Essência

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Retorno à minha essência e volto a ser de mim,
ainda que enlutada,
percorra sozinha no grito das gaivotas
as vagas do nosso amado mar.


Saber-te em mim será sempre a minha maior alegria,
ter sido tua um dos melhores e maiores êxtases que alguma vez uma mulher possa ter experimentado.
Em ti me enrosco todas as noites lambendo-te as feridas dos dias onde te deixei liberto, à deriva de todos os meus caprichos,
e foram tantos!


Por vezes tenho a sensação de que ainda estás presente
e a saudade fervilha nesta ausência de nós.
É como se te visse e ouvisse boquiaberto e feliz
enquanto eu tentava arranjar os desalinhados cabelos
no temporal dos sentidos:
“ meu amor, como és linda! A mais bela das mulheres, é minha!”


É por aí que eu vou quando tudo o que ouço agora é uma cruel e inoportuna mente gritando-me exactamente o oposto
quase até à loucura!


Perdoo-te teres partido, mas nunca te teres tornares silêncio,
cobardia e bicarbonato de sódio
neste corpo onde explodem lavas,
corpo de primícias tuas
onde navegaram navios
e tuas mãos de menino.


Célia Moura, poesia

A essência do cristianismo não é a ausência de falhas, mas a dependência da graça. Cristãos não são pessoas que alcançaram a perfeição, mas sim aqueles que reconhecem sua profunda e desesperada necessidade da Cruz, encontrando nela o único Salvador.

A essência do Evangelho não é usar Jesus para corrigir seus planos terrenos, mas render-se à Pessoa dEle, pois o gozo da Sua glória é o maior tesouro. Em Cristo, você não encontra um mero 'complemento', mas a própria vida e o contentamento.

O privilégio de chamar Deus de "Pai" é a própria essência da graça revelada por Cristo. Essa adoção nos tira da condição de servos e nos insere na intimidade de filhos, permitindo que repousemos no amor incondicional e na absoluta soberania de Deus.

A essência teológica da traição de Cristo nos lembra que o mundo é marcado por beijos falsos que mascaram intenções egoístas. Nem todo afeto é lealdade, pois o amor humano é falho; somente o amor incondicional de Deus é a base que não pode ser perdida.

A essência da vaidade humana é buscar o aplauso pelo próprio brilho, enquanto o verdadeiro chamado é ser apenas um espelho da Glória Eterna.

A vida, em sua essência, é um suspiro diário da graça. Abrir os olhos a cada manhã é como sentir o Criador sussurrar bem perto de você: 'Respire fundo. Recomece. Minha misericórdia se renovou para restaurar a tua história, e Eu estou contigo em cada linha.'

Se a sua vida é idêntica à de um ímpio, o seu cristianismo perdeu a essência.

Dor profunda


A dor que às vezes inunda o peito profundo
toma forma e essência num instante fecundo...
Entre sombras e luzes, a alma vai navegando,
encontrando na poesia um porto seco e seguro.
Assim, envolve a vida com melodia suave,
fazendo do sofrimento um doce enclave.
Na dança das palavras, tudo ganha sentido,
e o espírito encontra seu caminho perdido.
Tudo, num piscar de olhos, acaba fazendo algum sentido.

A essência do piano é ser percutido.

Essência


Não é maravilhoso termos chulé? A natureza nos deu essa dádiva ao criar os tênis apertados, os sapatos herméticos, o futebol e as longas caminhadas. É algo para nós, já que ninguém ousou cheirar as patas de um rinoceronte, de um leão ou de um elefante. Mais que o mau hálito ou o cheiro das axilas, o chulé é um odor que se destaca. Se estamos com os pés no chão não o notamos, mas quando chega a hora de repousarmos, naquela hora que nos livramos dos sapatos, que são os nossos algozes, surge aquele aroma queijoso, lembrando o mofo, e nos sentimos em comunhão com a nossa essência. Somos animais e as nossas vidas não poderiam ser melhores. Mesmo a nudez dos pés, tão feia, não interfere nesse banquete olfativo. Fingimos nos desagradar, lavamos os pés, mas esse cheiro é ancestral. O homem pode tentar renegar a sua natureza, mas isso não é possível. O aroma do chulé veio para ficar.

O mundo se repete por mim, os números são a essência.

O Zoológico dos Últimos Dias
​O ar frio e doentio.
Olhares que julgam e condenam na essência,
enquanto a flor apodrece diante do mar poluído.
Peixes mortos, palavras de consolo e lamento:
nada trará a vida de volta,
nenhum pesar pagará as dívidas da existência.
​Diante do fato, o ônibus cheio.
Palavras jogadas no lixo do oceano.
O mau cheiro é a simplicidade,
o retrato exato do ser que se diz humano.
Humanize seu ser humano:
Leve para passear três vezes por dia,
dê banho uma vez ao dia,
recolha seu lixo e recicle, simulando preservar o mundo.
Não deixe que o alimentem na rua.
Leve-o para ser castrado.
​As luzes do híbrido se tornaram vivas
porque a energia biológica estava esgotada.
Depois de uma semana sem descanso,
é preciso trocar os olhos e descarregar a memória.
Enquanto isso, o bot humano prepara o novo ensaio:
a locução do algoritmo dando espetáculo no palanque.
Vamos criar um novo circo. O pão?
As migalhas damos para as crianças;
algumas engolem moedas, achando que são doces caindo do céu.
Mas, dos céus, só cruzam os aviões,
pulverizando as nuvens para que a chuva já caia limpa com cloro.
​No zoológico, humanos são expostos como répteis,
condutores da curiosidade alheia.
"Como se reproduzem?", pergunta o documentário raro.
Mas não há reprodução ali:
um casal de homens num recinto, duas mulheres no outro.
Os velhos são exibidos como souvenir e adorno;
a pele humana, supervalorizada,
agora serve para esticar tambores e fabricar sabonetes.
​Alienígenas tentam comprar um exemplar:
mais uma espécie em extinção no mercado negro da deep web,
sorteada na deepdark.
Enquanto isso, nos confins do universo,
seres desconhecidos abrem uma caixa lacrada:
"Não abra. Produto com prazo de validade vencido."
​O humano se contorce no fundo do caixote.
Está bêbado? Está drogado?
A mãe puxa o filho pelo braço e avisa:
— Não toca. Ele tem um cachimbo.

O que é alma de um ser crítico?
Sua essência é simplicidade compreensão do todo para o todo sempre tendo senso crítico e moral dentro da ética da filosofia.
A alma rebelde floresce em conflitos de alienação intelectual e social.
Enquanto o ser do senso comum vive no sistema caótico alienado.
Podemos contemplar cubismo político e seus efeitos na sociedade moderna.
Aonde o feudalismo digital e domínio astronômico digital mesmo deepweb...e na darkweb feudalismo cria raízes.

(Se as vozes do passado ecoam no profundo da essência, seria brando obscuro os sonhos que ainda não tivemos?)
A realidade tem seu preço, muitos brigam para obter realizações, mas pequenos lampejos da derradeira verdade escorrem em teus olhos.
Sendo assim que compreendemos...
Que as sombras fazem parte das correntes.
Imagina comer carne no último momento se comer sera o último sabor e sera seu último ato...
Então o que prefere viver?
mais um mês...
ou comer seu lanche preferido...
Esta é uma das distorções da realidade.
No qual não é uma escolha, apenas uma aceitação do que escolheu.
Nesse momento irônico percebi, tudo valeu a pena.
Pois suas fraquezas e experiências podiam ser outras.

Atroz ser
Por excelência
Ate essência...
Reluz assim por existir.
Arco da decadência.
Inflama o seu ego...
Bem assim como o fel...
Paira pela solitude.
Vagas pela virtude julgada...
Assim mesmo atento voar pela madrugada.

Essência do ser humano...
Um espírito em busca de um sentido por existir.
É uma alma que existe pela Essência.
E para essa conexão apenas um corpo.
Dentro da existência de 80 anos em média a vida resiste com espírito envelhecido.
Muitas vezes as experiências vividas são parte da existência e tornam-se a essência do ser humano.

Sendo o sussurros iluminados...
Sois antro da essência pura e inocente,
Nos abraços a esperança vivemos
Nos quais inusitada formas torna se ser oculto...
Breves olhares meros seres brilhante nos resquícios do ilumismo.
Para tal oportunidade de alegrias,
Tantas lágrimas escorrem num estado envelhecido.

As Sombras da Essência e a Dualidade do Ser
​Por Celso Roberto Nadilo (Adaptação Lírica)
​As sombras da essência e a dualidade do ser: o trágico contraste entre o triste e o feliz.
​Há uma dor profunda em não se reconhecer no espelho, um cansaço em nunca encontrar a felicidade no próprio ser. É a dor existencial que se manifesta também nos fenômenos do autismo — graus distintos da alma e da individualidade, onde até o mínimo barulho fratura o silêncio e converte o indivíduo em um território de conflito sensorial.
​Diante disso, como agirá o transhumanismo? Irá ele sobrepor-se ao ser existencial?
​Compreender a mente humana é mergulhar no complexo e no imprevisível. À beira desse abismo, para onde podemos guinar? Nas fronteiras do desconhecido, a mente ainda é um universo do qual sabemos muito pouco. Projetamos chips, eletrodos, receptores e emissores digitais instalados no cérebro para obter o controle da mente e criar uma ponte definitiva com o mundo. Mas, com o intelecto dividido com a Inteligência Artificial, o controle mental, as decisões e as escolhas ainda seriam influenciados pelo mérito do astro espiritual?
​Para onde caminhamos? Para dentro ou para fora? Para cima ou para baixo? Seremos nós os laços que unem a humanidade, ou apenas nós de uma rede técnica? O sentido contemporâneo mais profundo está justamente no início daquilo que começamos a viver. O "nós somos" diante do "eu sou" nos impele a compreender que a própria existência tornou-se um salto de fé em direção ao transhumanismo.
​Tudo o que conhecemos, tudo o que somos, desdobra-se diante do que vejo na caverna — o eterno retorno às alegorias de Platão, buscando laços ainda mais profundos na eternidade. Nas órbitas das nossas origens, somos criaturas minúsculas diante da imensidão infinita do universo. O transhumanismo talvez veja o fim deste cosmos, mas será que ele compreenderá o real significado de ser poeira?
​A verdadeira grandeza que carregamos está no milagre dessa poeira cósmica saber falar e pensar. E, talvez, através das eras, cruzando galáxias e universos, continuemos a captar conhecimento, conscientes de que sempre fomos a parte mais viva da matéria estelar.
​O espelho da existência reflete o espelho de um mundo multissensorial. A verdade permanecerá primordial, ou os espelhos abrirão múltiplas realidades até que tudo vire um borrão? O multiverso fragmenta o espaço e o tempo; contudo, evoluímos apenas nos atos que somos capazes de dominar. Diante do contraste do ser, o tempo de existência será superior ou uma mera métrica de qualidade de vida?
​As definições do ser podem crescer ou definhar. Mas a alma humana necessita compreender o ciclo sagrado da vida: nascer, crescer, amadurecer e, por fim, perecer nos limites dignos da existência.
Por Celso Roberto Nadilo
Viajamos pelas asas do tempo e ganhamos conflitos e questionamento sobre o somos e que seremos capazes de ser diante o eu.

Carruagens de defruste marcam desejo efêmero.
Transcende ou sou coveiro da minha essência entre olhos perdidos abandonados pela imensidão.
Vago sob vassalos de minha críticos de minha fala, mortos pelo sentimento de existir.
No silêncio de meias verdades estou olhando o profundo eu no sentido do meu ser...
Meus labios tremem de frio pois a madrugada fria demonstra o luar como sua vitima voraz exclama os ares da neblina. Numa constante sou vento frio que levou suas experiências verbais ate a cova do destino.
Bem estar caindo num copo de cerveja quente pois amargo se contrasta no profundo do esplendor do amanhecer.