Esqueci meu Passado
É hora de esquecer o passado,
Passar uma borracha no que aconteceu.
Esconda-se atrás de um rosto vazio
Não tem muita coisa a dizer.
Use o passado para lembrar de coisas boas, use o presente para viver bons momentos, use o futuro para projetar os seus sonhos.
Saudade é lembrança de um passado maravilhoso recordações que ficaram para traz é como a fumaça que se propaga no ar onde aquela lembrança não se apaga mais ,saudade é uma dor que não tem cura pode procurar os melhores especialistas não existe remédio para a cura da saúdade só se um dia tiver um encontro casual pra combater essa enfermidade mortal
Passado, presente e futuro. Tempos oportunos. Lembranças, Atitudes e sonhos marcam os tempos em resumo.
Memórias, lembranças, histórias, passado... Como viver o presente, como planejar o futuro, se tudo parece ter ficado lá atrás? Como seguir? Recomeçar?
Mas como recomeçar, se a dor do que foi vivido ainda atormenta o que será escrito?
Talvez o tempo seja apenas um consolo, uma promessa de que a dor diminuirá.
Ilusão.
O tempo não cura.
Ele apenas continua.
Indiferente ao seu destino.
Ele gira, e gira, até que nós sejamos o que ficou para trás.
Esqueça o que você era no passado. Se importe mais com o que você é no presente, e com o que será, no futuro.
Lembra-se do futuro? Aqui ele esta mais uma vez. Ele veio nos presentear como prometeu no passado. Trouxe-nos “o fim”, e o presente já foi revelado.
Não podemos viver de passado... mas não podemos esquecer que dele provém tudo o que sabemos de nós hoje.
O passado esquecido nem sempre foi resolvido diante do assombro acuado; a revelação oculta não expõe os dias difíceis de alguém que não perdoou o próprio desejo.
O passado é passado: não há volta para recomeçar. Deixe-o esquecido, pois dele não virá recompensa nem milagre. O passado é como um museu antigo demolido, sem livros que possam reviver os dias de glória.
No silêncio do passado esquecido, espero por ti.
Na estrada deserta, na curva estreita, encaro o destino que insiste em me assombrar.
Se vivo de ilusões e a esperança já se dissipou,
peço-te: não busques saber onde estou.
Habito um limbo — esquecido até por mim —
sem rastros, sem lembranças, apenas sendo.
Aguardo, sem saber quando,
o dia incerto,
a hora de partir.
Lembra-te da realidade vivida:
o passado é uma corda no pescoço,
mas o amor — ah, o amor —
é a tesoura que liberta.
Quando você cria coragem e corta essa corda,
o ar volta a caber no peito,
a vida volta a ter cor,
e o coração aprende novamente a sorrir.
Porque a liberdade não é apenas respirar,
é sentir o toque quente de quem te quer bem,
é se abrir para um futuro doce,
onde cada abraço te devolve a alegria
que o tempo tentou roubar.
As memórias antigas nunca foram felicidade,
mas o agora pode ser:
forte, vibrante, luminoso…
um romance que renasce em poesia,
um conforto que acalma,
uma alegria que abraça.
E então você descobre
que o verdadeiro amor
não aperta — liberta.
Havia um miúdinho,
sem nome nem passado,
nu, esquecido,
andava sozinho pela rua,
escaldante de tão gelada,
como sombra sem dono.
Tinha um corpo
feito de cortes e pedras,
parecia ter sido mastigado
por calçadas com dentes.
Era um pobre coitado,
seguido sempre
por um cão magro,
tão sofrido,
igual a ele.
Sentavam-se no pedregulho duro
à espera de um fim.
O miúdo, paciente,
esperava que o cão partisse,
descansasse no reino dos cães,
para então poder matá-la —
a fome.
O cão, por sua vez,
até aprendera a contar horas,
de tanto esperar que o miúdo,
vermelho de dor,
fechasse os olhos
e dormisse de vez.
Assim, ele saciaria a fome
com lógica cruel,
mas destino cego.
O cão não ladrava,
e não sabia truques,
era inútil.
O miúdo, por sua vez,
também não sabia nada,
nada lhe ensinaram.
Era inocente,
imprestável,
invisível ao mundo.
Ambos só serviam um ao outro,
à ninguém mais.
Certo momento...
o miúdo, já derrotado,
deitou a cabeça no granito
para poder descansar o seu corpo cansado,
o cão, desesperado,
cravou como os seus dentes podres
no peito nu do miúdo,
com dó e piedade,
pois isso ainda lhe restava.
Mas morreu também,
porque o miúdo,
coitado,
não tinha carne sequer
para alimentar um cão.
Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.
Deixar o passado para trás não é esquecer o que aconteceu, é escolher não viver preso ao que já não pode ser mudado.
O que passou ensinou, mas não precisa mais doer!
O perdão não apaga o passado, mas liberta o presente. Ele não vive cobrando lembranças, nem esfrega a dor no rosto do arrependido. Quando o perdão é real, ele não precisa ser lembrado... ele se transforma em silêncio, em paz e em recomeço.
