Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
“Aqui o vento é mais frio.
O ar não traz cheiro.
Não recordo a infância há algum tempo.
O que antes era desespero por não estar aqui
agora é calmaria
sem memória.”
Nada fica no pico o tempo todo.
Emoção não sustenta intensidade máxima por muito tempo. O corpo cansa, a mente cede. Isso não é fraqueza, é fisiologia.
Acontece.
As pessoas mudam.
Os afetos se transformam.
Algumas promessas não sobrevivem ao tempo.
E mesmo assim, certas histórias não se apagam.
Só aprendem a existir de outro jeito.
Hoje o vento trouxe o cheiro do tempo
e bateu no rosto sem aviso.
Tinha gosto de estrada,
de coisa vivida,
de lembrança que não vira saudade,
mas pede atenção.
Refletir é aceitar que nem tudo precisa de resposta imediata.
Algumas coisas só pedem tempo, distância e honestidade suficiente para não mentir pra si mesma.
Crescer dói menos quando a gente para de brigar com o que já aconteceu e começa a escolher melhor o que fica.
A cidade segue funcionando, as pessoas riem nos lugares errados, o tempo insiste em andar para frente.
Eu não acompanho.
Eu administro a falta. Em silêncio. Em turnos.
Não chamo de saudade porque saudade é doméstica demais para o que ficou.
Isso aqui é permanência forçada.
É carregar alguém mesmo quando a outra pessoa largou o peso.
A vida não avisa.
Ela arranca.
Me tirou de um lugar às pressas, sem tempo de pensar, sem tempo de sentir.
Quando vi, já tava com o coração na mão e o corpo em outro canto..
outro teto, outra rua…
o mesmo peso.
E como se não bastasse, o destino foi irônico.
Me deixou exatamente onde eu não pisaria de novo.
Não por saudade.
Não por escolha.
Mas por necessidade.
A rua é a mesma,
o silêncio é diferente.
Eu passo sem olhar.
Não por fraqueza...
Mas porque dessa vez eu aprendi.
Tem portas que não se batem mais.
Tem nomes que não se chamam mais.
Tem histórias que não se reescrevem.. se enterram.
Eu já me dei demais.
Já fiquei demais.
Já insisti onde só eu existia.
Agora não.
Agora eu passo.
Fria por fora, inteira por dentro.
Porque ir embora, às vezes, não é sair do lugar.
É sair de quem a gente era quando aceitava tão pouco.
20/03 - Equinócio de Outono 🍁🍂
Ode ao Outono
No exato equilíbrio do tempo,
quando o dia e a noite
se olham nos olhos
sem disputa,
chega o Outono,
sutil, quase em silêncio,
como quem não quer ser notado,
mas transforma tudo.
É a estação do desprendimento,
as folhas, sábias,
não resistem ao fim,
dançam sua despedida
em tons de vermelho, amarelo,
fogo e ouro.
Há beleza no que se solta
e poesia no que termina.
O vento já não é o mesmo,
traz um frio leve,
um aviso delicado
de que tudo que vive
também aprende
a recolher-se.
O Outono não grita,
sussurra.
Ensina que cair
também é um gesto
de coragem.
Que esvaziar-se
é abrir espaço
para o que ainda virá.
E no coração da Terra,
enquanto o mundo
parece diminuir,
algo invisível germina
em segredo,
em silêncio,
em profundidade.
Equinócio,
o instante justo
em que a vida respira
entre o ter e o deixar ir.
E eu,
diante desse tempo
que se equilibra,
aprendo com as folhas
que não há perda
quando há ciclo
e renovação.
✍©️@Miriam Da Costa
Teus olhos são um segredo
que o tempo não desvenda,
um véu de sombra e luz
onde a alma fica suspensa.
De longe, são abismos,
noite sem lua ou estrelas,
mas de perto, claridade
que a meu poema inspira.
Não são negros, nem azuis,
nem cor que o mundo nomeia,
parece-me verdes em tons
que não existe em lugar nenhum.
Têm a cor do que se perde
e nunca mais se encontra,
são ecos de um silêncio.
Se a mágoa fosse visível,
teria esse olhar profundo,
um mar de ausência e desejo,
um céu sem chão, sem fundo.
E assim, entre sombras e luzes,
teus olhos me confundem:
ora são fogo, ora frio,
ora lembrança, ora esquecimento.
Mas se a mágoa tivesse cor,
seria da cor do teu olhar, amor
um mistério que não se decifra,
um verso que não tem fim.
“Quando a vida é conduzida com vocação, o tempo deixa de ser agente de erosão e se transforma em critério de verdade. Aquilo que nasce do mero impulso se esvai, contudo, o que brota da vocação resiste, amadurece e se legitima. O tempo, nesse caso, não corrói, apenas revela.”
Viajante do tempo...
Hoje viajei pelo tempo..
No sopro do vento forte qual melodias
soltando lamentos de solfejos penetrantes
Meu corpo relaxa num voo de serenidade
beijando a brisa e sentindo o perfume das cores
Limão ...cereja... morango...arco íris de paixões...
voejar… vagarosamente ao encontro
da vida...vivida contigo...
Do infinito
vejo o mar...o firmamento...o horizonte...onde
me chegam ...profundas lembranças de momentos e
Murmúrios de amor passeiam nos meus sonhos...
Recordando...
Recordo quando o tempo
passeava placidamente
ao encontro da tarde...e
parava insaciável em nós... sereno...
Invejoso de nossas caricias..
perdido do anoitecer...
E eu...enlouquecida por teus beijos ...
nos teus braços!
"A dor da perda de um ente querido...é como ter que amputar um membro seu...Com o tempo cincatriza, mais você jamais será o mesmo sem ele."
—By Coelhinha
Hoje em dia passamos muito mais tempo digitalmente com as pessoas que amamos, mas isso não quer dizer que as amamos menos. Na verdade, apenas significa que a tecnologia serve como uma ponte para podermos estar sempre perto do que é realmente importante em nossas vidas. Agradeço a todos que vieram a minha página para me desejar feliz aniversário. Amei cada segundo, cada palavra e cada gesto. Mas, principalmente, amei que as minhas pessoas preferidas do mundo inteiro se tenham reunido no mesmo dia e espaço para me fazerem uma surpresa. Amei as homenagens. Que Deus abençoe sua vida com chuva de bênçãos.
Não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; basta respeitá-lo e ter paciência, sustento e controle.
