Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Lá no fundo eu já sabia
Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.
Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.
Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.
Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.
"Enquanto muitos procuram por uma felicidade mirabolante, eu vou sendo feliz do meu jeito e com o que, no momento, eu tenho."
Antiquado ou não, eu quero ser uma senhora idosa que se senta em uma varanda enquanto borda, e olha vez ou outra para o jardim.
Eu nunca entendi por que é que muitas pessoas continuam a trabalhar mesmo depois de estarem ricas. Apego, ganância, egoísmo exacerbado, solidão ou falta de criatividade?
Às vezes eu penso que o sinal mais evidente do descaso político contra o povo, é que nenhum político nunca usufrui dos serviços públicos gratuitamente. 😏
Eu não sei por que é que pobre tem cachorro, se mal dá conta de cuidar de si mesmo, morro de pena dos cachorros comendo comidas indevidas, ou passando fome.
Ví hoje, 20/03/2021, às 12:30h, no ESG1, da TV, um repórter mostrando a situação financeira, depois da pandemia, dos moradores de uma favela, da Grande Vitória, e, segundo a reportagem, lá tem gente comendo água com fubá, porque perderam suas rendas e ficaram sem o dinheiro pra sobreviver.
Aí, enquanto a câmera acompanhava uma das moradoras subindo a escadaria com sacolas de mantimentos, doados, nas mãos, um cachorrinho, vira-lata, de porte físico médio, de pelo dourado, com a barriga lá nas costas, de tão magro que está, ia rapidamente, atrás e do lado dela, olhando pras sacolas, isso me cortou o coração.
Tá todo mundo doando comida de gente, mas será que alguém está doando ração pros cachorros, ou eles estão largados à própria sorte?
Entre o que você vê, o que você quer ver, o que pensa que vê e o que eu vejo, o que eu quero ver e o que eu acho que ví, há pontos de vistas diferentes.
Hoje eu vi os seus olhos…
Eles estavam tão lindos que pareciam vir ao encontro dos meus. Mesmo do outro lado da tela, senti como se estivessem aqui, deitado ao meu lado.
Brilhavam, lindos como sempre.
Ah, essa fotografia… como eu amo olhar pra ela.
Mas o que eu queria mesmo era ver de perto… quem sabe o destino, em sua calma, permita um dia.
Para você, com os olhos mais lindos e encantadores…
Espero que o brilho que eles lançam sobre mim nunca deixe de existir.
Embora eu não queira deixar mágoas, ou talvez mágoas escritas, sinto que os poemas me libertam, e me preenchem o vazio...
Aquele vazio da alma, aquele lá que fica perto do coração, o vazio do meu pedaço encontrado, e desencontrado.
