Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
O que nasceu do olhar, o que resistiu ao tempo e às tempestades, o que sobreviveu ao “não pode ser”... esse amor foi abençoado por Deus.
Foi Ele quem transformou a loucura em paz, o impulso em certeza, o encontro em eternidade.
Há quem tenha caminhado anos ao lado de Deus e, por descuido, voltou à lama do pecado. Mas o tempo da graça não espera… Corra de volta, antes que o coração se cale e a voz do arrependimento se perca.
Jesus ainda está de braços abertos, mas o relógio da alma não para.
Há amizades que cumpriram o seu tempo e deixaram sementes... lembranças boas, risadas, lições. E talvez isso já seja suficiente. Nem todo laço precisa durar para ser verdadeiro.
Amizade quando é amor de alma, pode até se ausentar por um tempo... mas nunca se apaga completamente, apenas muda de forma, repousa em paz dentro da gente.
Existem amores que chegam como resposta de oração… e outros que nos ensinam a confiar no tempo de Deus.
Não ligo para o que dizem sobre mim. Pelo o que Pré julgam seus Conceitos. Meu tempo, minha vida e em meu coração, só ficam quem tem Algo de Especial!
Dizem que o tempo cura tudo,
que as feridas se fecham, as cicatrizes desaparecem,
as dores cessam e que as lagrimas secam, passei muito tempo a acreditar nisso. Mas a verdade mesmo é que nada melhor do que uma boa dose do amor próprio.
Ecos:
Que não nos tornemos surdos ao clamor do tempo,
cegos diante da injustiça,
nem mudos perante a verdade.
Que não sejamos ecos da caverna de Platão,
preferindo o conforto das sombras
à dor de enxergar.
Um poema que carrega o próprio cansaço não esbraveja contra o tempo; apenas observa — com a lucidez amarga do seu dissabor.
O poeta contra o tempo
Diante da frieza do tempo, que passa sem remorso —
a angústia da finitude.
O poema é estático;
mas o tempo, carrasco, segue em fluxo.
E nessa discrepância entre obra e vida,
tudo escorre pelas linhas do tempo —
e o poeta, impotente, apenas escreve.
A tempos...
Depois e tanto tempo e convivência juntos não como queríamos, mas sim como amigos de muita cumplicidade e sinceridade,
Foram tantos movimentos e momentos que passamos sem perceber o quanto nossos olhares se encontravam e queriam dizer algo,
Uma certa elegância e charme tomaram conta da nossa distância, porém algumas atitudes que faltaram em determinado período foram se revelando através de sonhos e memorias saudosas,
Ao nos reencontrarmos no mercado depois de anos longe um do outro, tudo passou a se ressignificar automaticamente,
Por anos nos queríamos do mesmo jeito, por anos nos desejamos sem saber sobre os sentimentos um do outro,
Agora podemos entregar atitudes e presença, agora podemos viver um amor do tamanho da nossa própria essência.
Mágoa de Irene
A raiva te dominou...
por muito tempo.
E a culpa —
nele colocou...
Mas...
você é responsável
pelo que entregou,
não pelo que retornou.
Suas lágrimas molharam a areia,
se misturaram à água do mar,
e seus soluços...
ao barulho da maré cheia.
O sofrimento foi grande.
Foi intenso.
Mas — não foi sua culpa.
Você escolheu o amor,
não a dor.
Mas veja, por outro lado...
o amor dele era real.
E tudo o que você penou,
ele sofreu — em dobro.
Pela sua ausência...
deve ter morrido um pouquinho por dia,
pelo amor,
pela saudade — tão intensa.
Sabendo que ele mesmo se sacrificou,
um tiro no próprio pé...
um morto-vivo.
E assim ficou.
Mas você também errou.
Desistiu da vida...
e tudo aceitou.
Já não vivia,
quando de novo — se casou.
Era jovem.
Linda.
Poderia ter escolhido um marido maravilhoso...
Mas sem forças,
pegou o que a família ofertou.
Quem sabe, se não tivesse morta por dentro,
teria virado uma Chica da Silva,
fazendo seus bailes lá...
na Corte.
Com o tempo —
vieram dois finais infelizes.
Mas quem sou eu...
para julgar?
Eu sou você —
agora, no presente.
Tentando esse passado consertar,
com dúvidas...
e medo de errar.
Pois me conheço —
e por amor...
faria a mesma coisa.
Não vemos nada
quando bate o desespero.
Mas pensando bem...
o Universo me conhece mais que eu.
E no seu lugar —
teria ido atrás dele
mil vezes.
E enquanto não lembrasse de mim,
de vez...
não desistiria.
Que lembrasse
do nosso contrato,
das nossas vidas passadas,
do nosso amor...
sobrenatural.
Por isso — nesta vida...
dele, nada sei.
Sou orgulhosa...
mas ainda não aprendi
a perder.
Festa da Caneta!
Para o meu querido e amado Ian!
O tempo passa…
Mas não precisa correr…
Ainda temos muito para aproveitar e aprender!
Hoje é dia de comemorar a tão sonhada Festa da Caneta!
Meu amado filho, Ian,
há coisas que só os pais conseguem entender…
O quanto é emocionante ver seu baby crescer.
Faça da caneta a sua aliada, a sua espada e, principalmente, o seu escudo…
Pois ela estará presente nos seus melhores e mais importantes momentos:
na sua identidade, na carteira de motorista, no passaporte… e até no visto.
Treinamos a vida toda para ter uma letra bem bonita,
mas a caneta sente a nossa alma e, dependendo da situação,
sai tortinha, pequenininha ou bem grandona…
E, quando a emoção aperta, a letra fica bem “tremida”…
Mas é assim a nossa vida:
enganamos a todos…
mas a caneta, não.
Ela deve estar ligada diretamente ao coração.
Por isso, vá com calma, dê sempre o seu melhor e,
quando chegar a hora
de assinar os resultados,
a Dona Caneta estará ao seu lado.
Acreditamos em você
e desejamos que seja imensamente feliz
em todos os momentos da sua vida!
Quando o Tempo Se Revela
Nem tudo o que você viu aconteceu agora…
algumas coisas só chegaram antes do tempo.
Uma clarividência…
um sopro do futuro atravessando o agora.
Às vezes vem perto,
em minutos que ainda nem chegaram…
outras, se estende —
décadas à frente, silenciosa e inevitável.
Como se fôssemos viajantes do tempo,
presos em um mundo
onde passado, presente e futuro
não caminham em linha reta…
apenas se encontram.
E então, é preciso cuidado.
A mente precisa ficar atenta, firme —
para não se perder do agora.
Agir naturalmente…
mesmo já sabendo o desfecho.
Ensaiar surpresa
para algo que o coração já reconhece.
Fingir normalidade —
como quem guarda um segredo grande demais —
porque o mundo…
ainda não está pronto
para saber. 🌙
Assim como o tempo nublado se vai... depois da chuva, as mágoas também se vão... depois das lágrimas.
