Espinho

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O Espinho que Sustenta o Luxo
William Contraponto


O lixo na cidade se acumula,
O luxo segue o mesmo caminho.
A bandeira de poucos trêmula,
Enquanto a maioria pisa espinho.


O grito da fome é contido,
abafado por telas brilhantes.
Um povo cansado e esquecido,
som perdido em ruas distantes.


As praças se tornam vitrines,
com passos de pressa e descaso.
Erguem-se muros e confins,
derruba-se o humano no atraso.


O poder se veste de ouro,
mas seus pés tropeçam na lama.
Promete futuro sonoro,
entrega cinza e mais trama.


Enquanto se erguem palácios,
ergue-se também a miséria.
Nos becos, os corpos cansados
carregam a dor que não cessa.


E o tempo que passa impassível
não limpa a ferida exposta.
A cidade, em ciclo terrível,
repete a mesma resposta.

Um espinho no pé só dói em você e ninguém vê, mas, a decisão de retirar o espinho e por fim ao seu sofrimento, somente cabe a você.

⁠Não há rosa sem espinho,
há rosa sem espinho, sim,
sem fim, enfim...
fim, fim, fim...

Flor sem espinho para os momentos de dor...

MADEIRO VERDE, PURA SEIVA DE VIDA.



Era Ele, o Rei coroado de espinho, era ele, quem conduzia à cruz no caminho.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
E o pecador, sou eu, e por meus pecados ele sofreu.
E na via dolorosa, ele caminha a conduzir sem reclamar a cruz que era minha.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
A natureza enfurecida, faz a terra tremer.
Esvaiu sua vida, a vida ha morrer.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.


Céus e terra se alinham para receber.
O Rei ressureto fez a morte morrer.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.


Cícero Marcos

"A mão que estende o amparo, por vezes, colhe o espinho; o favor de ontem vira o peso que o ingrato descarta no caminho."

Não vou possuir a rosa, se o espinho é quem me colhe.

EU VI


Eu vi
Do espinho da flor, a coroa do Rei salvador
Do orvalho da noite, a sede do mundo
Das chuvas dos céus, a lavar a alma
Da seiva da vida, ao sangue do meu sangue
Da cruz mais pesada, houve_se o perdão!
Do grande ódio do mal, ao amor, ao próximo!
Ao longo do caminho uma luz veio a brilhar
Pois me tornei imortal no espírito e na alma
Quando houve a escuridão
E na fé eu clamei seu nome...
Eu exaltarei a cruz
Meu salvador, é você jesus
Pai, filho e espírito santo
Trajando o manto eu venho ati
Seu nome eu clamarei senhor
A cruz mais pesada, foi você que carregou
Ao salvar o mundo dos pecados com seu amor!

O Espinho e flor.
Gosto das flores, mas também
dos espinhos.
Entendo que os espinhos,
são poesias nascidas nas(das) flores,
são formas vivas de se expressão.

⁠Por causa de um espinho condenamos as rosas, entenda que sempre haverá um processo que te levará onde você precisa estar.

"Quem me vê de fora julga o meu espinho, mas não sabe quantas mãos tentaram me arrancar antes de eu aprender a me proteger."

"Muitos veem o espinho na fala, mas poucos têm a coragem de enxergar a ferida aberta no peito de quem está apenas tentando dizer a verdade."

... Ai então você aprende que a flor é bela
mais não se deve tirar o espinho. Que problemas
existem mais sempre existe uma solução. Você
aprende que não adianta fugir do destino, ele sempre
da um jeitinho de se realizar...

feliz dia das Mães - A Nossa Guardiã


Mãezinha, que trilhou caminhos de espinho,
Com força de rocha e um toque de flor,
Não houve batalha que o seu carinho
Não transformasse em manto de amor.
Vi seus olhos brilharem com netos ao colo,
O mesmo afeto que nos criou, transbordou,
Sua história vive em cada passo, em cada solo,
Onde sua dedicação o futuro semeou.
Mas hoje, a missão ganha um novo sentido,
Somos nós, seus frutos, quem quer proteger,
Cuidar do seu riso, do seu peito, do seu ouvido,
Pois chegou nossa vez de zelar pelo seu ser
Guerreira incansável, nosso porto seguro,
Sua vida é o alicerce de nossa união,
Caminharemos ao seu lado, agora e no futuro,
Com a mesma entrega e a mesma devoção.
Você não precisa mais carregar o peso do mundo,
Pois agora o mundo somos nós ao seu redor,
Te amamos num laço profundo e fecundo,
Mãe, vovó, nossa luz maior.


--------- Eliana Angel Wolf

Ousada mesmo é a rosa que desafia a dor e mesmo entre tanto espinho com suavidade floresce.

A vida revela o caminho prontamente aos atentos;
aos vaidosos, só o mostra entre barulho e espinhos.

Rosa Rara
Rosa que a cada ano floresce em botão raro, rosado e delicado. Se o espinho é sua proteção, a pétala é sua sutil delicadeza. Memória viva de uma mulher linda e madura, de pele negra e cabelos longos, ondulados e grisalhos.
Mulher de força e determinação, que em seu tempo caminhava sempre à frente de seus próprios anseios. Viu a modernidade chegar em épocas de vestes elegantes e de cortejos sinceros, quando o lazer paulistano ainda navegava as águas do Rio Tietê.
Orgulhosa de sua cor, fez-se forte. Profissionalizou-se para que seus sonhos se concretizassem, ainda que a refeição fosse apenas pão, água ou sopa. Ergueu sua morada, tornando-a tão bela quanto planejou.
Mãos de fada para o artesanato, embora o dom doméstico não lhe fizesse falta — sua essência era outra. Viveu com plenitude até onde o corpo permitiu.
Vó Amélia, eu te amo.
Ass: Roseli Ribeiro

Até as flores tem espinho, nem tudo são flores e do meu jardim tenho que cuidar para poder flor-rir.

Raiz e Espinho
Nasci com a pele que carrega o sol dentro,
mas me ensinaram que o sol queima demais,
que eu era forte demais, que eu sentia de menos, que eu precisava ser muro antes de aprender a ser menina.
Ninguém me disse que eu podia chorar sem parecer fraca.
Ninguém me ensinou a receber colo sem primeiro merecer
Cresci achando que ternura era um luxo de outra raça, que amor suave era coisa que acontecia
do outro lado da calçada.
Me fizeram armadura antes de me deixar ser pele.
Sou mãe que levanta às cinco e dorme depois da meia-noite, que sabe o nome de cada professor do filho
e esqueceu o nome da própria vontade.

Sou filha que aprendeu a não perguntar muito,
porque a mãe também não sabia responder
também estava carregando pedra e chamando isso de destino.
Sou empresária que precisa provar duas vezes, sorrir quando questionam, vestir a armadura antes da reunião, e mesmo assim ouvir: "você chegou até aqui"
- como se fosse sorte.
Como se não fosse sangue.
Me chamam de forte
toda vez que não me permitem ser frágil.
Me chamam de rainha toda vez que precisam de algo que aguente.
Mas rainha também chora no banheiro.
Rainha também tem medo.
Rainha também queria, uma vez só, que alguém chegasse antes dela e dissesse: eu cuido disso.
O racismo não veio sempre gritando.
Veio no currículo sem resposta.
Veio no cabelo que "não era adequado".
Veio na surpresa do outro quando eu falei bem,
como se inteligência fosse exceção no meu corpo.
Veio na mão que segurou a bolsa, no elevador que preferiu esperar, no elogio que era ofensa disfarçada de gentileza.
E eu aprendi a engolir porque reagir custava mais do que eu podia pagar.
Mas há algo em mim que não foi ensinado - e por isso sobreviveu.
Uma memória no osso.
Uma canção que não tem letra mas que meu corpo sabe dançar.
A força que ninguém me deu porque nasceu comigo, dobrada nas mãos da minha avó, escondida na risada da minha mãe,plantada na teimosia das que vieram antes
e não pediram licença pra existir.
Eu não quero mais ser forte assim.
Quero ser forte como árvore - que tem raiz, que tem sombra, que também precisa de chuva e não tem vergonha de dobrar no vento.
Quero aprender o que não me ensinaram:
que meu descanso não é preguiça, que minha dor não é fraqueza, que eu posso ocupar espaço sem pedir desculpa por existir.
Sou preta.
Sou mãe, filha, empresária, sonho, cicatriz.
Sou tudo que tentaram diminuir e tudo que sobrou depois disso.
Sou o que resiste.
Sou o que floresce.
E estou aprendendo, finalmente que essas duas coisas podem morar no mesmo corpo.
No meu corpo...
No meu corpo.

As coisas tem preço, pessoas valem mais.
Cultive o amor e não seja espinho, seja flor.