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Eu Amo meus Inimigos

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As laranjinhas



As laranjinhas estão varrendo
Eu estou vendo de longe
Um lixo no chão tem o meu nome
As laranjinhas estão varrendo
uma avenida gigante
Sem perder a pose de ser elegante
As laranjinhas estão varrendo
Sinalizando com um cone
E o motorista tá no telefone
As laranjinhas estão varrendo
Fazendo aquele monte
Tem muito lixo debaixo da ponte
As laranjinhas estão varrendo
No chão tem um homem
Que passou a noite e ali com fome
As laranjinhas estão varrendo
Uma garrafinha de refrigerante
Quem joga lixo no chão é um ignorante.

Pelo amor falar mais alto entre nós, eu roubei seu coração, mas dei o meu, a ela de presente. E fomos viver nosso sonho bem longe da discriminação.

Eu tentei ser luz quando foram trevas comigo. Tentei ser sol quando foram chuva comigo. Tentei ser alegria quando no fundo só via tristeza, mas, em meio a tudo isso, eu entendi que você tem que ser apenas você sempre...

Tem dias em que eu sento pra escrever
e percebo que já está tudo ali organizado no caos, esperando só que eu não atrapalhe. Como se as palavras não viessem de mim, mas passassem por mim.
E eu fico pensando…de onde vem isso?
Porque não parece só pensamento,
nem só lembrança. É mais fundo.
É como se existisse alguma coisa em mim
que observa tudo em silêncio, que sente mais do que eu consigo entender,
e que, de alguma forma, decidiu falar.
Às vezes dói. Porque a poesia não pede licença. Ela expõe,
revira, mostra partes minhas que eu nem sabia que estavam vivas.E mesmo assim…
eu deixo.Porque tem algo estranho nisso tudo uma sensação de verdade.
Como se, enquanto eu escrevo, eu finalmente estivesse sendo honestocomigo mesmo, sem filtro, sem defesa.
Só… inteiro. E é aí que eu entendo:
talvez eu não escreva poesia.
Talvez eu só exista o suficiente
pra não impedir que ela aconteça.


DeBrunoParaCarla

Entre uma Tulipa e Outra


Entre uma tulipa e outra,
o tempo desacelerou.


Eu nem planejava estar ali.
O destino era outro,
mas portas fechadas também ensinam
que nem sempre é sobre onde queremos ir.


Entrei.


E foi ali,
sem pressa,
que tudo aconteceu.


Conversas simples,
risos soltos,
o cuidado presente em cada gesto.


No Tulipa,
não é só o que se serve —
é o modo como se recebe.


E, entre uma tulipa e outra,
veio o detalhe inesperado:
em terras paulistas,
um coração rubro-negro.


Pequeno acaso,
grande proximidade.


Mas havia mais.


Havia algo que não se explica,
apenas se sente —
um lugar feito de tempo,
de história,
de pessoas que permanecem.


Num mundo que passa rápido demais,
ali,
o essencial ainda fica.


E talvez seja isso.


Entre uma tulipa e outra,
a gente entende
o que realmente importa.

Eu desejo a todos, um dia de Paz, Entendimento, Sabedoria e muito sucesso.

É uma falta física, um nó que só desata quando o mundo para e eu sinto o gosto da sua presença em mim, como se você estivesse aqui. Não busco lógica, busco o avesso do silêncio, onde a gente se encontra sem precisar de dicionário. É você, em cada detalhe dessas letras, é eu tentando roubar sua atenção.


DeBrunoParaCarla

Letras, papel, celular, notebook e silêncio. Às vezes escrevo e nem eu entendo, mas o coração entende cada risco, cada letra. É saudade bruta, é vontade de toque, é o nosso cheiro na camisa, e no pensamento. Não precisa fazer sentido para o mundo, só precisa chegar em você. Te amo e sinto falta de cada detalhe nosso.


DeBrunoParaCarla

Eu sinto com toda minha existência,
Que jamais te esquecerei...


Isso não é uma declaração de amor...


É um lamento...

... um equívoco,
eu diria, querer atribuir
a uma entidade sobrenatural
todo mal que nos aflige - visto que,
um homem sozinho é capaz
de qualquer coisa!

... jamais diga:
'se Deus quiser'; diga: 'eu quero!'
Porém, um querer que, somado
aos teus melhores propósitos
te concilie com obem maior:
o Criador!

⁠O medo é o primeiro passo para a liberdade, parece inverso, eu sei, mas acredite, é o portal escuro que, ao ser atravessado, abre o horizonte do impossível.

Meu passado é um espelho cujo reflexo me fere, ainda que eu o quebre, as lembranças de um tempo sombrio permanecerão intactas.

No terrível espinho do pecado eu pisei, mas a verdade que nunca quis ver Deus me revelou. Onde fui temporal, agora sou oceano, onde fui fonte seca, hoje transbordo.

Eu escrevo na esperança de que um dia alguém leia e compreenda esses cacos de mim, sem esse entendimento, as noites de insônia, as crises da minha depressão correm o risco de não ter deixado rastros que valham a pena.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

O medo é porta fechada e eu aprendi a derrubar todas.

Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.

Um dia eu já chorei por perder tudo, hoje choro por gratidão, as lágrimas mudaram de endereço, meu rosto aprendeu outro brilho.

Não busco abrigo, eu o crio, a casa nasceu das minhas mãos, e hoje habito onde antes só soprava o vento.