Eu Amo meus Inimigos
Engolindo a seco
A angústia atrevida, sempre chega de mansinho.
Entra na minha casa, invade a minha vida,
isso sem ao menos, perguntar se deveria.
Entra na cozinha, senta, e ainda
pede um chá.
E quando resolve se espalhar no meu sofá, pede pipoca, e ainda quer guaraná.
Assiste minha vida, com o controle nas mãos.
Enquanto ela sorri, eu perco meu chão.
Vira meu mundo de pernas para o ar e ainda me diz calmamente, você que aguente com seus próprios caos.
Eu grito, some!
Ela obedece, mas leva meu coração.
Oh, até quando será essa triste batalha?
Quando penso que acabou, ela me surpreende com novas etapas.
Ninguém vê, ninguém sente, ainda assim, são capazes de julgar.
Eu sei que ainda há chão, mas agora estou pulando num pé só, dou um passo por vez, que é para não perder a louca vontade de recomeçar.
Meu Deus, guie meus passos ou me dê asas, só assim eu voo, para longe de mim mesma.
Porque eu descobri, que sou eu o tempo todo!
Eu ... Eu mesma, com os comigos de mim.
Autora #Andrea_Domingues ©
Todos os direitos autorais reservados 24/05/2020 às 18:50 horas
Manter créditos de autoria original _Andrea Domingues
Não é possível voar sem as asas ,ainda mais sem as duas ..mais se conseguiste suporta a dor da perda ,conseguirá caminhar.
5 - Meus versos livres
Perco a alma para conquistar o mundo
Para que o mundo conquistado me veja
Olhe para mim!
Grito e me finjo calado
Sou simples, mas me mostro complexo
Sou estranho como você
Tenho medos mas não os quero agora
Me falta notar amores
Não que eu não os tenha
Mas os que quero ter e não posso
Por estes realizo os primeiros versos
Faço de tudo para que estes não sejam eles mesmos
Mas sem eles o que eu seria?
Eu seria normal
Mas sou estranho como você
E como você eu quero amores
Os amores que eu não tenho
Mas por eles daria a alma
Para que no fim o mundo conquistado veja
Que não há amor que eu não possa ter
E então o mundo me amaria.
As palavras vão saindo, se queimando em meus lábios, letra por letra. Quando vi, já torrei minha própria língua...
Não precisar provar nada para ninguém não apenas traz paz, mas também plenitude aos nossos dias... Que tal experimentar?
Que meus olhos sejam capazes de ver além das superficialidades, que enxerguem incríveis preciosidades e se tornem meu escudo contra toda maldade.
É besteira ficar se lamentando por nós que parecem desatados, mas seguem duros feitos as pedras nos molhes. A vida segue, é preciso trabalhar para sobreviver, mesmo teimando que viver já seria suficiente. Existem meses pela frente, e ainda uma penca desses feriados de mim mesma.
As vezes Olho para o lado e não vejo nada
As vezes Olho e finjo Que não vejo
As vezes Olho e vejo Oque não Quero
Emtão num momento de inagualavel beleza olho e te vejo
Eu e você
Eu e você
Eu e você somos a lua e o sol,
O cravo e a rosa,
O barco e o farol.
Eu e você somos a onda e o peixe,
A árvore e a semente.
Um ao outro no pensamento e na mente.
Eu não sei o que fazer com essa saudade, e nem o que dizer pro meu coração. Os dias passam e dentro de mim cresce ainda mais esse sentimento que eu tanto quis evitar, você se tornou indispensável, e insiste em ficar nos meus pensamentos, nos meus sonhos. As lembranças de tudo o que vivemos fazem parte de minha rotina, não há como fugir, e só eu sei o quanto tentei!
Você é tão necessário quanto o sol as flores, quanto a água a vida. Pensar em ti é uma exigência ao dormir, um hábito ao acordar é como se fosse uma ordem diária.
Tudo o que faço me lembra você, tudo o que é belo trás seu sorriso, sentir o vento, é sentir seu abraço *-*
A maioria das pessoas vem ao mundo apenas para viver, outras tantas para fazer história, porém são poucas as que nascem para ser uma lenda.
Respira fundo:
pela frente ainda tem
Respira fundo:
pela frente ainda tem
muito mundo.
reencontro você em outra despedida.
Não era amor
Era um sentimento muito mais bonito
Um sentimento nascido no meio de um término
Sem ter no mínimo tido tempo de ter se feito compreendido
Ah, se todo amor fosse correspondido...
Mas enfim, não era amor, era um sentimento muito mais bonito
E as coisas precisam nascer de algum jeito
Nem que seja para morrer, logo ali, no seu peito
Nem que seja para renascer, bem aqui, por respeito
Ou se esconder em nós até que um de nós resolva se desatar
Em tantos
Em tontos
Em prantos
E pronto:
Estamos felizes novamente!
Pra que chorar?
Se nem a sua lágrima sabe por que cai
Sem nem a sua mágoa sabe quem é seu pai
Se nem a sua dor sabe por que ai!
Se nem o seu passo sabe por que vai
Gostava de você quando dávamos as mãos
E andávamos bêbados pelos becos
Gostava de você quando eu soltava a sua mão
Para escrever: não era amor
E você soltava da minha
Para completar: era um sentimento muito mais bonito
E a gente ria.
E não se amava.
Éramos muito mais bonitos.
Na falta do que fazer, fizemos saudade.
coração não faz sentido
nem bate continência.
Ainda me lembro do dia em que dissemos: seremos felizes até que a poesia nos repare. Primeiro, você riu, eu gargalhei e nós casamos. Depois, eu li, você ouviu e, nus, transamos. Por fim, eu lembrei, você se esqueceu e nós cansamos. Hoje, ainda que me falte você, nunca me faltará poesia. Um poema é o próprio abandono descrito em versos, diversas vezes. É o poeta em estado onírico implorando em rimas, alexandrinos, decassílabos decadentes: “Volta para mim, palavra bonita. Volta!”. Seu mundo sempre foi confuso, uma mistura moderna de Garcia Márquez com qualquer pintura de Velásquez. Você só parece amar quem pisoteia nos seus sonhos, quem tapa os seus sorrisos com lágrimas, quem lhe abandona sem roupa, sem mundo, sem beijo. Veja só: As Meninas na corte do rei parecem cortejar o seu coração. Corta a cena: seu azar foi ter vivido Cem anos de Solidão em uma única relação. Talvez por isso nada lhe emocione mais: nem o piano que toca algumas notas de jazz, nem o coração em guerra que, no peito, hasteia uma bandeira de paz. Talvez por isso nada lhe interesse mais: nem as cartas nem as caras de amor. Todas elas são ridículas, já dizia o poeta, todas elas são partículas de sentimento que não insiste mais… Contudo ainda me pego algumas vezes tateando uma sombra incompreensível que fala e que fuma e que finge estar viva. Só finge! Uma sombra precisa de luz para ser viva. Um amor precisa de vida para reluzir. Eu preciso de ambos para existir.
