Eu ainda tenho Tempo pra Sonhar
Eu vou esculpir em Ferro a canção de Tiziano que fez sonoro o nosso amor, mas me desculpe, pois ainda “sono un imbranato”.
For: Marjorie Estiano
Acredite Marjorie, “Por mais que eu tente” falar as palavras fogem e vagam sem sentido, e já não sabem o que o quanto sinto por você. Mas peço por só mais uma vez dê-me uma chance, um novo começo, saiba, eu já tenho um “Ponto de partida” “Só pra ter você”, Afinal isso é a “Razão de viver” o “Reflexo do amor”.
Me abrace, me beije, o tempo não para, a felicidade se vive agora, mas é impossível “Sem te ter”. Eu fico “Sem direção”.
Ó minha “Branquela”, ei Marjorie, sou daqui de nenhum lugar e sei que é “Difícil pra você”, mas “Esqueça” minhas falhas e me perdoe. Acredite hoje eu tenho “Outras intenções”, apresa-te, imploro “Volta pra mim”, vamos brevemente recuperar os “Sonhos perdidos”, pois isso é o “Essencial”.
Eu a amo “Demais” e amarei “Até o fim”.
Não vou prometer “O céu e o mar”, porque não são meus, mas “O que tiver que ser”, será. Na verdade, “Você sempre será” os meus “Versos mudos”.
“Se você decidir”, me avise, pois eu já “Não aguento mais”.
Eu “Sei que você vai lembrar de mim”. E já conto “As horas”.
Então “Faz assim”, “Volte pra mim”.
E que seja ainda ‘Estiano’!
[Nota. As palavras “entre aspas” são nomes de musicas da cantora a quem dedico o poema].
Quando a dor me motiva a sorrir...
Eu choro por nada e alegro-me para ver o risonho momento que posso atrair.
Abraço a certeza da dúvida e nessa ferida mostro minha dureza e a vontade de persistir.
Eu gostaria de pedir “Perdão” a todo o momento, mesmo sem errar com ninguém e com nada. Eu gostaria de pedir “Perdão” por você, por todos, sim pela nação de forma demasiada. Eu gostaria de pedir “Perdão” até pelos erros que foram cometidos perto de mim. Eu gostaria de pedir “Perdão” pelo erro de um amigo, pelo ódio de um irmão.
Eu gostaria de pedir “Perdão” pelas flores que não nasceram simplesmente pelas sementes que não foram entregues a terra. Eu gostaria de pedir “Perdão” quando eu e quando qualquer outro erra. Eu gostaria de pedir “Perdão”.
Eu gostaria de errar só um pouquinho, mas simplesmente pela noção de poder pedir “Perdão”.
Perdoe-me.
Aquele que aprende a viver simplesmente encontrou um caminho para as descobertas. Eu disse simplesmente? Ah, mas é tão difícil.
Eu gostaria de menos força no Brasil e mais em cada cidade brasileira.
Encontrar a mais justa da equação.
Tudo métrica e rima e sempre verdadeira.
Mas a vida é real e de viés.
E vê só que cilada é a liberdade inteira.
Sempre mudamos os políticos;
Mas a politica é sempre a mesma besteira.
Jesus Cristo como Único e Suficiente Salvador?
Ah, nisso eu sou a primeira pessoa do singular do Presente do Indicativo do verbo Ter: afinal, eu tenho.
Quero-te por todos os quereres. Tudo o que sei. E nada sei dizer. O que queres que eu te diga, além de que te quero, se o que quero dizer-te é que sempre hei de
querer-te?
Se você disser vou ser pobre, Deus te diz: "Eu sou contigo". Se você disser vou ser rico, Deus diz: "Eu te ajudarei".
Querido diário, eu sobrevivi ao dia de hj. Eu devo ter dito "estou bem, obrigada" umas 37 vezes. Nenhuma era verdade, mas ninguém percebeu.
Boa tarde!
Eu e minha amiga, amiga de verdade, conhece minhas saudades, conhece o meu viver, doada por um amigo, um pássaro já tão antigo, trouxe eu de outro viver, cruzei mares, serras e altares, mulheres e tanto prazer, guerras, batalhas vencidas, da morte fui tão amigo, varias vezes abraçados choramos e rimos, são vidas a se enternecer, se hoje ocupo este corpo, amanhã eu terei outro, e a pena a me valer, por isto somos amigos! A pena não trai o amigo, um outro iremos ser...
Pena! Que pena...
Voaste tu por tanto tempo, e tantas noites ao relento, aqui tu veio a pousar, da doação do amigo, um belo pássaro antigo, que não cheguei a avistar! Mas o trago entre os dedos, e quando no meu tinteiro tu entras a se molhar, e dos pingos que respinga aqui as manchas de tintas faz corações se chorar, homens que tanto vagueiam corações partidos ao meio, mulheres a se amar, de tudo já escrevestes, do açoite de uma noite a um dia a brilhar! Falou do menino pobre, da seca que vem do norte, do mendigo a vagar, falou daquela mocinha que numa tarde sozinha, numa estrada pequenina, o poeta a abandonar, pois o poeta não tarda, mas não conhece a enxada, não sabe só trabalhar! Mas por você carpiria, por noites trabalharia se tu voltasses a ficar, moça bela e faceira tantas lindas por inteira saiu do seu rastejar, da natureza tão bela fez tu tantas aquarelas, pantanais a se mostrar! Mas o poeta e as rimas eu acho que são só primas, pois vive por entre amores o poeta a se chorar, sabes bem ó minha pena, que primos nunca podem se casar! E se não fosses por ti, pena leve e ligeira, o poeta que rasteja nos rabiscos a se mostrar, todos conhecem sua alma, e você é a culpada, pois vive a rabiscar, aquela mulher madura, que mesmo sem bela cintura o poeta a vem amar, e molda entre seus versos, a moça linda e bela, que de gordinha, algum besta a foi chamar, você numa tarde fria, falou de um tema tão triste, mas que nos vem a mostrar! Uma doença malvada machucou aquela moça amada, um seio lhe foi roubar, pena ó minha pobre amiga somos parte de uma intriga, não podemos separar, e se a ti me tirarem, farão um ato covarde, numa vala vão me jogar, sei que perdeste tu os voos, das madrugadas os coloridos, a natureza a mostrar, mas por entre meus rabiscos viajas em pensamentos, algumas damas tu já fizeste a chorar, pena bela e ligeira, és como uma roseira, lindas pétalas a esparramar! Já falei de ti amiga, espero que alguém me diga, poeta! Sem sua pena, nada, nada tu serás...
(Zildo de Oliveira Barros) 19/08/14 03h45min
