Eu Amo meus Inimigos
“Quem sou Eu para dizer a minha princesa que ela virou um dragão, antes de conhecê-la Eu era um sapo”.
Só porque eu não usei a falta de respeito que você usou contra mim, não significa que estou deixando você me desrespeitar.
“Eu nunca ganhei um pincel, nem por isso deixei de ser um artista, eu nunca ganhei uma caneta, nem por isso deixei de ser um escritor.”
"Pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós, etc, todos CLTs, agora eu que tenho que herdar a responsabilidade de ser um empresário rico?"
"Qual o sentido de sonhar com algo que não alcança o céu? O céu não precisa de mim, eu é que preciso do céu."
Estou me movendo sempre para o mesmo lugar.
Se eu seguir em frente em uma curva à direita ou à esquerda, logo estou em círculo.
Se eu seguir em frente em linha reta e mudar a direção para trás, a direção mudou-se para frente.
Então não estou nem seguindo em frente e nem estou indo para trás, só estou em movimento.
A sensação de estar se movendo para frente surge quando eu deixo algo para trás; se eu não deixar nada para trás, não estou me movendo para frente.
"Se o anjo dissesse: ao deixar o Céu você vai trabalhar dia e noite para a pobreza, eu teria esperado por outro casal mais responsável."
Eu pego uma colher e misturo o céu com café morno, bolhas de sabão sobem pinheiros invertidos, bicicleta pedala para trás no espelho do banheiro. O gato mia em código Morse para o micro-ondas, que responde com pipocos de milho voando como pássaros de papel. Nuvens chovem para cima, gravidade vira piada, e o relógio derrete em forma de bolo quente. Por que o elefante usa óculos de sol no escuro? Sombras dançam tango com luzes de neon, enquanto números contam histórias de peixes voadores. A geladeira sussurra segredos de meias perdidas, o chão ondula como mar de concreto, e eu como nuvem com garfo de plástico. Fluxos de pensamentos giram em espiral, cores cantam óperas mudas, tempo estica como chiclete mastigado. Nada cola, tudo flutua em bolhas de confusão.
Mas olha só. Essa bagunça é a mente acordada: colher mexe ideias soltas, bolhas são pensamentos leves que estouram, pinheiros raízes profundas em solo instável, bicicleta impulsiona o irreal. Gato e micro-ondas, intuições aleatórias conectando mundos. Elefante no escuro, ver o invisível. Sombras e luz, dualidades dançando. Tudo faz sentido: o absurdo é o mapa da criatividade humana, onde a bobagem vira descoberta, a bagunça, clareza.
