Eu Amo meus Inimigos
É besteira ficar se lamentando por nós que parecem desatados, mas seguem duros feitos as pedras nos molhes. A vida segue, é preciso trabalhar para sobreviver, mesmo teimando que viver já seria suficiente. Existem meses pela frente, e ainda uma penca desses feriados de mim mesma.
Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos repare. Primeiro, você riu, eu gargalhei e nós casamos. Depois, eu li, você ouviu e, nus, transamos. Por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. Você só parece amar quem pisoteia nos seus sonhos, quem tapa os seus sorrisos com lágrimas, quem lhe abandona sem roupa, sem mundo, sem beijo. Veja só: As Meninas na corte do rei parecem cortejar o seu coração. Corta a cena: seu azar foi ter vivido Cem anos de Solidão em uma única relação. Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.
As vezes Olho para o lado e não vejo nada
As vezes Olho e finjo Que não vejo
As vezes Olho e vejo Oque não Quero
Emtão num momento de inagualavel beleza olho e te vejo
Eu e você
Eu e você
Eu e você somos a lua e o sol,
O cravo e a rosa,
O barco e o farol.
Eu e você somos a onda e o peixe,
A árvore e a semente.
Um ao outro no pensamento e na mente.
Eu não sei o que fazer com essa saudade, e nem o que dizer pro meu coração. Os dias passam e dentro de mim cresce ainda mais esse sentimento que eu tanto quis evitar, você se tornou indispensável, e insiste em ficar nos meus pensamentos, nos meus sonhos. As lembranças de tudo o que vivemos fazem parte de minha rotina, não há como fugir, e só eu sei o quanto tentei!
Você é tão necessário quanto o sol as flores, quanto a água a vida. Pensar em ti é uma exigência ao dormir, um hábito ao acordar é como se fosse uma ordem diária.
Tudo o que faço me lembra você, tudo o que é belo trás seu sorriso, sentir o vento, é sentir seu abraço *-*
Te amo...
Te amo, pela forma que você olha no fundo dos meus olhos.
Te amo, pela suavidade com que toca meu corpo.
Te amo, pelo doce carinho em meu rosto.
Te amo, pelas palavras que me são ditas sempre na hora certa.
Te amo, pelo beijo que toca meus lábios de uma forma que me causa arrepios.
Te amo, pelas promessas de um futuro juntos.
Te amo, por estar ao meu lado sempre que preciso.
Te amo, pelo simples modo de dizer “você é especial”.
Te amo, por você me fazer sentir-me importante.
Te amo, pelo modo que você sorri (é tão lindo).
Te amo, pelo abraço apertado.
Te amo, pelo biquinho que você faz quando está com raiva ou sente ciúmes.
Te amo, pela forma que só você conseguir fazer com que eu me sinta protegida.
Te amo, mais ainda quando você diz que também me ama...
Te amo, simplesmente por você existir!!!
Meu coração dispara, mas eu mando ele parar. Estraguei todos os meus relacionamentos de tanto que meu coração dispara.
Eu não preciso controlar a vida, meus hormônios, meu futuro, os outros, minha felicidade. Eu só preciso levar a vida, eu só preciso desfocar do sonho que me deixa míope e enxergar além, ou melhor enxergar o que esta na minha cara. Ver o quanto o resto todo já é perfeito e esta lá, eu já conquistei, é meu…
Eu nunca vou ver ninguém mais, Bella. Eu só vejo você. Até quando eu fecho meus olhos e tento ver outra coisa. Pergunte ao Quil ou Embry, isso deixa eles todos loucos.
Meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.
Alguns amigos meus são os mesmos do passado e outros, não. Eu não tenho muitos, mas tenho bons amigos. Se eu contar, realmente, não devem passar de cinco. Mas têm outros.
Eu tenho milhares de erros. Mas quer saber? Um (uns?) dos meus melhores acertos foi sempre acreditar. Sim, acreditar. Na vida, nos meus sonhos, em mim, em dias bonitos, em finais felizes, em contos de fadas, em anjos, em tudo que faz o meu coração acalmar. Quem diz que tudo que eu acredito não existe pra mim é burro. Um completo burro, ignorante e que não sabe nada da vida.
Talvez eu me ache delicada demais apenas porque não cometi os meus crimes. Só porque contive os meus crimes, eu me acho de amor inocente. Talvez eu não possa olhar o rato enquanto não olhar sem lividez esta minha alma que é apenas contida. Talvez eu tenha que chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho de minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, e ao meu contrário quero chamar de Deus. Eu, que jamais me habituarei a mim, estava querendo que o mundo não me escandalizasse. Porque eu, que de mim só consegui foi me submeter a mim mesma, pois sou tão mais inexorável do que eu, eu estava querendo me compensar de mim mesma com uma terra menos violenta que eu. Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará.
descubro meus vícios assim
cheguei na cabana e pensei
sem têvê eu não fico
sem você eu não vivo
O outro lado de mim me chama. Os passos que eu ouço são os meus.
