Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
Eu tenho saudades do que eu não vivi. Minha alma é velha. Meus gostos são antigos. Meus valores são os mesmos dos meus avós. Tenho saudade das rodas de música, dos saraus que não participei. Do surgimento da bossa-nova, do auge do sucesso do Chico, do Caetano, Elis e tantos outros que nos deixaram um tesouro inexistente nos dias de hoje.
Sou nostálgica em relação a sentimentos. Quando eles eram desprovidos de outros adjetivos que hoje sempre o acompanham. Amar vem junto de beleza e dinheiro. Ser amigo só se for acompanhado de várias vantagens. Fazer um favor? Só se tiver algum benefício em troca. Ser gentil, bondoso, cavalheiro? Pode esperar que deve ter algo horrível por trás disso.
Sinto vontade de voltar no tempo quando me lembro daquelas praças onde os jovens faziam “foot” nas tardes de domingo. Os aspirantes a “chefes de famílias” caminhavam de um lado para outro enquanto as moças conversavam com as amigas...a conversa pouco importava, mas os olhares diziam tudo. Buscavam aquele certo olhar, que podiam remeter a um amor, a uma família e uma vida inteira juntos.
Saudosa época em que o respeito era respeitado. O respeito pela sabedoria dos mais velhos, pelos amigos, pela esposa e pelo marido. Respeito principalmente pelas pessoas que você não conhecia.
Saudade da é poça
Em que a repressão era grande, mas a criatividade maior ainda. No tempo em que as injustiças sociais e políticas eram combatidas com letras incrivelmente inteligentes, com livros que nos faziam romancear, com atitudes que viraram história.
Quero o idealismo antigo, não utópico, não hipócrita que enfretava as conseqüências porque a causa era nobre. Os heróis do passado eram gente comum que andava pelas ruas.
Eu nascia quando queria ter a idade de hoje. Eram épocas duras, difíceis, porém era tudo mais real, mais verdadeiro mais original. A juventude de hoje nada aprendeu com os jovens do passado, parece que tudo se perdeu...
Pensava-se antes de falar, de dançar, de escrever. As ações tinham uma explicação. Os sentimentos eram colocados para fora de uma forma racional porém não menos emocional.
Os amores eram mais ardentes, as histórias mais empolgantes, as revoltas mais surpreendentes, as pessoas mais humanas.
Saudade, muita saudade daquela época...
Desculpa, mas o que você chama de orgulho eu chamo de amor-próprio; e nesse momento você está me cobrando um lugar que não cabe mais ninguém.
Filtro Solar
Se eu pudesse dar a vocês uma única dica para o futuro, diria:
"Usem filtro solar".
Os benefícios, a longo prazo, do uso do filtro solar
foram cientificamente provados.
Os demais conselhos que dou baseiam-se unicamente
em minha própria experiência de vida.
Eis aqui um conselho:
desfrute do poder e da beleza de sua juventude.
Oh, esqueça!
Você só vai compreender o poder e a beleza de sua juventude
quando já tiverem desaparecido.
Mas acredite em mim:
dentro de vinte anos, você olhará suas fotos
e compreenderá, de um jeito que não pode compreender agora,
quantas oportunidades se abriram e quão fabuloso(a) você realmente era.
Você não é tão gordo quanto você imagina.
Não se preocupe com o futuro;
ou se preocupe, se quiser,
mas saiba que se preocupar
é tão eficaz quanto tentar resolver uma equação de álgebra
simplesmente mascando chiclete.
Os problemas que realmente têm importância em sua vida
são aqueles que nunca passaram por sua cabeça,
como aqueles que tomam conta de você
quando você não tem nada para fazer.
Cante.
Não trate os sentimentos alheios de forma irresponsável,
e não tolere aqueles que ajam de forma irresponsável
com os seus sentimentos.
Relaxe.
Não perca tempo com a inveja.
Algumas vezes você ganha,
algumas vezes você perde.
A corrida é longa e,
no final, você conta apenas consigo mesmo(a).
Lembre-se dos elogios que recebe,
esqueça os insultos
(se conseguir fazer isso, diga-me como).
Guarde suas cartas de amor.
Jogue fora seus velhos extratos bancários.
Alongue-se.
Não se sinta culpado se
não souber muito bem o que quer ser ou fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não tinham idéia,
aos 22 anos, do que iam fazer na vida;
outras, não menos interessantes,
mesmo com 40 anos ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja gentil com seus joelhos,
você sentirá falta deles quando não funcionarem mais.
Talvez você se case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos 40,
talvez dance uma valsinha
quando fizer 75 anos de casamento.
O que quer que faça,
não se orgulhe e nem se critique demais.
Todas as suas escolhas têm 50% de chance de dar certo,
assim como as escolhas de todos os demais.
Curta seu corpo e use-o de todas as maneiras que puder.
Não tenha medo dele ou do que as outras pessoas pensam dele.
Seu corpo é o melhor instrumento que você possui.
Dance.
Mesmo que o único lugar que você tenha para fazer isso
seja sua sala de estar.
Leia todas as instruções,
mesmo que não as siga.
Não leia revistas de beleza,
elas apenas farão você se sentir feio(a).
Saiba entender seus pais.
Você nunca saberá quando eles deixarão de viver.
Seja amável com seus irmãos.
Eles são o seu melhor vínculo com o passado
e são aqueles que, muito provavelmente, no futuro,
nunca te deixarão na mão.
Entenda que os amigos vem e vão,
mas que há uns poucos, preciosos,
que você deve guardar com carinho.
Trabalhe duro para superar distâncias
e estilos de vida,
pois à medida que você envelhece,
mais precisa das pessoas que conheceu na juventude.
More um tempo em São Paulo,
mas mude-se
antes que a cidade transforme você
em uma pessoa indiferente.
More um tempo no nordeste,
mas mude-se
antes de tornar-se uma pessoa mole demais.
Viaje.
Aceite certas verdades eternas: os preços sempre vão subir,
os políticos são mulherengos, e você também vai envelhecer. E,
quando você envelhecer, vai fantasiar que, quando você era jovem,
os preços eram aceitáveis, os políticos tinham almas nobres
e as crianças respeitavam os mais velhos.
Respeite os mais velhos.
Não espere apoio de ninguém.
Talvez você tenha um investimento seguro,
talvez tenha um cônjuge rico.
Mas você nunca sabe
quando um ou outro pode te deixar na mão.
Não mexa muito com seu cabelo,
ou quando você tiver 40 anos, terá a aparência de 85.
Tenha cuidado com as pessoas que te dão conselhos,
mas seja paciente com elas.
Um conselho é uma forma de nostalgia:
dar conselhos é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo,
limpá-lo, esconder as partes feias, reciclá-lo e vendê-lo
por um preço maior do que realmente vale.
Mas acredite em mim quando me refiro ao filtro solar.
Nem mesmo a soma de todas as minhas dúvidas e incertezas é maior que a viva esperança que eu tenho em Ti.
Eu e as minhas incertezas, aquela tradicional batalha entre a razão e a emoção. Por vezes me perco pelos labirintos da minha mente, às vezes nem sei quem sou, e quando procuro uma resposta, me aparecem mais perguntas... coisas do coração nem Freud explica!
Mas ele nem estava lá. Hoje que minhas vontades loucas estão me guiando, ninguém quer saber.
Eu não sigo impulso porque penso demais, mas hoje, e só hoje, eu quero ser algo além dessa auto-opressão.
Insignificâncias
Engraçado!
Hoje eu me sinto feliz,
alegre,viva,criança.
O sol está brilhando,
é um belo sábado,
apesar de ser inverno.
Estou feliz,radiante de alegria,
só porque falei com você,
e nem você percebeu a minha emoção.
Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados.
Eu sempre soube que príncipe encantado não existia. Não, sempre não. Na verdade, sou obrigada a confessar que já acreditei em contos de fadas. Principalmente, aqueles que minha mãe lia ao pé da minha cama, que hoje percebo, eram interpretados sem que ela me fitasse os olhos. Ela lia, e eu ali, ficava tentando imaginar as cenas, fantasiava, viajava, recriava, questionava, mas adormecia em paz. Afinal, sempre tinham finais felizes.
Pensando bem, acho que aquele momento também era muito importante para ela. Era o momento em que ela resgatava e fazia alguém acreditar no que ela acreditara um dia. Mas, se nossos olhos se cruzassem, eu, mesmo em minha pouca idade, perceberia o apelo em seu olhar pra que não levasse tudo aquilo tão a sério.
Não. Eu não estou desiludida. O tempo foi passando, e eu mesma pude criar, recriar e desmitificar meus próprios contos de fadas. Hoje, eu não espero mais um príncipe montado em seu cavalo branco, ou que me beije os lábios depois da bruxa má ter me feito comer uma maçã envenenada. Hoje não perco mais horas de sono a imaginar castelos, jardins suspensos, magias e encantamentos.
Hoje eu apenas quero alguém que me cale a boca com um beijo quando meu silêncio grita e se torna um abismo intransponível entre dois seres que se amam. Eu só quero alguém que compartilhe da minha vida, tente entender a minha alma inquieta, que sacie meu fogo quando estiver aceso, que o acenda quando estiver em brasa, que se deixe acender quando meu corpo se torna incendiário, e que fique assim, agarradinho a mim, até que meu coração volte ao compasso, e a minha respiração desacelere em um sono profundo, protegido pelo aconchego de um abraço que continua ali, bem ao alcance das minhas mãos.
Não precisa ser alguém que goste de tudo que eu gosto. Eu só quero alguém que sinta prazer em estar ao meu lado, simplesmente por estar ao meu lado. Seja na praia ou em uma cidade do interior, seja em uma boate ou em uma estrada deserta, seja no futebol ou naquele almoço de domingo na casa da avó. Porque amar é isso. É troca. E troca é renúncia. Não uma renúncia sofrida ou nociva, mas uma renúncia consciente e tranqüila, unicamente por saber que a pessoa amada está feliz. É isso aí. É isso que eu quero. Alguém que brinque, que vibre, que sorri da vida, que brigue, que perdoa, que me faça perdoar, que desorganize o meu mundo, mas não volte a reorganizá-lo somente no dia seguinte. É isso que eu quero. Alguém que não tenha medo de se apaixonar e que não se intimide com os ridículos do amor.
Não sou perfeita. Não tenho pretensão de o ser. Tenho em mim quase todas as qualidades do mundo, assim como quase todos os defeitos também, inclusive, a ingenuidade de querer ainda imaginar que tudo isso não se trata, da mesma forma, de um conto de fadas. É que de vez em quando eu me recuso a crescer, e está me fazendo falta aquela época em que eu acreditava que "eles se casaram e viveram felizes para sempre"!
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