Estava um Pouquinho Ocupado Desculpe me
Dessa vez, tudo estava se encaixando. As coisas fluíam, mesmo quando eu me sentia perdida. E então surgiu você. Você, exatamente você. Educado e impaciente, estressado e inteligente, palhaço, um pouco egoísta, carinhoso no limite. Cheio de contrastes.
E, ainda assim, por mim, você decidiu mudar. Pensar em mim. Pensar antes de se estressar. Exercitar uma paciência que eu nem sabia que você tinha. Você faz de tudo para que a gente dê certo. E eu sei: sou exigente até demais. Mesmo assim, você me tolera, me ama, me cuida.
Eu lembro nitidamente de como tudo começou. Do medo de me machucar de novo quando percebi que estava começando a gostar de você. Esse sentimento não foi planejado, não foi pensado — simplesmente aconteceu. Tudo começou numa brincadeira… começou em você.
Eu não consigo falar do nosso presente sem lembrar do início: do meu bloqueio, da minha vontade de te evitar, do medo de me envolver e sofrer outra vez. Até que esse sentimento foi crescendo, me consumindo, e eu decidi te dar uma chance. Uma chance que começou com um beijo — ok, eu enrolei um pouquinho.
E você, que parecia não ter coração, veio justamente para mudar todas as minhas expectativas. Nunca pensei que iríamos tão longe. Nunca imaginei que seguiríamos adiante. E, sem perceber, uma amizade se transformou em um grande amor.
A Guardiã dos Avisos Ignorados
Por Ramos António Amine, Professor de Filosofia
Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados.
Uma alta dirigente distrital decidiu partir para a cidade a fim de passar a quadra festiva junto da família. Fora avisada de que a lei não concede diferimentos favoráveis a viagens impulsivas de quem detém autoridade. Ainda assim, escolheu ouvir o coração pois, em tempos festivos, o coração costuma falar mais alto do que a norma. A regra foi relegada ao segundo plano, dobrada e esquecida, enquanto à frente da dirigente seguia apenas o desejo de estar entre os seus.
Não faltou quem tentou dissuadi-la. Não com gritarias nem com processos disciplinares, mas com a frieza de quem conhece o peso da responsabilidade. O aviso foi simples e claro: quem serve o distrito não deve servir-se dele sem consequência. Contudo, a decisão já estava tomada. Quando o poder se habitua a mandar e passa a ouvir apenas a si próprio, aprende também a ignorar os avisos.
Naquele dia, apesar de esburacada e lamacenta, a estrada comportou-se silenciosa, como sempre é a Guardiã dos avisos ignorados.
No caminho, o mundo cobrou o preço da decisão. O irreparável sucedeu. Um corpo ainda marcado pelas ressacas das vésperas atravessou a estrada e, num instante, tudo se desencadeou: decisão em absurdo, movimento em culpa, pressa em tragédia, quadra festiva em luto. A estrada manteve-se indiferente, enquanto uma vida se despedia sem temor nem tremor.
Em delírio, a dirigente recorreu ao gesto mais antigo do mundo moderno: ligou para casa. Do outro lado da linha, o marido correu para socorrer quem amava. Mas o absurdo: hóspede discreto da condição humana, ainda não havia concluído a sua obra.
Ao calçar os sapatos à pressa, o marido foi mordido por uma cobra, escondida onde ninguém espera a morte: no abrigo quotidiano do pé. Assim, num só encadeamento de factos, uma decisão tomada no distrito gerou tragédia na estrada; a tragédia clamou por auxílio; e o auxílio quase gerou outra tragédia. Nada disso constava nos planos da dirigente. É assim que o absurdo opera.
Houve conspiração? Intenção malévola visando a sua queda? Não se sabe. Sabe-se apenas que houve consequência. A exceção aberta à interpretação da lei abriu caminho; a pressa acelerou; e a Guardiã dos avisos ignorados, amontoada nos sapatos, respondeu como sempre: silenciosa, inevitável.
Talvez seja isso que mais nos vulnerabiliza: o mundo não castiga, apenas responde. Responde ao orgulho, à arrogância institucionalizada, às escolhas impulsivas, ao descuido, à crença perigosa de que o cargo nos coloca acima da lei, dos outros ou do absurdo.
Na origem desta tragédia esteve uma decisão. No fim, restou a estrada.
E a estrada resta sempre para ensinar, sem alarde, que o poder é efémero, que a vida é um sopro e que o absurdo nos acompanha justamente onde julgamos estar seguros: na exceção que toleramos, na viagem que consentimos a nós mesmos, no otimismo que nos dispensa da prudência.
Enquanto os homens celebram datas e inventam hierarquias, a natureza permanece silenciosa e atenta, indiferente às nossas justificações. E a Guardiã dos avisos ignorados, paciente, continua onde poucos ousam procurar: no intervalo entre avisos e a decisão.
Enquanto você estava estagnado, seu coração continuou batendo de qualquer maneira. Enquanto você duvidou, as orações foram respondidas de qualquer maneira. Enquanto você se sentiu perdido, sonhos, anjos, entes queridos e visões giraram ao seu redor. Enquanto você resistiu, sua respiração continuou fluindo e refluindo facilmente. Enquanto você estava entorpecido, bênçãos sempre fluíram pelas brechas de suas paredes, mesmo que ainda não fossem sentidas. Enquanto você se sentiu incompreendido, suas lágrimas garantiram que sua mágoa fosse conhecida pela Espiritualidade.
Essa noite eu acordei
Estava sonhando com você
Nesse sonho você estava apaixonada
Dizendo que me amava
E não ia me perder
Serei Como Criança
Enquanto eu estava andando na rua, uma criança sorriu para mim.
Nesse dia eu estava cabisbaixo e, depois que eu vi aquela criança
com o sorriso verdadeiro que no seu rosto estava estampado,
eu, naquele exato momento, percebi que minha tristeza havia evaporado.
E nesse dia eu decidi ser sempre uma criança,
ser sincero e verdadeiro em cada ato.
Minha missão agora é espalhar amor e alegria,
e como uma criança serei luz até onde as trevas dominam.
Serei feliz até nos momentos ruins, como as crianças da periferia,
que fazem com que a zona de guerra seja o lugar onde se empina pipa.
Vamos pegar um balde de tinta
e, nesse chão onde só se jorra sangue,
vamos desenhar uma amarelinha.
Serei criança, porque elas são anjos
que são blindados da maldade do mundo cruel.
E nessa brincadeira de amarelinha peço a Deus que me espere,
pois falta um pulo para que eu volte para o céu.
Do valor que se dá
E lá estava ela, no alto, no topo da frondosa e imponente árvore. Seu ninho parecia o mais belo visto daquela distância na ponta do penhasco que se erguia acima da floresta.
Naquele ninho teria encontrado o que procurava. Não era um ninho qualquer, mas sim um amontoado de gravetos torcidos e entrelaçados com pitadas de paixão, amor, prazer, esforço e dedicação.
No começo aquele lindo ninho supria as necessidades plenamente. Mesmo que estas fossem aumentando, e se tornando descabidas, até que em um momento, um segundo, um instante, tornou-se pouco relevante.
Desde então o ninho foi deixando de suprir as necessidades, em um primeiro momento puramente por se sentir pouco valorizado e solitário. Ela mal percebeu o que acontecia, pois passava o tempo a voar. Parecia ter se cansado ou se desinteressado daquilo que conquistou arduamente.
Lá fora tudo parecia mais lindo, mais intenso, mais gostoso, melhor. E a cada voo, mais parecia perceber que a felicidade estava lá, lá do outro lado, em outro lugar naquela floresta, linda, quente, úmida e cheia de possibilidades de novas descobertas.
O ninho ali permaneceu e se entregou. Já não tinha mais o valor que outrora tivera. Desistiu de qualquer esforço uma vez que logo percebeu do que se tratava. Uma ilusão comum, gerada por aves comuns que se faziam parecer diferentes, especiais, mas apenas estavam travestidas de penas compradas que lhes encobriam as verdadeiras. Compradas nas pedras, nos galhos altos, nos galhos baixos, nos cantos e recantos da floresta.
Ela voando avistou outros ninhos, cada um mais belo e interessante que o outro. Uma libélula amiga do ninho, pousada em prosa com ele, passou um tempo a observar o que ele observava e se manifestou. “Olha meu amigo, o que vejo é o simples vazio. Um mimo ao ser ganhado e conquistado deixa de ter valor para dar lugar a outro mimo mesmo que este seja o mesmo mimo.” O ninho suspirou e sorriu. Estava pronto para receber nova visita, novas penas que não se soltassem com facilidade.
Ela pousou em um destes ninhos e foi feliz, logo depois noutro e feliz foi novamente e noutro e noutro e noutro. O problema é que entre um e outro momento de felicidade dava-se o seu contrário. A infelicidade. Ora, dizia ela, sempre culpa destes ninhos.
Num destes momentos de insatisfação avistou o ninho no alto, no topo da imponente árvore e sentiu-se como sempre. Que ninho belo e interessante. Pensou logo que poderia dar umas rodopiadas por lá para ver como estava. Mas ele estava diferente. Mas era o mesmo, igual. Ficou intrigada.
Ela, num dia alisando as penas nas pedras para embeleza-las encontrou outra. Outra que contava garbosa como era seu ninho. Ela então se deu conta de que aquela conversa trazia saudades. Saudades do mesmo ninho, mas que agora aninhava outra.
Restou-lhe voar e encontrar outros ninhos, um aqui outro acola. Ou talvez o contrário pudesse se dar e esta história seria outra.
Era uma vez
Eu e você
E o Amor que estava prestes a acontecer,
Parou no caminho do quase
Virou utopia
Nos tornamos aqueles que poderiam ser;
Sujeitos,
Pretérito imperfeito
De onde não conseguimos passar do quase;
Ficamos na primeira fase
Findamos o meio do caminho
Cruzamos a linha do começo,
mas não sustentamos o depois.
Tocamos o futuro,
mas não virou nós dois
Fomos além do quase,
mas não do fim.
Minha alma estava quieta dentro de mim quando o desconhecido chamou, apresentou-se como "Amor Eterno", desde aquele dia não sou mais o mesmo.
-Flávia Abib
Quando caí, descobri que estava só. Olhei ao redor e não vi ninguém que me ajudasse a levantar - amigos, família e até aqueles que diziam irmãos. Então compreendi que tudo que vale se ganha em combate, como diz em Provérbios 17:17. "Em todo o tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão"
Fai aí que compreendi que as verdadeiras conexões são forjadas na dificuldade, onde se revelam os que realmente permanecem. E assim, a dor de estar só tornou-se uma companheira incessante em minha jornada para alcançar aquilo que está destinado a ser meu.
Por que Gregor estava condenado a servir numa firma em que à mínima omissão se levantava logo a máxima suspeita?
NINGUÉM viu quando você estava chorando sozinho no seu quarto, mas DEUS viu...
NINGUÉM viu quantas vezes você se sentiu incapaz, mas DEUS viu...
NINGUÉM viu quantos medos foram enfrentados, quantas pedras você teve que tirar de seus caminhos muitas vezes sozinho, mas DEUS viu...
Então nunca questione... Porque DEUS estão honrando ele e não eu? Deus vê coisas que o homem não vê!
Então somente aplauda o sucesso do teu irmão e regozije-se com ele
Essa é a Lei...
Plantou!!! Colheu!!!
👑
Hoje,10/02/2019, à tarde, estava passando a Cinderela na TV, amo ver a Cinderela, "sou do tempo da Cinderela"; eu só não me casei com esse príncipe, pq ele já havia se casado com a Cinderela😏
Estava aqui escutando essas discussões Celestiais ou as vezes Eleitorais...
Mas é você que decide o que fica, o que vai, quando recomeçar. Uma obra de arte, " a Vida", exige profundidade, não apenas pinceladas. E não adianta acumular fragmentos de conhecimento sem mergulhar em seu significado. Quem corre atrás de vento torna-se dono de espaços vazios. É melhor dominar uma coisa com conhecimento do que ser escravo de muitas sem propósito. Saber "um pouco de tudo" pode ser ilusão, e quem sabe "mais de menos" acaba sabendo tudo… de nada.
Minha Opinião...
Alexandre Sefardi
Ninguém notou quando eu quase me perdi em mim mesma. Quando o sentir estava forte demais e aprisionou minhas mãos, me obrigando a suportar o fardo do eu com a cabeça.
•Saudade•
A cor estava em seus olhos;
Restaram poeira e cinzas.
A cama agora é fria
O lençol não afunda mais.
Calou-se o motor da calmaria;
Seu vibrar não me alcança mais.
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