Estado de Alma

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Âmbar


Então vem, caminha comigo devagar,
No brilho âmbar da alma que insiste em rimar.
Ansiedade é fera, mas eu aprendi
a domar,
Transformei o caos em verso pra poder respirar.

Eu


Sou quem ficou
quando tudo foi embora.
Corpo marcado de quedas,
alma ainda em pé por teimosia sagrada.
Não por força heroica,
mas porque algo em mim se recusa a morrer.
Eu amo como quem entrega casa aberta,
mesa posta, bolso destrancado,
coração sem cadeado.
E o mundo, analfabeto de cuidado,
confundiu isso com fraqueza.
Não era.
Eu cai no asfalto, no banheiro, na rua,
cai nas pessoas,
cai nas promessas.
E mesmo assim, levantei sem aplauso,
sem plateia,
sem mão estendida.
Há em mim uma fé cansada,
não a fé que grita,
mas a que respira baixo
e continua.
Deus me vê quando ninguém vê.
No dia sem comida.
No dia sem resposta.
No dia em que o silêncio é a única companhia.
Eu não sou a que perdeu.
Eu sou a que não se perdeu,
mesmo quando tudo conspirou para isso.
Ainda há luz em mim,
não aquela que ilumina os outros,
mas a que agora aprende a ficar para si.
E isso, por mais que tentem,
ninguém apaga.
Isso sou eu, sem romantizar dor e sem me diminuir.
Não é o fim da história. É o retrato do intervalo.
E intervalos também são parte da música.

A noite me encontra
com os bolsos cheios de cansaço
e a alma em desalinho.
Não fiz milagres,
mas mantive o pulso firme
quando tudo em mim queria cair.
Sou casa em reforma
sem verba, sem prazo,
morando em mim mesma
entre entulhos e fé.
Cada rachadura aprende
a respirar sozinha.
O dia não me foi gentil.
Ainda assim, não me quebrei inteira.
Guardei um resto de luz
num canto que a dor não alcança,
e é dali que escrevo.

Viver é caminhar leve o bastante
pra não ferir a própria alma,
e atento o suficiente
pra não perder o que ainda brilha.

"O eco da negação"


Negou o que o peito guardava,
Fugiu do que a alma sabia,
Mas a verdade não se calava,
E ela mesma se perdia.
Tentou apagar o que brilhou,
Fez do silêncio sua prisão,
Mas o que é negado, ecoou,
Roubando o chão da própria mão.
Quem nega o que viveu e sentiu,
Descobre tarde que se enganou,
O mundo que tentou fugir,
É o mesmo que sempre a alcançou.

A alma reconhece o que os olhos ainda duvidam.

“Minhas pernas pedem calma, cansadas de sustentar.. Mas é a alma teimosa que não me deixa parar.”

⁠Quando nossa alma está em paz, pouco importa o tumulto externo , pois a verdadeira paz transcende as circunstâncias, mesmo quando outros ao nosso redor estão em crises existenciais . Ao permanecermos em sintonia com o criador, somos agraciados com uma paz que transcende qualquer descrição verbal; nenhuma palavra é capaz de expressar verdadeiramente essa serenidade profunda.

⁠O propósito é o clamor da alma, pois é nele que o coração reconhece a voz de Deus.
“Ensina-me, Senhor, o teu caminho, e andarei na tua verdade; une o meu coração ao temor do teu nome.” (Salmos 86:11)

Enxofre na Alma (música)


O céu azul ainda corta o horizonte,
Ondas quebram como um respirar sem fim,
Sentado no asfalto frio, imaginando outras dimensões.


Amar a distância sem de fato ter você,
Agora me faz sentir ter apenas enxofre na alma.
Foi leve como amar as ondas do mar,
Foi bom quanto respirar na brisa...
O céu ainda é lindo, mas sem você.


O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.


Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!


Pena não estar comigo nessa dimensão agora,
Eu estaria cada segundo ainda a amando.
O amargo do escolher deixar você viver sem mim me pegou,
Amar você tem sido como assistir um grande amor viver.
Se ainda tivesse uma chance, eu aproveitaria!
Se ainda me amasse, eu amaria como se nunca tivéssemos separado!
Se ainda tivesse amor um para o outro, eu viveria cada segundo!


O céu ainda é lindo... mas sem você.

⁠Cicatrizes são medalhas da alma, não se espera emoção por ter elas, essas marcas de batalhas, insígnias de coragem invisível que um dia, foi a única moradia conhecida.

No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.

Migalhas espalhadas no chão para nós, pombos de olhar cansado. Mas a alma, mesmo à espera, não se curva, sabe que há céus inteiros por onde voar.

A melhor oficina é o coração, entregamos alma destruída, sem perspectiva de solução, mas devagar e com perfeição, depois de um certo tempo, ele nos devolve nova, como se nunca tivesse sido quebrantada.

Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.

O silêncio da alma grita como trovão, é o rugido calado de quem sobreviveu ao impossível.

O que me quebrou virou mosaico feroz, estilhaços convertidos em muralha, a alma costurada com coragem e cicatrizes.

Minha alma ergue muralhas invisíveis, mais forte que qualquer dor, abrigo que nenhuma sombra destrói.

A dor é tinta incandescente, cores queimadas no rosto da alma, arte da transformação.

Na luta diária, a vida mostra o sentido, no suor, a razão, na batalha, a alma que nunca se curva.