Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
(Verso 1)
Longe de casa, com saudade de você
Mesmo dormindo ainda penso em te ver
Teu beijo ficou, não sai do meu desejo
Ainda sinto o gosto doce do teu beijo
(Verso 2)
Eu nem te tatuei, mas marcou em mim
Fez morada no peito, não tem mais fim
Um lugarzinho no meu coração você ganhou
E desde esse dia meu mundo mudou
(Refrão)
Eu vou te ligar só pra te dizer
Prepara o jantar que eu tô indo te ver
Veste aquele baby doll pra me enlouquecer
Que hoje a gente vai se amar até o amanhecer
(Ponte)
Cada quilômetro só faz aumentar
Essa vontade louca de te encontrar
E quando eu chegar, não vai ter pra ninguém
Só eu e você se amando também
(Final)
Longe de casa, mas perto de você
Porque no meu peito é onde você quer viver
"Mesmo entre os mais céticos ainda se necessita contos de fada, sim, entre os fazendeiros da lógica hermética, entre os refazedores da razão socrática-platônica-aristotélica se faz florir o sensível mundo das matérias de estórias infantis, resta saber se o não-pensamento contamina o pensamento"
-Teófilo de Carvalho,
Substack 2026
desse mundo que vivemos, dá para ter fé?
esperar por nada e ainda não se manter em pé
amigo meu, onde andou por esses passos?
sempre te vejo parado, pois não tem rastros
a bondade não deve ser troca de nenhum jogo
pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco
esperar para que alguém possa te levantar
aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar
e sempre que eu te vejo
você ainda implora pela sua graça
acha que acontece?
olhe seu reflexo, idiota
você ainda está vivendo em desgraça
não tem mentiras, ilusões, expectativas
que façam esse fogo parar de queimar
de todas as outras vidas, tão vivas
ninguém teria motivo para se importar
os tempos se passam
em mundos desbravam
e você estar incluso ou não
desde o início, nem ligavam
é aqui onde vai ter seus últimos prantos
estar invisível é uma aventura em tanto
mas aqui nesse lugar, que medo pode causar?
desses olhos que te vêm dormir, dançar
não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você
possa levantar para os outros?
para que te derrube mais fácil, e depois se remoer
quando estiver com vontade de chorar
feche os olhos e eu estarei lá
não, não se liberte, não lute mais
arranco teu boa noite e seu sorriso por mais
A invenção das cores
Ainda viveremos janeiros apressados
quentes e ensolarados
e se formos ligeiros
não chegaremos ao sol.
O sol está presente, parado
à nossa frente,
apontando o naviono azulão da encosta.
Hoje à noite, jantaremos o mar
Fiaremos peixes em anzóis de milagres, atravessaremos montanhas,
Andaremos sobre as águas ...
Do outro lado da montanha
é onde começao mundo.
Começarei a escalada...
Chegarei ao mundo festivo
Onde as cores foram inventadas.
o sal o fogo deserto... carrilhões de estrelas
O índio a taba o tambor...
O que eu não puder conhecer, receberei em poesia.
Meus primeiros passos começam
em fevereiro.Desde então, não parei
mais de errar.
Observo carnavais febris, revejo fogueiras acesas, chuvas apagadasnas matas...
Observo a lua, ouço o tal clarim de coturnos
Persigo a malta, persigo a matilha, acordo a madrugada...
Esses marcos ficaram na antessala dos meus sonhos.
Em março, o Brasil recomeça novinho,
debaixo de enxurradas.
Depois que a chuva passar,teremos aulas
nos vagões de memória
teremos trovões turbinados
relâmpagos em néon e ternuras com flores lágrimase mortalhas.
Novinho em folha, banhado no leite das luas
encontrarei as primeiras palavras, quebrarei tratos,não irei ao primeiro encontro.
Na maturidade saberei se foi desencanto
com o que se perdeu.
Depois de atravessar a montanha, subiremos ao outono.O outono é paciente. É bondoso. Não inveja. Não se vangloria...Não se orgulha! Como o inusitado que chegará bêbado,
carregado nos braços das epifanias.
O livro se abrirá e se desdobrará sem vida.
Depois do carnaval vestiremos a farda dos enunciados.
Abril. Páscoa. Paixão.
Fórmulas magicas de enfrentar o tempo.
Joaquim Maria Machado de Assis, assistiremos aos teus sagradosrenascimentos.
Em tardes de desmaios, conhecerei Vivaldi,
Deitado sobre as flores da Alemanha, voarei às mais belas flores...
Gostaria de revivê-las, acolhê-las, viver entre as luzes coloridasde suas pétalas.
Junho esfriou comigo.
Chegou-me em pedaços, desenhando tapetes de carpas.
Ele viu a montanha nevar.
Ele viu as onças descerem à cidade
elas foram conferir as novidades,
foram ver vitrines, desenhar tapetes
deCorpus Christi...
Na Piazza Navona, ouvi o melhor pé de serra.
A serra remontando cores, quadros em pedaços, desenhos montadosna fé.
Recolhi todas as moedas em meu chapéu, juntei-as às moedas da Fonte, não bebi as trevas,fui gastar em apostas no Coliseu.
O bagulho ferveu.
Pó de todas as serras, baião de muitos doidos...Julho ficou emocional.
O veio fino, o vento frio, o vinho seco,
corações tristes, adocicados,
trouxeram invernos molhados...
Meu filho já havia chegado
Minha mãe já havia nascido
A graça nasceu em nossos braços.
Tivemos gosto em trazê-la.
Molhei seu rosto na chuva fina de agosto
observando os automóveis parados,
olhando a chuva.
A música de um acordeom deslizou
em meus dedos.
Setembro nos atravessou com fanfarras.
Eu me lembro de tudo.
Finjo esquecer, mas a primaverachegou
em meu quintal, e um escorpião partiu
de dentro do meu quadril.
Outubros virão e trarão novidades.
Acenderei montanhas geladas
acenderei o meu cigarrona pedra de luz.
Em casa, brotaram fileiras de Anjos.
Éramos nove.
Nove, sempre seremos.
Novecentas bocas com fome.
Novembros de amores.
Revólveres com flores, servindode arranjos.
Ossos nobres.
A fila, que já era enorme, crescena sopa
de pobres.
os Açores trouxeram as cores em odres plenos.
Dezembros vazios, deslembramos os melhores atores.Que tristeza! Que desamor!
Humanos, somos iguaisem maldades.
Diferentes no amores.
mais um ano se foi. Abro o calendário anual, ausculto suas páginas e vejo virvindo
de dentro... Vem veloz e vai atravessar o espaço,vai acender a pira do mundo...
Sinto seu turbilhão das cores.
É o futuro!O que será de nós no futuro?
Não sei. Sei que é o futuro e lá estaremos.
CK
"Ainda que caia a chuva;
Ainda que o frio tome conta do meu ser;
Ainda que o dia seja trocado pela noite ou à noite pelo dia... Nada se compara ao calor que eu sinto toda vez em que eu olho para você."
A mente humana não gosta de ficar sem respostas. Quando a ciência diz “ainda não sabemos”, a religião muitas vezes diz “foi assim”. Para muitas pessoas, ter alguma resposta, mesmo inventada, é mais confortável do que não ter explicação nenhuma.
Se você parasse agora…
E ninguém pudesse te julgar,
o que, dentro de você,
ainda estaria esperando pra começar?
uma vez me falaram q escrever ajuda a entender os processos q a vida tem. Bom, desse processo ainda não compreendi, por mais que tenha mais e mais textos nas minhas notas e entre rasgos de folhas.
te rejeitar, não não, não rejeitar a pessoa. Rejeitar os sonhos, dói mais do que te alertam. As listas, as pastas, os “salvos” daquilo que um dia se tem esperança de viver. Rejeição não afeta o apenas o coração, afeta expectativas, pensamentos, sentimentos e aquilo que está mais oculto. O medo. Medo de nao saber o que é ser capaz de viver o amor real, o cotidiano, de nunca entender “reciprocidade”. Não pelos beijos e prazer, pq isso se encontra fácil. Reciprocidade de um desafio, de um dia cansativo e receber um sorriso. A intensidade da rotina, a força da intimidade. Compartilhar sonhos e desejos. Sentir apenas o cheiro e saber que tem um compromisso. O compromisso. Então, rejeição afeta o que mais te indaga, a chance. O e se. Essas 3 letras que destroem uma segunda.
rejeitar e encontrar outro sonho se tornou cansativo e ainda por cima, sem data de validade.
dói. machuca. interrompe.
não é um texto motivacional, muito menos depressivo. É apenas um desabafo, uma lágrima com “e se” que deverei limpar.
Doutor Psiquiátrico, só é fraco, porque cientistas ainda desconhecem, o medicamento para aliviar a dor da saudade.
"Augusto Cassoma"
Ao cabo de muito refletir sobre a justiça das coisas, não chego a compreender como é que uns ainda no ventre da mãe estão destinados a serem felizes por toda a vida, ao passo que outros são atirados para a roda e só conhecem tribulações durante todo o tempo que se demoram por este mundo de Cristo! E, entretanto, a vida é isto, e às vezes até qualquer imbecil é protegido pela sorte.
Em tudo dai graças...
Aquele que ainda pode ser grato, seja. Pois um dia não estaremos aqui nem pra reclamar.
O sofrimento que não faz sentido pode ter um propósito que ainda não consigo ver?
O Horizonte do Sentido: O Sofrimento como Texto em Espera
O sofrimento que nos parece "absurdo" no presente é como uma letra isolada de uma palavra que ainda não terminou de ser escrita. No momento da dor, falta-nos o recuo necessário para a leitura; estamos colados ao papel, cegos pela tinta fresca da experiência.
Filosoficamente, o propósito não é algo que o sofrimento possui como um objeto guardado dentro de uma caixa, mas algo que ele projeta para o futuro. O sentido não é descoberto, ele é conquistado retroativamente.
A Perspectiva do "Ainda Não"
Se o sofrimento fosse imediatamente compreensível, ele perderia sua natureza transformadora. É justamente a sua opacidade — esse "não fazer sentido" — que nos força a expandir nossa consciência. O propósito que você ainda não consegue ver pode não estar escondido nas circunstâncias do agora, mas sim na pessoa que você está se tornando para conseguir, um dia, olhar para trás e dar nome ao que hoje é apenas silêncio e angústia.
"O sentido não é o que nos protege da dor, mas o que nos permite atravessá-la sem sermos aniquilados pelo vazio."
Síntese Provocativa
Talvez o propósito do sofrimento sem sentido não seja explicar o passado, mas escavar em nós uma profundidade que a alegria, em sua leveza, jamais conseguiria alcançar. O vazio que a dor deixa hoje pode ser o espaço onde amanhã caberá uma compreensão mais vasta sobre a vida e a alteridade.
A mentira tem pernas curtas Mas pode percorrer longas distâncias e, ainda que seja pequena, pode provocar grandes estragos Por onde passa.
Verdade ou mentira?
"Penso em um país que forma leitores, acreditando que a literatura ainda é um espaço privilegiado de escuta, elaboração crítica e imaginação do futuro."
