Estar em dois Lugares ao Mesmo Tempo

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VIDA A DOIS

Para se viver com alguém é necessário amizade, companheirismo, reciprocidade, paixão, amor, mas acima de tudo respeito.

Não podemos viver reclamando que nossos relacionamentos deram errado, sendo que não fizemos nossa parte para que eles dessem certo, quando não respeitamos a outra pessoa ao ponto de acharmos que só nós temos o direito de viver e manter manias de quando éramos solteiros.

Quando escolhemos viver nossa vida ao lado de outra pessoa, devemos estar ciente, que assim como nós podemos nos magoar, a outra pessoa também... e por esse motivo devemos fazer o que estiver ao nosso alcance para não magoarmos quem está conosco e torcer que exista reciprocidade da outra parte.

É fácil cobrarmos atenção sem ao menos deixarmos o celular de lado para conversar com o outro;

É fácil cobramos sinceridade e franqueza, quando vivemos omitindo tudo que acontece ao nosso redor e inventando mentirar para enganar o próximo;

É fácil cobrarmos exclusividade, enquanto nos não damos exclusividade a quem está conosco;

É fácil cobrarmos respeito, sendo que não respeitamos a pessoa que está ao nosso lado, nem os sentimentos dela, e não evitamos situações que podem magoa-la;

Esquecemos que amor não é só estar ao lado nos momentos felizes, tirando selfie...amar é, gostar, querer bem, cuidar, apaixonar-se todos os dias, sentir saudades mesmo estando longe a pouco tempo, amor é tudo que já lemos ou ouvimos falar e ao mesmo tempo nada disso, amor é algo único e pessoal, quando amamos, sabemos que amamos, mesmo que não saibamos explicar, apenas amamos.

Não devemos perder tempo com quem não seja capaz de nos dar amor e nem fazer alguém perder seu tempo conosco, se não formos capazes de ama-la ou acender dentro dela o amor, pois viver com alguém sem sermos amado é muito pior que não termos ninguém.

Ame, mas ame a pessoa certa!

Fica dividido dois tipos de jogador, de um lado os perdedor, do outro é onde eu to.


-Start

Vai passar…

É estranho, mas sem você não reconheço alguns lugares.
Parece que certas pessoas perderam a identidade.

Eu não me encontro, pior, eu nem me acho.
Sinto o peso das horas que não passam,
do tempo que não traz contentamento.

Há um enorme vazio,
vivo sem o meu próprio consentimento.

Estranho “sentir” de não sentir nada além da sua ausência.
É uma dor produnda, que parece ter peso e medida,
apesar de ser tão volátil, tão distante.

Mas, como a dor da gente ainda não sai no jornal,
nem vira matéria nas revistas, eu passo muito mal.
Sigo só, andando pelos cantos escuros da minha vida,
com sorrisos forçados, meio amarelados.
Andando meio de lado, como para evitar pessoas.
Aquelas mesmas que perguntam de você.

Viu?
Não sou só eu que estranho a sua ausência…

Vai passar!
É o que eu me repito, é o que eu acredito.
Pelo menos tento buscar algum alento.
Tento sair da rua escura e esquecida da minha desilusão,
para buscar a luz do sol do amor que não desiste,
que insiste em fazer parte das nossas vidas.

Vai passar!
Mas enquanto não passa, eu me despedaço,
em pequenos cacos de solidão,
na insistência de pensar em você.
Obra do meu coração,
esse lugar em que eu não moro,
mas que você habita!
Com sua saída, ficou apenas um rastro da mala no chão empoeirado,
lembrança que insiste em permanecer em mim, que me sinto esvaziado.
Cheio de sonhos, cheio de sensações pelo corpo,
que ainda se arrepia só de pensar em você.

Vai passar…
Enquanto não passa, penso em você.

Ontem por incrível que pareça todos os lugares que pisei eu te procurei. (…) Fiquei feliz em poder sentir tua falta, - a falta mostra o quão necessitamos de algo/alguém. É assim o nosso ciclo. Eu te preciso. Perto, longe, tanto faz. Preciso saber que tu está bem, se respira, se comeu ou tomou banho - com o calor que está fazendo neste verão, tome pelo menos uns três ao dia, e pense em mim, estou com calor também. Me faz bem pensar nessas atividades corriqueiras, que supostamente você está fazendo. Ah, e eu estou te esperando, com meu vestido curto, óculos escuros grandes e meu coração pulsando forte, e te abraçar até sentir o mundo girar apenas para nós. É, eu gosto muito de ti.

Descobri que os lugares não existem. Passam a existir quando se olha para eles e se adjetiva o lugar.

A fuga, a volta, a espera

Já fugi de alguns lugares, pessoas e situações, mas nunca consegui fugir de mim. Posso já ter me ausentado, ter dito ei-volta-amanhã, ter trancado a porta, ter esquecido a chave do lado de dentro, ter deixado as luzes apagadas, ter perdido a hora, ter desligado o despertador, ter esquecido de esquecer, ter fingido um sono profundo ou uma preguiça boba, mas nunca soube fazer as malas e ir embora da minha alma.

Ninguém vai resolver a minha vida, pagar as minhas contas, me colocar no colo e dizer não-te-preocupa-que-vai-passar, me servir um chá com biscoitos, deixar a casa em ordem e a mente equilibrada. Se eu não arregaçar as mangas, der um suspiro fundo e andar para a frente a minha vida vai ficar empacada. Até o fim do mundo.

Não vou negar que por alguns momentos fiquei vendo momentos da minha vida passarem pela janela. E eu ficava ali, observando, atônita, paralisada, sem coragem de agarrar as oportunidades com determinação. Mas uma hora alguma coisa me chacoalhou por dentro, me balançou, me fez abrir os olhos e entender que tudo é passageiro. Hoje eu sou uma e amanhã posso ser outra. A gente vai aprendendo com o tempo, os dias, as marés. E esse aprendizado vira marca, vira tatuagem, vira história de vida.

Nunca quis que me vissem como a pobre garotinha indefesa. Tenho muita força, garra, vontade. Muitas vezes me perco no meio dessa teia de pensamentos, sonhos, anseios. De vez em quando não sei o que fazer pra sossegar o coração, aquietar a alma, tranquilizar a mente, que tanto me desassossega. Então pareço perdida num labirinto interno e secreto, tentando desesperadamente achar a saída mais próxima e me desfazer do que atormenta e aflige.

Carrego no peito todos os sorrisos e lágrimas que já distribuí. Levo na alma todos que me são fundamentais. Trago comigo as boas lembranças e algumas marcas e cicatrizes que não se desfazem com o passar do tempo. Sei que um dia tudo vai ficar mais claro, mais tranquilo, mais cheio de harmonia. E torço para que todas as pessoas consigam perceber que não importa o que elas façam ou da onde elas venham, no fundo somos todos iguais. Querendo ou não.

Eu tenho um milhão de motivos pra fugir de pensar em você, mas em todos esses lugares você vai comigo. Você segura na minha mão na hora de atravessar a rua, você me olha triste quando eu olho para o celular pela milésima vez.

Tati Bernardi

Nota: Trecho da crônica "O Gigante".

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.

Viajei por mais terras do que aquelas em que toquei...
Vi mais paisagens do que aquelas em que pus os olhos...
Experimentei mais sensações do que todas as sensações que senti,
Porque, por mais que sentisse, sempre me faltou que sentir
E a vida sempre me doeu, sempre foi pouco, e eu infeliz.

Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,
A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,
A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair
Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,
E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,
Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,
E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,
Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida.

Inserida por gtrevisol

A influência exercida sobre a nossa alma, pelos diferentes lugares, é uma coisa digna de observação. Se a melancolia nos conquista infalivelmente quando estamos à beira das águas, uma outra lei da nossa natureza impressionante faz com que, nas montanhas, os nossos sentimentos se purifiquem: ali a paixão ganha em profundidade o que parece perder em vivacidade.

Inserida por gtrevisol

você não imagina o que imaginei pra nós
transas nos lugares mais insólitos
poeira, estrada, bebedeira, arame farpado
sexo, cheiro azedo, línguas inquietas
teu jeito canastrão, eu meio vadia
ninguém é dono de ninguém, ninguém é
de ferro

suspense, tudo muito suado, berros,
vertigem
e uma gargalhada lá no finalzinho da
história
ao nos vermos no espelho, casados

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Poesia Reunida. Porto Alegre: L&PM, 1999.
Inserida por biancalessam

Odeio o modo como fala comigo
E como corta o cabelo
Odeio como dirigi o meu carro
E odeio seu desmazelo
Odeio suas enormes botas de combate
E como consegue ler minha mente
Eu odeio tanto isso em você
Que até me sinto doente
Odeio como está sempre certo
E odeio quando você mente
Odeio quando me faz rir muito
Mais quando me faz chorar...
Odeio quando não está por perto
E o fato de não me ligar
Mas eu odeio principalmente
Não conseguir te odiar
Nem um pouco
Nem mesmo por um segundo
Nem mesmo só por te odiar.

Nunca deixe alguém te fazer sentir como se não merecesse seus sonhos.

Para que viver do modo como os outros esperam
se eu posso viver do meu.

⁠Entre Sensações e Cansaços

Diria que a vida é feita de sensações,
que entrelaçam muitas emoções,
das quais não se vê tantas menções.

O que se faz quando todas as palavras
já parecem repetidas?
Já não sei...
Mas sigo a escrever,
mesmo sem sentir que algo irá permanecer.

Gosto de imaginar o cantarolar dos pássaros
que me cercam no desconhecido —
o lugar onde, mais do que reconhecido,
encontro meu verdadeiro eu.
Ali, já não preciso fugir.
Ali, não preciso me inserir.

Pertencimento…
uma falsa convicção criada por aqueles
que mal sabem de si mesmos.
Afinal, onde pertencer,
senão ao próprio ser?

Estou tão cansado,
até um pouco frustrado…
Já não sei o que é me sentir fechado.
Nem tenho mais o desejo de ser encontrado.

Acho que a maturidade
é menos sobre a seriedade
e mais sobre o quanto você se expõe —
por dentro, por fora,
sem precisar de terno,
mas com verdade no interno.

⁠Dia ensolarado

Amor, pra mim, é algo sem cor.
Um sentimento que te rouba tudo, sem pudor.
Faz nascer em mim o mais agonizante ardor,
aquele calor que nada deve-te,
apenas por não te precaver de tanto.

E eu… eu nem tenho palavras.
Como descrever essa sensação
que me rouba o coração?

Às vezes, sinto-me tão elevado
que deixo de olhar as nuvens de baixo —
estou entre elas, envolto, perdido.

Ah, sensação desgastante…
Não consigo não temer
toda essa falta de controle.

Só queria poder deitar em braços
que nunca, nunca me soltassem.

Inserida por momonga_ainz_iruma

⁠As pessoas pensam em si mesmas como pontos se movendo no tempo. Mas acho que é o contrário. Estamos imóveis, e o tempo passa entre nós soprando como um vento frio.

Encontramos varias pessoas na vida
que são nossos opostos e nossos iguais,
iguais atraem mais iguais,
opostos se equilibram.

Pois se nunca correr atrás de seus sonhos, provavelmente vai ser contratado a vida inteira para fazer parte do sonho de alguém.

Ser quem você nasceu para ser. A vida faz parte de um ciclo natural, espiritual, astral e cósmico.

Esquecemos a missão, invertemos os valores e nós limitamos a 3º dimensão ao terreno a "vida".