Eu Amo meus Inimigos
Deitado em minha cama,
meu travesseiro transborda,
as lágrimas de meus olhos rubros.
É tão confuso.
Não conseguir lembrar
Exatamente o que temer.
Escrevo versos
Para tornar público
Todos os meus devaneios
Em desejar teu peito desnudo.
E saber
Que de todos os amores
Que só quiseram colher
Você me plantou flores
Tu es ma personne, por Castro
Antes de você aparecer, os meus dias eram apenas um emaranhado de segundos atropelando as horas. E sinceramente, essa liquidez que se fez, a minha vida se tornou tão, digamos, comum. E então você me sorriu, o seu mais encantador e perfeito sorriso. E desde então eu suplico aos segundos que dissolvam as horas mais rapidamente, para que chegue o dia em que eu te terei em meus braços.
Je t’aime, por Castro
Ela preencheu até às entrelinhas dos meus versos. Achei que meus trechos só tinham pontos finais, mas também tinham reticências.
Castro
Esta noite, assim como todas as outras.. não sei o que sobrará de mim me afogando nesses meus pensamentos inoportunos e claramente desesperados, buscando uma solução para problemas que eu mesmo criei.
Envolvidos em culpa de karmas de outrora vividas, me assombrando a cada nascer da Lua e a cada pôr do Sol.
As ilusões e mentiras que já acreditei me destruíram, e fui obrigado a me reconstruir fragmento por fragmento sem a ajuda do inexistente manual de instruções do qual nos foi negado ao nascermos. O manual da vida.
Foi então que nasceu alguém que nunca quis que existisse.
Um ser amargo,
Com medo - nunca tive medo -,
Pensamentos mórbidos e negativos - sempre esperei o melhor -,
Insegurança a rasgar o peito de tanto incômodo,
Incapaz de confiar nas oportunidades belas que a vida tem me proporcionado.
Sem coragem se colocar a cara pra fora dessa escuridão sem controle.
Só quero por um instante voltar a ser quem eu era.
Sorrindo a cada tapa na cara da vida.
Pois achei que tinha a certeza de que no final tudo ficaria bem..
Foi então que me dei conta de que no final só existe a morte!
Tudo se foi.
E passei a maior parte do tempo andando em círculos, lutando contra o que poderia acontecer, por medo e desconfiança, me martirizando por não depender somente de mim, mas sempre ter a necessidade de me sentir amado e seguro.
E me surpreendo, pois sinto que nunca irá ocorrer, pois me foi arrancada a força minha capacidade de acreditar e confiar nos constantes acasos da vida.
Acreditei tanto, sonhei tanto e confiei que tudo seria diferente.
Só não acreditei em mim, e na voz da minha intuição, sussurrando todas as noites e não me deixando esquecer que a minha felicidade sempre dependerá de atitudes alheias.
E como viver assim?
O sentimento de abandono.
A constante espera do momento de ser deixado para trás.
Não depender apenas dos meus atos para tudo dar certo.
Aceitar que é assim.
Por que tão difícil?
Quero olhar pra frente e ter a certeza do caminho.
Quero me sentir guardado da dor da decepção.
Quero ser feliz e não me preocupar com minimalismos.
Quero me sentir seguro.
Quero apenas isso.
Antes do fim.
Hora
Agora
Vou falar
De mim
Olhe nos meus olhos
Sou transparente
Dramática
Observe meu corpo
Tem cicatrizes
Não sou pragmática
Tenho alma
Não acalma
Vive dúvidas
Não vire o rosto
Olhe em mim
Tenho matemática
De consciente inexato
Não me conhece
Sou elegante
Por favor
Desça
Dos meus pensamentos
Para que nada
Aconteça
Com sua presença
Desça
Também
Do meu corpo
Você não existiu
Movimenta palavras
Para cobrir
Sua falsa coragem
Para descobrir
Quem sou.
Livro: Não Cortem Meus Cabelos
Autora: Rosana Fleury
"Toda vez que leio um livro, vejo um novo mundo se formando nos meus pensamentos e não me acomodo com essa realidade que vivo. Por isso tudo se torna muito frustrante!"
Aprecio pessoas que gostam de tudo em mim incluindo os meus maiores defeitos e às vezes até os meus vícios e rituais estranhos.
“Encontrei o amor no vazio
do seu coração, te peguei
em meus braços e te tirei
da solidão, me perdi em seu peito
e encontrei seu coração.”
Daniel B. Souza
A imaginação...
Tu que compões meus silêncios
Na bruma e na melancolia
Quando me sinto sozinha
Tenho-te por minha companhia
Imagino o meu amanhecer
Em lençóis tecidos de cetim
Na alvorada daquele beijo
Que sinto renascer em mim
Neste singelo devaneio
Alvejo um sonho guardado
Imagino aquela ternura
De ter alguém a meu lado..
Não exalte-me, não queira conhecer meu lado agressivo. Não enfureça-me, não tente monitorar meus passos. Sou doce, sou amarga, sou prudente, sou grito, sou minha...não SUA.
(Flávia Abib)
A escola dos meus sonhos é aquela que não só prepare para o mercado de trabalho, quero que vá além. Quero que essa mesma escola possa preparar o aluno para a vida social, onde haja respeito para com o modo do outro pensar o mundo . A família precisa preparar a educação em casa, e a escola dará o plus no todo.
Procuro um meio-termo
Nos meus extremos.
De um lado o coração e
Do outro a razão
Um diz para permanecer
É mais facil até de esquecer
Outro diz para seguir
É mais dificil, mas preciso ir.
Procuro um meio-termo
Nos meus extremos.
Sou intensa
Na dor e no amor.
Sou livre nos pensamentos
Mas vivo dentro de uma prisão
Tudo deve ter consentimento
Da minha dura razão.
Procuro um meio-termo
Nos meus extremos.
De um lado a mais pura essência
Do outro a mais densa escuridão .
Vagando em dois mundos
Completamente diferentes.
Em ambos sou profundo
E nem um pouco indiferente.
Procuro um meio-termo
Nos meus extremos.
Apenas uma atitude moderada
Que possa ser considerada.
Algo que eu possa fazer
E não me arrepender.
Algo que eu possa sentir
E meu coração consentir.
Vivo no meio-termo.
Quando você me olha, lá no fundo dos meus olhos, durante aqueles 5 segundos, que parecem mais com uma eternidade, é uma coisa muito anormal de sentir, é bom, é maravilhoso, mas logo depois lembro de que você não é mais meu, mas tenho a certeza de que você ainda quer ser.
Durante aquela troca de olhares, me senti amada e vista pela sua alma.
Você já me disse que não me olha por fora, mas por dentro, quem eu realmente sou, e acho que é verdade, você consegue desvendar meus mistérios através do meu olhar, nem minha própria mãe já conseguiu fazer tal coisa.
