Espiritualidade
A alma
muito além da cronologia numérica.
A alma
Sem denominação ou conceito.
O que são os anos que me preenche a carne, perto de uma alma infinita ?
Pela janela denominada " olhos" só enxergam aqueles que sabem o valor infinito da vida.
Ninguém nesse mundo nos conhecerá de verdade. Algumas pessoas apenas se propõem a conhecer algumas superfícies de nossas personalidades, outros vão um pouco mais fundo, outros nem permitirmos ultrapassar os muros de nossas barreiras...
A única certeza que tenho é que o autoconhecimento é uma imersão e as vezes nem mesmo nós, estamos dispostos a nos conhecermos imagina os outros. Por isso não dei tanta atenção aos " juízes de opiniões" esse mundo está cheio de julgadores tão perdidos quanto nós, no final das contas se paramos para analisar, fazemos mais suposições sobre a vida alheia do que sobre a nossa própria existência, deixamos muitas das vezes as suposições virarem certezas e as certezas virarem dúvidas, nos esquecemos que vivemos em um mundo transitório e que o conhecimento é líquido como água e que não temos certeza de nada além do fim.
E, o fim é a morte.
O excesso Esconde a Falta
Todo excesso esconde uma falta. Em nosso íntimo, carregamos feridas e vazios que muitas vezes nos são desconhecidos. E para preencher esses espaços em branco, recorremos a diversas formas de camuflagem, buscando uma sensação passageira de plenitude.
Engolimos porções generosas de comida, como se a fome que nos consome fosse saciada com cada garfada. Enchemos as redes sociais de selfies, numa tentativa desesperada de mostrar ao mundo um sorriso perfeito, encobrindo a insegurança que habita dentro de nós. Competimos silenciosamente por símbolos de status, como carros reluzentes e closets repletos de roupas, como se a quantidade de bens materiais pudesse suprir a ausência de algo essencial em nossas almas.
Acumulamos objetos e posses, acreditando que a quantidade de coisas que possuímos é diretamente proporcional à nossa felicidade. Controlamos e patrulhamos a vida alheia, porque olhar para os problemas alheios nos faz sentir momentaneamente melhor com os nossos próprios. Buscamos no álcool e no fumo um alívio temporário para as dores que não conseguimos expressar. Nos entregamos ao exercício físico e ao trabalho incessante, como se o cansaço físico pudesse abafar a exaustão emocional.
Reforçamos nossas próprias qualidades, enaltecendo nossas conquistas e virtudes, como se o elogio constante aos nossos atributos pudesse preencher o vazio de não nos sentirmos suficientes. Poupamos ou gastamos exageradamente, na esperança de que o controle financeiro seja a solução para nossas angústias.
No entanto, a verdade é que todo excesso apenas evidencia a falta que tentamos desesperadamente suprir. Por mais que nos enganemos com nossas próprias máscaras, o buraco interior persiste. E talvez, em vez de tentar cobri-lo com camadas superficiais, devêssemos olhar para dentro de nós mesmos, explorar as profundezas de nossa alma e buscar compreender as raízes dessas carências.
Ao invés de nos entregar ao exagero, podemos aprender a ouvir o que nossa essência sussurra, a reconhecer nossas vulnerabilidades e necessidades legítimas. É na aceitação dessas fragilidades que encontramos a verdadeira cura. Não precisamos nos encher de excessos, mas sim nos esvaziar de ilusões e expectativas irreais. É ao nos reconciliarmos com nossa própria humanidade, com nossas limitações e imperfeições, que começamos a preencher o vazio com amor próprio, compaixão e aceitação.
Portanto, que possamos abandonar a busca frenética por suprir nossas faltas através do excesso e nos abrirmos para a jornada interior. Somente assim poderemos nos encontrar verdadeiramente, descobrir o que realmente nos completa e viver uma vida autêntica e plena.
Se algo começou ruim, não quer dizer que irá terminar da mesma forma. Tudo pode mudar em uma fração de segundo.
Tudo aquilo que cria está registrado, selado como seu e mesmo que tome outro caminho na vida, será isso que te alcançara.
Tudo que vivemos traz em si dois potenciais; ou nos destrói ou nos fortalece.
Através das nossas feridas, chegam as transformações, a morte das ilusões, chegam os questionamentos, a busca pelo autoconhecimento e chega a Luz.
No nosso processo, quando menos esperamos, de tanto almejar a cura, nos tornamos facilitadores dela.
Todos temos uma família de alma,
você os reconhecerá pela sintonia,
os encontrará quando estiver caminhando
no seu propósito de vida.
Sentirá que sempre estiveram ao seu lado,
não importará a distância física entre vocês.
Todo encontro é um reencontro.
Não me importo mais com o julgamento alheio.
Apenas me afasto e sigo em frente, pois aquele que julga o próximo já se afastou de Jesus e eu escolhi segui-lo.
Fluir é bem mais que acreditar, Fluir é mais que confiar, É se alinhar intimamente com a vida, Saber que o Universo te vê e que, Deus levará o que é preciso e trará sempre o que ressoar com você.
A cura é antes de mais nada uma mudança de atenção do externo em direção a nós mesmos, que permite que nos encontremos afinal.
