Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Ser adolescente, dói.
E dói porque ainda não se aprendeu a viver num mundo que exige respostas rápidas para perguntas que o coração ainda nem formulou.
A escola… ah, a escola!
Lugar onde tudo acontece: o primeiro amor, a primeira vergonha, o primeiro medo, o primeiro sonho.
Mas também o primeiro cansaço.
A escola deveria ser um jardim, onde flores crescem em tempos diferentes.
Mas muitas vezes se parece mais com um campo de provas — onde se mede a vida com régua, sem perceber que o que realmente importa não cabe em nota nenhuma.
Os professores ensinam matemática, gramática, fórmulas e regras.
Mas quase nunca ensinam o que fazer com a tristeza.
Não porque não queiram — é porque também esqueceram.
A escola os ensinou a ensinar, mas não os ensinou a escutar.
E os alunos?
Os alunos são como passarinhos em gaiolas douradas: têm asas, mas o medo de errar é maior do que a vontade de voar.
São cobrados a todo instante — para tirar notas boas, para ter um futuro brilhante, para ser alguém na vida.
Mas ninguém pergunta se eles estão bem agora.
Há uma pressa cruel dentro das escolas.
Uma urgência de produzir resultados, como se a alma tivesse prazo de validade.
E nesse corre-corre, perde-se o essencial: o encanto, o espanto, a curiosidade — aquilo que faz o aprender ser alegria, e não sofrimento.
A escola deveria ensinar o prazer de descobrir.
Mas o que muitos adolescentes sentem é medo.
Medo de decepcionar.
Medo de não ser suficiente.
Medo de existir fora do padrão.
É por isso que tantos se calam.
Falam pouco, riem menos, choram escondidos.
A ansiedade e a depressão passeiam pelos corredores, silenciosas como sombras que ninguém quer ver.
E os adultos, tão preocupados em ensinar o conteúdo, esquecem que antes de alunos, ali existem pessoas — pequenas almas em construção.
Falta empatia.
Falta o olhar que escuta e o ouvido que acolhe.
Falta a coragem de parar a lição por um minuto e perguntar: “O que está doendo em você?”
Rubem Alves dizia que ensinar é um ato de amor, e que o amor só floresce onde há escuta.
Talvez devêssemos reaprender a ensinar — não com o giz, mas com o coração.
Porque no fundo, o que cura a dor de ser adolescente não é o sucesso, nem o diploma, mas o simples gesto de alguém que vê o invisível e diz:
“Você pode ser o que quiser. Inclusive, você mesmo.”
Que vontade é essa de ser o que ainda não sou?
Que desejo é esse de estar onde ainda não estou?
Que ansiedade é essa de um lugar para qual eu vou?
Que desejo é esse de conhecer o destino que aqui me levou?
Que vontade é essa de alcançar o infinito?
Que desejo é esse de encontrar-se com o Bendito?
Que vontade é essa de reter as águas que correm pelas mãos?
Que desejo é esse de não aceitar da vida os Nãos?
Que vontade é essa de correr para além do horizonte?
Que desejo é esse de rever os que estão já tão longe?
Que vontade é essa de voltar o tempo?
Que desejo é esse de alcançar o vento?
Que vontade é essa de explicar a tudo?
Que desejo é esse de fugir do luto?
Que vontade é essa de não ser o que hoje sou?
Que saudade é essa por tudo que o tempo levou?
Que vontade é essa de Te fazer tantas indagações?
Que desejo é esse de cruzar as constelações?
Que vontade é essa de tocar Tuas vestes?
Que desejo tenho pelos campos celestes?
Que vontade é essa de conhecer universos distantes?
Que desejo é esse de eternizar momentos marcantes?
Que vontade é essa de pisar no teu sagrado monte?
Que desejo é esse de beber mais da Tua infinita fonte?
Em meio às muitas perguntas nesta efêmera vida
Quando tudo parece esvair-se tal qual fumaça
Meu coração se enche de uma gratidão devida
Desejoso sempre da Tua infindável Graça.
E como um incansável caminhante e eterno peregrino
Desejo que Tu seles, bondosamente, o meu derradeiro destino
Quando a alma cansa, o silêncio fala.
E o coração, mesmo ferido, ainda acredita.
Porque dentro do cansaço, mora a fé.
E é ali, no quase desistir, que Deus recomeça.
Cinco segundos de pausa — e o milagre respira.
—Purificação
"Os que vivem a Síndrome de Peter Pan habitam o corpo adulto, mas o inconsciente ainda brinca no parque da infância."
Você ainda será capaz de
se reconhecer quando acabar
o baile de máscaras?
Onde todos te olham, mas
ninguém realmente lhe vê.
A felicidade é o contentamento no dia de hoje, por esse motivo pessoas que não tem quase nada ainda sim se sente feliz pois não espera nada de ninguém mais desfruta bem seu presente chamado (HOJE).
Sou criação Tua, mas quando olho para a natureza, consigo contemplar ainda mais a Tua grandeza.
Deus maravilhoso!
O SONHO DA LAGARTA
A lagarta tinha um sonho
Ela dizia que um dia
Ainda iria voar
Todos dela se riam
Pelos cantos a caçoar
Voar essa lagarta?
Coitada!
Do chão não vai passar
Mas as borboletas
De longe
Ficavam a observar
Pois elas bem sabiam
Em sonhos acreditar...
“O desejo é a saudade do que ainda não existe, o perfume do que a alma pressente, mas ainda não alcançou.” – Os`Cálmi
Não é o que as pessoas fizeram com você que te prende, é o que você ainda espera delas que não conseguiu soltar.
Na COP30, a coxinha custa R$ 45,00, água R$ 25,00 e ainda querem salvar o planeta, matando os turistas climáticos de fome.
Benê Morais
Na COP30, a coxinha custas 45 reais, a água 20 e ainda querem querem salvar o planeta vendendo luxo em papel reciclado.
Benê Morais
