Eu Deixo a Vida como Deixo o Tedio
...Te amo,
desde quando teus olhos,
como mãos encravadas a terra do meu afeto,
se fizeram raízes.
Quando o dia trouxe teu perfume
E me nasci no teu corpo,
E juntei tua face a minha andança...
Carlos Daniel Dojja
QUANDO TE OLHO
Ao te olhar com desflorado desejar,
Como quem amanhece tua procura,
Envaideço-me em tuas palavras vertidas,
Que se refazem teias para me cobrir,
Como se de teus laços em mim tecidos,
Eu só posso olhar-me,
Como quem em ti se clarifica.
" Há palavras desditas que retumbam e costuram-se como remendos.
Existem as não ditas, pronunciadas na profundidade que se conduzem lumiares.
Como as palavras, somos compreendidos, experimentados.
Nascemos sangue jorrado do ventre, que expele sua oralidade.
Depois nos vamos, como as palavras, nos fazendo andanças em moinhos
dorefazer, pois a alma que lê a palavra descrita no peito reinventa o olhar,
mesmo que ainda a palavra não se faça revelar."
In Fragmento Das Palavras colhidas no Silêncio.
A liberdade é como um rio que se não pode represar.
Mas suas águas precisam fertilizar a terra da justiça.
“As vezes vejo-te emudecida.
Desterro-me em teu silêncio,
Como quem aguarda e habita,
A raiz renascida em tua voz”
“Nesse solo vou
como sólido estou
só, sou mito, admito
como gotas do olhar
transmito ao céu
sem cel, sem tel
te comunico
que o planeta
já tinha me dito
que juntos somos vomito
só sabemos sujar
e que venha vento, venha mar
tomar tudo de volta
por não sabermos
viver e preservar”.
As Ondas do Silêncio
Por Diane Leite
Era como estar diante do mar, onde as ondas vêm e vão, imprevisíveis e incontroláveis. Algumas são suaves, quase imperceptíveis, como se apenas acariciassem a areia; outras são intensas, revoltas, carregando pedaços de nós para longe. Assim são as emoções humanas: um oceano interno que ninguém controla por completo.
Existem momentos em que o silêncio é mais eloquente do que as palavras. Ele guarda aquilo que não se diz, o que talvez nunca seja dito. Há olhares que antes mergulhavam fundo, mas que agora apenas tocam a superfície, hesitantes. O que antes era um rio de interesse e curiosidade transformou-se em um riacho tímido, talvez por medo de transbordar.
E então surge a lição aprendida a duras penas: não insistir em ser uma ilha visitada por barcos que vêm e vão ao sabor do vento. O que é destinado a aportar encontra o caminho. O que não é, parte e se perde no horizonte. Essa aceitação não é resignação, mas um ato de amor-próprio. É compreender que o coração é como uma casa: não se abre a porta para quem não bate.
Nos tempos de tempestade, aprender a ficar só é um presente. Porque, no final, quem busca preencher o vazio nos outros não percebe que já é suficiente para si. E essa descoberta transforma tudo: o peso do olhar alheio deixa de ser um fardo; a ausência não é mais um buraco a ser preenchido, e a paz se instala.
E assim, o oceano continua seu movimento. Não há mais ansiedade em esperar a onda perfeita, porque o que chega, chega no tempo certo. O que não vem, nunca foi necessário. Nesse mar de emoções, a escolha mais sábia é sempre construir barcos fortes, mas deixar as velas livres para o vento decidir o curso.
E quando o silêncio permanece, não há mais dor nele. Apenas a certeza de que o universo trabalha em ciclos, e o que é verdadeiro sempre encontra o caminho. O coração, agora calmo, entende: o que fica, pertence. O que vai, liberta. E, acima de tudo, o que não se insiste, floresce.
A Síndrome da Boazinha e a Culpa que Não Era Minha
Por Diane Leite
Por muitos anos, vivi como se carregasse uma dívida invisível, uma culpa que parecia colada à minha pele desde que me entendia por gente. Cresci acreditando que, de alguma forma, eu era culpada por não ser suficiente. Por não ter sido suficiente para que minha mãe ficasse, para que ela lutasse por mim, para que as histórias que me cercavam fossem diferentes.
Essa sensação de culpa silenciosa moldou minha forma de existir no mundo. Eu queria agradar a todos, ser perfeita, resolver problemas que nem eram meus, porque acreditava que, se eu fosse boa o suficiente, talvez, só talvez, eu merecesse ficar. Mesmo quando eu já não era mais aquela criança de dois anos, ainda agia como se precisasse provar algo: que eu era digna de amor, de aceitação, de permanência.
A Síndrome da Boazinha
A síndrome da boazinha foi meu jeito de lidar com a dor. Sempre disponível, sempre compreensiva, sempre dizendo "sim", mesmo quando meu coração gritava "não". Eu me doava inteira, mesmo quando ninguém pedia, porque, no fundo, eu tinha medo de ser descartada de novo. Medo de que, se não fosse boa o suficiente, as pessoas me abandonassem.
O Despertar
Foi preciso muita vida, muita dor e muita reflexão para perceber que a culpa nunca foi minha. Que o que aconteceu aos dois anos, as escolhas que minha mãe fez ou deixou de fazer, nunca foram responsabilidade daquela menina pequena e inocente. Que minha essência, meu valor, nunca dependeram de agradar ou de ser a "boazinha".
Quando comecei a entender isso, o peso começou a cair. Aos poucos, percebi que ser boa não significava me anular. Que agradar o mundo inteiro nunca me traria a aceitação que eu buscava, porque ela precisava vir de dentro. E, mais importante, que eu não precisava de ninguém para me validar ou me dizer que eu era suficiente.
Foi aí que deixei de tentar ser a boazinha e comecei a ser eu. A dizer "não" quando era necessário, a colocar meus limites, a escolher a mim mesma em situações onde antes eu teria me sacrificado sem pensar. Percebi que amor-próprio não é egoísmo, mas um ato de cura.
A Nova Mulher
Hoje, sei que não sou culpada pelas escolhas de ninguém — nem da minha mãe, nem de qualquer outra pessoa. Sei que minha vontade de agradar era um reflexo de uma ferida, não de quem eu sou de verdade. Agora, escolho ser boa, mas não às custas de mim mesma.
Não é fácil abandonar a síndrome da boazinha. Há momentos em que ela tenta voltar, sussurrando que é mais seguro agradar, evitar conflitos, manter as pessoas por perto a qualquer custo. Mas agora eu sei que minha força não está em ser perfeita para os outros. Está em ser verdadeira para mim mesma.
E, se alguém escolher partir porque eu decidi me amar, então tudo bem. Porque, no fim das contas, aprendi que quem precisa ficar — quem realmente me ama — nunca me pedirá para ser menos do que eu sou.
E isso é liberdade.
O Espelho do Amor
Por Diane Leite
Vivemos criando histórias: imaginamos finais perfeitos como nos livros e filmes. Mas quem já experimentou o amor genuíno sabe que ele não é apenas uma emoção passageira; é um espelho. Ele reflete nossas luzes e sombras, convidando-nos a enxergar quem realmente somos.
Descobri que tudo o que amamos em alguém já existe em nós. Da mesma forma, o que nos incomoda nos outros frequentemente expõe feridas ou inseguranças que ainda não resolvemos. A psicanálise chama isso de projeção: transferimos inconscientemente nossas qualidades ou defeitos para o outro. Amar, portanto, não é apenas sentir; é despertar, é confrontar a si mesmo.
Quando resistimos ao amor, seja por medo ou rejeição, estamos, na verdade, resistindo a nos amar. Não porque não sejamos dignos, mas porque, em algum momento da vida, deixamos que outros determinassem nosso valor. Talvez tenham nos dito que éramos insuficientes, incapazes ou indignos de amor. Mas essas palavras revelavam mais sobre quem as dizia do que sobre nós.
O inconsciente é um cofre de memórias e feridas antigas, muitas vezes esquecidas. Cada rejeição que enfrentamos toca nessas feridas, mas também nos oferece uma oportunidade única de cura. Se alguém escolhe não caminhar ao nosso lado, isso não diminui quem somos. É apenas um reflexo de suas próprias escolhas, de sua própria jornada.
A psicologia nos lembra que nosso controle é limitado. Não podemos mudar como os outros nos veem ou nos tratam, mas podemos decidir como reagir. Escolher o equilíbrio, ao invés da reatividade, é libertador. Muitas vezes, o que chamamos de rejeição é simplesmente a expressão do livre-arbítrio do outro.
Você já parou para se ouvir? A psicologia fala sobre o “eu interior”, aquela parte mais sábia e silenciosa de nós mesmos. Ele conhece nossas falhas e forças, nossos medos e esperanças. E mesmo com todas as imperfeições, ele nos acolhe. Quando paramos de buscar aprovação externa e nos conectamos com esse “eu interior”, algo transformador acontece: começamos a nos aceitar verdadeiramente.
Se alguém o magoou, lembre-se: a mágoa reflete as feridas dessa pessoa. Reagir com raiva apenas alimenta o ciclo de dor. Mas a compaixão – não como submissão, mas como força – liberta. O perdão não valida o erro; ele nos liberta do peso de carregar o que não nos pertence.
Estar presente é um presente. Quantas vezes deixamos de aproveitar um momento por estarmos distraídos, buscando respostas no exterior? O agora é tudo o que temos, e ele é precioso. É no agora que encontramos a vida em sua plenitude.
Apaixone-se por si mesmo – pelo que você é, pelo que ainda pode ser. Quando você escolhe se amar, cuida do corpo, da mente e do espírito. Descobre que o amor genuíno não vem de fora; ele começa dentro. E quando ele existe em você, transborda para o mundo.
O amor verdadeiro não é um destino, mas um reflexo da forma como tratamos a nós mesmos. Ame-se, perdoe-se, cuide de si. Pois quando você faz isso, está pronto para amar o outro – sem medo, sem ego, sem apego.
E então, você já olhou para dentro hoje?
Como é bom renascer.
Por Diane Leite
Olhar para dentro é um ato revolucionário. Vivemos em um mundo onde todos valorizam o externo: a arte, o contexto, a estética, e criam universos perfeitos, especialmente nas redes sociais. Mas será que isso reflete quem realmente somos? Será que conseguimos enxergar a nossa essência, o nosso verdadeiro Eu Superior?
A verdade é que todos criam "personas". Somos grandes personagens no Instagram, na mídia, nas interações diárias. Mas eu me pergunto: quem somos, de fato? Quem sou eu, por dentro?
Eu sempre trabalhei com comunicação, sempre valorizei opiniões externas. Mas hoje, vejo tudo isso de forma diferente: como arte. Minha arte. A forma como escolho ver o mundo. Essa mudança me trouxe liberdade, e muitos se surpreenderão quando me virem em março na TV. Descobrirão que o que julgavam ser apenas filtros vai além: são escolhas conscientes.
Sim, eu uso filtros – mas meus filtros não estão só na tela. São também preenchimentos estratégicos, botox, e tudo que me ajuda a me sentir exatamente como eu quero ser. Não é sobre esconder, mas sobre me criar. Meu externo reflete minha felicidade interna. É sobre ser fiel a mim mesma, sobre a alegria de ser eu.
E sabe o que mais? Não importa o que digam. A opinião alheia não define quem sou. A verdadeira liberdade vem quando você se escolhe, quando você cria a vida dos seus sonhos.
Pare de tentar agradar a todos. Use filtros, ou não use. Faça o que faz sentido para você. Mas nunca mude para agradar os outros. Se for mudar, que seja por você, porque acredita no seu potencial e quer crescer.
A vida é sua. A alma é sua. A luz e a sombra que você carrega são suas ferramentas para evoluir. Então, integre-as com sabedoria. A jornada é individual, e ninguém pode salvar você. Nem você pode salvar os outros – nem seu filho, nem seu vizinho, muito menos as pessoas do Instagram.
Enquanto alguns perdem tempo julgando, eu escolho experienciar quem sou. Sou letras, sou sol, sou chuva, às vezes tempestade. Mas, acima de tudo, sou verdadeira. Todos os dias olho para dentro e busco ser ainda mais eu, em essência.
Eu confio no Divino, no Universo, na espiritualidade. Essa confiança é a minha força. E nunca ninguém poderá tirá-la de mim.
Por isso, encontre-se. Descubra quem você é em essência. Seja corajoso. Crie a vida dos seus sonhos. Garanto: será incrível.
A Arte de Pausar: Como Transformar Reações em Respostas Conscientes
Por Diane Leite
Quantas vezes você já reagiu de forma impulsiva e, depois de algum tempo, percebeu que aquilo nem era tão importante assim? Muitas vezes, nossas reações são movidas por emoções momentâneas, cansaço ou até por sentimentos que habitam nosso inconsciente e nem sempre estão ligados ao presente. Identificar isso é essencial para evitar conflitos desnecessários e construir relações mais saudáveis.
Com o tempo, aprendi que dar espaço para minhas emoções antes de agir faz toda a diferença. Sempre que algo me deixa irritada ou desconfortável, em vez de reagir imediatamente, eu me dou 24 horas para refletir. Esse intervalo de tempo é transformador, permitindo que eu entenda minhas emoções de maneira consciente.
Durante esse período de pausa, faço algumas perguntas a mim mesma:
Estou realmente chateada com o que aconteceu ou há algo mais, como um fator inconsciente ou emocional, influenciando minha reação?
Essa situação ainda será importante amanhã?
Como posso transformar esse sentimento em algo positivo, reconectando-me com o amor e a empatia?
Surpreendentemente, percebo que a maioria dos problemas que parecem grandes em um momento se dissolvem com o tempo. E para os poucos que permanecem, chego a uma abordagem mais sensorial e emocional, agindo com calma e clareza. Esse processo me ajuda a validar meus sentimentos, mas também a criar conexões mais profundas, seja no âmbito intelectual, emocional ou até sensorial, com quem está ao meu redor.
Essa prática não é sobre evitar conflitos ou ignorar problemas, mas sobre garantir que minhas respostas estejam alinhadas com meu propósito e minha essência. A ciência mostra que nosso subconsciente desempenha um papel poderoso em nossas emoções e reações. Por isso, essa pausa é também uma forma de acessar a parte mais profunda de nós mesmos, compreendendo as raízes do que sentimos.
Ao dar espaço para nossas emoções, começamos a reconhecer a influência do inconsciente em nossas ações. Esse simples ato nos reconecta com o pertencimento, a paixão e o amor, não só pelos outros, mas também por nós mesmos. Quando nos permitimos agir a partir de um lugar de clareza e intenção, fortalecemos nossas conexões emocionais e intelectuais, criando um ambiente de validação e respeito mútuo.
Então, que tal experimentar essa prática? Da próxima vez que algo te incomodar, respire fundo e dê um tempo para si mesma. Use esse momento para acessar suas emoções de forma consciente, entender sua psique e transformar o que parecia um problema em uma oportunidade de aprendizado e evolução. Lembre-se: pausar não é um sinal de fraqueza, mas de força e sabedoria.
Afinal, cada pausa é uma chance de trazer mais amor, pertencimento e harmonia para sua vida. Experimente e veja como o universo pode transformar até os maiores desafios em oportunidades para crescer e se conectar consigo mesma e com os outros.
Nem todo amor fala. Alguns se movem.
É curioso como, por tanto tempo, a gente aprende a lutar sozinha. A se defender, a sobreviver, a não esperar nada de ninguém — porque quase sempre, quando precisávamos, não tinha ninguém. A gente acaba confundindo amor com palavras bonitas, com discursos ensaiados e juras vazias. Mas com o tempo, a gente entende que amor mesmo... tem mais a ver com movimento do que com fala.
Amor é quando alguém te protege do mundo — não com grades, mas com gestos. Quando percebe sua vulnerabilidade e não se aproveita dela, mas estende a mão. Quando não tem muito a oferecer, mas oferece tudo o que tem.
É aí que mora a diferença.
Tem gente que diz “cuida” e nunca cuida.
Tem gente que não promete nada, mas aparece. Fica. Aguenta. E ama no silêncio das atitudes.
É hora de prestarmos mais atenção nas ações.
Em como as pessoas nos olham quando estamos frágeis.
Em como elas reagem quando erramos.
Em quem nos defende quando o mundo vira as costas.
Palavras qualquer um diz.
Mas o cuidado… o cuidado exige presença.
E a presença, essa sim, é a maior declaração de amor.
Não deposite toda a sua confiança nas pessoas, pois são humanas e, como você, imperfeitas. Confie mais na sua intuição, pois ela funciona como uma bússola silenciosa que aponta sempre o caminho mais sábio a ser seguido.
"Se o homem se preocupasse em agradar a Deus como se preocupa em agradar aos outros, já estaríamos vivendo o mandamento que Jesus nos deixou "
"Assim como no jogo de xadrez, só contar com o conhecimento e a sabedoria das jogadas não leva a vitória. Não se vence se não movermos às peças e se não compreendemos que cada peça tem a sua importância. Quando perdemos peças por falta de ação, tudo fica mais difícil."
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