos.
Quero juntar dinheiro.
Quero, nesse meio tempo, criar memórias.
Memórias que deixo com dor, mas levo com amor no peito.
Quero mudar para uma cidade com praia,
onde eu possa pôr meus pés na água quando ela estiver vazia.
Onde eu possa olhar para o infinito do mar
e saber que, diante dele, estão as minhas memórias.
Quero fazer minha alma feliz.
Quero renascer a cada dia,
sendo quem sou, quem posso ser e quem deixei de ser.
Quero trabalhar analisando o mar,
ajudando os seres que tanto se assemelham conosco.
Embora eu nunca o tenha visto de perto,
não sonho apenas:
sinto, no meu espírito, que algo está à minha espera —
e está longe.
Preciso ir em busca do que me pertence por natureza.
Quando eu partir desta terra,
quero deixar momentos inesquecíveis.
Quero deixar todo o amor que pude dar.
Quando eu partir, levarei comigo o melhor da vida,
que sempre me preparou para o fim: o viver.
Viverei a cada dia,
a cada suspiro,
do meu jeito,
mesmo com dificuldades.
Em 17 anos de vida,
aprendi mais que em uma vida inteira.
Por isso, a liberdade é tão esperada por mim.
Sabe… às vezes eu só queria que você entendesse o quanto tudo isso me dói.
Eu sempre estive ali por você, tentando ajudar, tentando fazer você se sentir melhor, mesmo quando eu mesmo não tava bem. Eu nunca fiz isso pra ganhar algo, mas porque eu gostava de você. Porque eu realmente me importava.
E é estranho, sabe? Porque no fim das contas eu sempre acabo me sentindo sozinho.
Eu gosto tanto de você, e parece que quanto mais eu tento, mais distante eu fico.
Você nunca percebe o quanto isso machuca… o quanto é difícil estar perto, e ao mesmo tempo sentir que nunca vai ser o bastante.
Não é verdade quando digo que me afastei só porque quis. Eu só queria te ver bem. Fiz isso porque te amava — e, pra ser sincero, ainda amo.
Mas tá doendo carregar isso sozinho, fingir que tá tudo certo, quando por dentro parece que nada mais faz sentido.
Eu sei que talvez um dia eu te veja com outra pessoa, e isso vai acabar comigo.
Mas o que me destrói mesmo é pensar que tudo o que eu senti, tudo o que eu fiz, nunca foi suficiente pra você olhar pra mim do mesmo jeito.
Eu só queria que você soubesse disso. Que tudo o que eu fiz foi por amor. E que às vezes… amar demais também machuca.
Eu escolho a bondade genuína. Se minha motivação para ser bom é a barganha pelo céu, pelo paraíso , etc... não sou virtuoso, mas sim um mau caráter motivado por interesse.
E, de repente, a pessoa que eu conhecia parece que não existe mais.
Deixou de enxergar que eu só tenho amor pra oferecer e passou a me ver apenas com olhos de dor.
Deixou-se influenciar por vozes externas,
parou de ouvir a minha voz e esqueceu que eu só desejo te guiar para o caminho do bem.
E, apesar de tudo o que aconteceu,
pensei que ainda fôssemos melhores amigos.
Ainda estou aqui, por perto, pro meu melhor amigo.
Só quero felicidade pra sua vida.
30/05/2018 05h15
Karina Megiato
Tem tempo que os dias deixaram de ser azuis e perderam todas as cores. É que por um tempo eu tinha esquecido o que era sentir falta de mim. Hoje a falta veio, e como sempre silenciosa, disfarçada, como quem não quer nada e me deixa mesmo, sem nada. Sem sonhos, sem desejos, sem amor, sem vida.
Naturalmente me inibo os sentidos.
Produzo sertralina.
Possuo campos tão extensos, que ligam mares. Terras tantas, tamanhas possibilidades, e eu, teimando ainda em cultivar expectativas.
Eu quero saber onde é que vamos chegar
Com tanto barulho neste lugar
As cores das ruas a desbotar
Ninguém tem mais tempo para olhar
Promessas de festa e euforia
Que morrem com a luz do dia
Eu fecho os meus olhos e tento entender
O que eles procuram sem nunca se ver.
Me disseram que sentir demais vira ferida cedo ou tarde,
mas eu sempre achei exagero.
Fiquei segurando tudo achando que amor era só coisa bonita,
que não tinha peso, só cor.
Com o tempo fui percebendo
que não tem nada leve no que a gente carrega no peito,
que o coração tropeça em lembrança ruim
e pede pra esquecer, mas nunca esquece.
Tem noite que a culpa vem sem motivo,
fica martelando o que não podia mudar,
e eu fico tentando achar respostas
pra perguntas que já deviam ter sumido.
Amar virou aquela cruz que eu chamo de abrigo
até o dia que começa a doer demais pra esconder,
e tudo que era flor no começo
vira espinho quando ninguém fica pra ver.
muitos tentam ser didáticos
eu prefiro ser curto e barulhento no silêncio,
minha ortografia avançada não define quem eu sou, mais o que eu faço você pensar, define o que você quer ser.
Arnaldo(Faúna)
VELHOS TEMPOS
Eu venho de um tempo esquecido
De calçada e conversa demorada
Onde a lua brilhava mais forte
E a infância era nossa estrada
Lá, domingo tinha cheiro de café
E a vó bordava histórias com a mão
O mundo cabia num quintal pequeno
E o amor nascia no portão
Era permitido viver devagar
Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar
O tempo se sentava ao nosso lado
E a vida era um poema cantado
Era permitido sonhar no olhar
Deitar nas estrelas sem precisar voar
Tudo era tão simples, tão inteiro
Naquele tempo verdadeiro
Eu venho de um tempo sereno
De mãos dadas, segredo e luar
Onde a rua era o nosso recreio
E brincar era só começar
A mãe gritava da janela:
“Já tá na hora de descansar!”
E a gente dormia em paz com o mundo
Com mil histórias pra sonhar
Era permitido viver devagar
Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar
O tempo se sentava ao nosso lado
E a vida era um poema cantado
Era permitido sonhar no olhar
Deitar nas estrelas sem precisar voar
Tudo era tão simples, tão inteiro
Naquele tempo verdadeiro
Se eu pudesse voltar um segundo
Tocaria de novo aquele chão
Porque mesmo distante no tempo
Carrego esse lugar no coração
Era permitido viver devagar
E eu só queria poder relembrar
Com uma seresta e um violão antigo
O tempo onde eu fui mais amigo
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