Espiritualidade
Amar é uma autodoação plena onde os níveis de oxitocina permanecem elevados num coquetel dopaminérgico incansável em que permanecem mergulhados seus objetos de amor.
Diariamente temos muito mais do que agradecer do que reclamar... estamos vivendo em tempo de insatisfação fantasiosa diante de queixumes sobre necessidades supérfluas, na maioria das vezes. Tem prevalecido muito EU sobre o NÓS, muito direto sobre deveres... PRECISAMOS URGENTEMENTE TRAZER A SIMPLICIDADE PARA NOSSO ESTILO DE VIDA antes que percamos a essência humana de uma vez ou venhamos ao encontro do adoecimento da mente e da Alma.
Faz-se necessário que descompliquemos a vida para que bebamos um pouco do bálsamo da felicidade que ela nos oferece constantemente.
A naturalização do sofrimento e da miséria humana é a confirmação de que apenas saímos das cavernas, pois continuamos primitivos em essência.
DEUS, por ser inefável, é humanamente indescritível e, a falta de termos tal formulação conceitual, não importa quando entendemos que Ele simplesmente É o que É, enquanto nós podemos apenas estar sendo um pouco do que seremos.
Você não fracassa na vida
por não ter um excelente emprego,
por não ter o carro ou a casa dos sonhos,
por não conseguir comprar aquela roupa, aquele sapato,
ou por não fazer aquele procedimento estético.
Você fracassa na vida
por pensar que não conseguir estas coisas
é fracassar na vida.
Querido Deus,
Sei que você deve estar preocupado com outras reclamações, mas realmente não aguento mais.
Me ensinaram a sempre te amar e você nem ligou.
Chorei enquanto você brincava de xadrez com minha frágil marionete.
O sentimento que estava aqui era sempre fiel a sua versão.
Deus escrevera todos os livros.
Sem lados, sem opiniões.
Com seus dois lados, duas caras.
Vivi com o falso livre arbítrio por muito tempo.
Nunca pensei em te deixar, mas não me rebaixarei a seu ser.
Onipotente, onipresente, onisciente.
Eu cansei de ser sua submissa.
Não questionar enquanto as leis tríplices entram em vigor.
“Tudo que fizeres, voltara a ti em triplo”
Querido Deus de Espinoza.
Você me abandonou, virou as costas para mim, viu o meu sofrimento.
E o que recebo?
Dor e desespero.
Quase morri hoje, sabia?
Acaba de perder uma das suas maiores seguidoras.
Serei minha própria alquimista.
Não sei se você realmente se preocupa, mas o lago de fogo me aguarda.
Lúcifer me acolheu, ele me abraçou, me deu esperança.
Uma esperança da qual, há muito tempo, via em ti e que se quebrou quando você me abandonou.
Deus,
Repartir o pão e beber do teu vinho não fazem parte de minha comunhão.
O que eu faço hoje em dia amar o próximo da mesma forma que ele me ama.
Juntei-me a Lilith.
Eles foram gentis.
Acolheram-me, deram-me o que comer e regras a obedecer.
Deus,
Todas aquelas orações que fiz, você ouviu?
Muitos se humilham para conseguir uma vaga em teu céu particular.
Um purgatório disfarçado de paraíso.
E mais uma coisa.
Querido Deus,
Eu te odeio.
“Mesmo que tu falaste a língua dos anjos, amarás e odiarás com a mesma intensidade”
A intolerável falta de leveza do ser.
Liberto de qualquer sentimento de aprovação exterior: por que é tão difícil aceitar viver a essência da serenidade?
Trilhas do Destino
Dois nascimentos, destinos divergentes,
Um em solo árido, o outro em jardim florido,
Ambos buscam, nas correntes,
Um propósito, um sentido perdido.
Em um lar disfuncional, a criança cresce,
Envolta em sombras, desafios constantes,
Mas uma chama interna permanece,
Uma força oculta, a guia avante.
O outro em berço de ouro, têm amor e cuidado,
Rodeado de afeto, segurança e luz,
Mas o coração, às vezes, inquietado,
Busca um significado que nada traduz.
Caminham ambos, por sendas variadas,
Na solidão, encontram seu poder,
Refletem, meditam, almas desveladas,
Descobrem o caminho do verdadeiro ser.
A resiliência forja o primeiro viajante,
Como pedra que resiste ao vento e ao mar,
A espiritualidade, luz incessante,
Que a ajuda, dia a dia, a avançar.
O segundo, em sua jornada confortável,
Percebe que o luxo não preenche o vazio,
Busca no simples, no essencial, o amável,
Encontra na essência um novo caminho.
No fim da trilha, seus olhares se encontram,
Não mais estranhos, mas almas irmãs,
A vida, com suas dores, os confrontam,
Mas revelam a beleza das manhãs.
Dois destinos, uma busca contínua,
A evolução do ser, a paz interior,
Descobrem que a vida é sempre oportuna,
Quando se encontra, na dor, o amor.
E assim, ao final, em sintonia profunda,
Alcançam juntos o que sempre almejaram,
De trilhas distintas, a alma fecunda,
No propósito divino, enfim se acharam.
"A evolução é a aspiração máxima do espírito quando encarna neste mundo. Vem ele desejoso de cumprir com o seu dever, para galgar patamares maiores quando voltar ao seu mundo de origem. Aqui na Terra ele enfrentará batalhas que testarão o seu espírito, e serão testes muitas vezes duríssimos, que não deixarão dúvidas no seu espírito, porque enquanto houver dúvidas o espírito é testado e retestado, até que não paire dúvida alguma de que expurgou tudo de ruim que desejava expurgar."
