Eu Amo meus Inimigos
O seu sorriso me fascina, me faz sonhar com lugares altos que só se mostrava nos meus mais profundos sonhos
Dos meus olhos as lágrimas cessaram,
Não é meu sofrer e minhas dores me deixando...
Sim meu coração petrificou, secando minhas lágrimas...
Nada há mais triste e nem maior motivo há para chorar, ter o coração endurecido e não sentir a falta de uma lágrima.
Pobre quem sou! Como tornar a chorar?
Tu, Eterno Criador, criaste meus olhos, deste a mim o privilegio de sentir a força de uma lágrima, rolando em minha face quando a ti clamava, quebra meu coração e de novo me faz chorar...
Assassino de Sentimentos
Queria saber controlar meus sentimos
Para ser um assassino frio que calcula seus movimentos
Para não cair nas armadilhas de seu coração
Para fugir da dor de uma paixão
Um assassino frio que não faz mal aos outros
Que faz não faz mal nem a ele mesmo
Que só comete assassinatos para fugir da dor
A dor de se apaixonar e não vê retorno desse sentimento
A dor que me assola e que com certeza já assolou você.
O QUE SINTO?
(Meus 20 anos)
Sinto que tudo que sinto
É a falta de ilusão
É um mito
O que sente meu coração
Sinto que tenho saudade
De tudo que já senti
Na verdade
Da vida que não vivi
Sentimentos que afligem
Esta rosa que nasceu
Que atingem
A rosa que me esqueceu
Nada tenho tudo sinto
Esperança de viver
O que sinto?
Sinto pena de morrer
As vezes as lagrimas simplesmente saem do meus olhos do nada, sem motivo, simplesmente me pego com meus olhos lagrimejando. Deve ser tristeza guardada num cantinho do coração que se escondeu e acomodou-se por lá, ou excesso de tristezas, magoas, lembranças, decepções e outros tantos motivos acumulados deixados para serem aliviados depois e esse depois nunca chega.
Deitei-me sobre a cama, peguei meu caderno rabiscado e decidi escrever nele todos os meus planos, desejos, vontades… E percebi quanta coisa eu queria que só dependia de mim e não fazia.
Te amar
Te amar é dádiva de Deus,
Te querer é instinto de meu ser.
Meus lábios desejam os seus,
Meu corpo delira em te querer.
Um beijo seu é mais que um beijo,
Um toque seu é mais do que se espera.
Tua respiração é brisa de desejo,
Suas carícias minha minh’alma eleva.
Meu amor, te amo mais que a própria vida.
Minha vida, te amo mais que meu coração possa suportar.
Neste mar de amor comprei somente a passagem de ida,
Pois prefiro morrer que a este amor deixar.
Este amor me faz sorris,
Este amor me faz chorar,
Teu amor me faz feliz,
Teu amor me faz sonhar.
Te amo, meu amor, eu te amo.
Pra sempre vou te amar.
Pois deixaria de morrer de amor,
Pra viver só pra te amar.
Ultimamente tudo me cansa, a música mal digerida, as palavras não ditas, o silêncio fazendo meus ouvidos doarem, amores mal vividos, sentimentos mal resolvidos, as pessoas, é isso, as pessoas me cansam. Sorrisos maquiavélicos, verdades com odores sarcásticos, aperto de mão com facas, fantasmas da ópera querendo fazer com que os outros acreditem em ficção sórdida. Ladrões e colecionadores de corações, jarros infestados de lágrimas e olhares vazios dando luz de neon aos iludidos. Me cansa ter que acreditar que não sou diferente e, não, não sou um buraco negro fora de controle, mas às vezes, só às vezes, eu sinto aquele vazio, aquele cansaço absurdo de sentir de mais, de não sentir nada, de não acreditar, de não estar e de não ser. Estou cansada, cheia de abuso de tudo, da hipocrisia que polue o ar, que infecta a pele, a mente e deixa tudo, absolutamente tudo exausto, sem força para crer que se pode ser o que se pensa, o que se quer, e ao longo dos dias tudo isso se fixa, e acaba com você, se fazendo acreditar que se pode viver assim, enganando a sí próprio e aos outros. Tão fácil perceber que está tudo errado, fora do lugar, do ritmo, é fabuloso preceder quão longe vai a imaginação de um ser humano, achar que sabe de mais, que já viveu de mais, é cômico quando se nota quão ilusionista a vida pode ser, porque sabe, eu não sou nenhuma Clarice Lispector ou uma Clarice Corrêa, nem tão pouco uma senhora de 50 anos, com metade da vida vivida, mas eu entendo, eu compreendo os riscos, sei o quanto absurdo e assustador a maioria das coisas pode se tornar, mas entenda bem, eu nunca quis ser um exemplo. Às vezes tenho desses alguns ataques, então eu escrevo, eu me canso, me torturo e me encho de nostalgia até que eu consiga pegar no sono. Entendo tantas coisas que pareciam adormecidas aqui dentro, novos planos, sonhos, certezas, e percepção se formam, mas… O problema é, quando você dorme, você relaxa a mente e na verdade, o cansaço some na manhã seguinte.
Ele me roubou tudo. Me corroeu por dentro. Sustentou meus pensamentos e me arrancou lágrimas. Me fez acelerar o coração. Embaraçava minhas palavras. Até me fazia sorrir do nada. Me entorpecia de sonhos e ilusões. Me sacudia com beijos e me acariciava por abraços. Me derrubava. Me levantava. Me fazia ser. Deixou seu rastro. Sua marca. Deixou sua cor. O amor!
A vida me trouxe você e sem temor algum te levou de volta
Levou para onde não mais, meus braços, pudessem te abraçar
Levou muito e deixou tão pouco
Uma ilusão de um acaso, um sim, um não, um talvez.
Escapei com vida dos meus piores momentos.
Sufoquei minha voz. Por vezes, esqueci meu riso. Lágrimas caíram sobre o meu rosto. Me dediquei, tropecei, sofri. Porém, ainda assim, se vive. O coração bom, perdoa. Mas, minha memória não esquece à toa. Sem opção, procuro abrigo para uma memória que pouco falha, um coração que sempre perdoa e uma vida, que não sabe de tudo, mas aprende a cada passo que dá.
Meus olhos têm estado voltados à generosidade da poesia que brotou na minha vida... Desde que nasci! Não que eu não tenha enfrentado espinhos. Sim, os enfrentei. Os enfrento. E vez ou outra ainda me espeto. Mas é na beleza das rosas cultivadas – e que desabrocham todo momento no jardim da minha vida – que têm tido morada minha atenção e sentimento.
Que meus versos, incertos, – mesmo quando lidos aos avessos – componham histórias de paz. Produzam versões de amor infinitas e tudo mais que à alma apraz.
