Espinho
Espinho da ilusão
O amor é feito clarim sem enredo
Luzir de rosas por entre alvoradas
Jamais deve ser confundido como brinquedo
Nem ser objeto de qualquer desejo
O amor não é feito asa vazante
Quando se deleita em qualquer horizonte
Inda que o amado(a) esteja distante
O coração fica ali por todo instante
Ai do amor sem a cor da primavera
Desconhece o êxtase do encanto
Morre sozinho no espinho da ilusão
Mal sabe o caminho da quimera
Sob pétalas de lágrimas de canto
Vegeta sobre as sombras... sobras da escuridão !
ANDAR COM FÉ
Se há pedra no caminho
Cuidado para não topar
Se tem cacto de espinho
Calma pra não se furar
Mas não deixe de seguir
Pois você não vai ruir
Se com fé você andar
POEMA ELEITORAL GRATUITO
Decidir entre lágrima e carpido;
se melhor é a farpa, se o espinho,
ser exposto ao deboche ou ao escárnio
de quem hoje proclamo salvador...
É pedir a lesão, talvez o corte,
distinguir o gatuno do ladrão,
quem será meu algoz, quiçá verdugo,
pra depois enforcar a minha voz...
Optar por satã ou satanás,
pela víbora, a cobra ou a serpente;
dor de dente, quem sabe, dor de ouvido...
Escolher entre nódulo e tumor,
um derrame, acidente vascular,
flor atômica e Rosa de Hiroshima...
Por causa de um espinho condenamos as rosas, entenda que sempre haverá um processo que te levará onde você precisa estar.
... Ai então você aprende que a flor é bela
mais não se deve tirar o espinho. Que problemas
existem mais sempre existe uma solução. Você
aprende que não adianta fugir do destino, ele sempre
da um jeitinho de se realizar...
Há Outras Flores
Sempre haverá outra flor no caminho
Talvez até sem tanto espinho
Uma que não nos faça sangrar
E seja bálsamo para as dores suavizar.
Nem tudo foi como sonhamos
Ou mesmo segue do jeito que experimentamos
O que foi pode não mais retornar,
É provável que não volte a se manifestar.
Mas, vejamos: como ainda tem estrada
E quantas são as nossas possibilidades
De que a cada nova parada
Surjam flores das mais belas variedades.
Mesmo com as marcas do que foi passado
Seguirmos é o sentido para ter o coração curado
Sendo pelas pétalas que foram conquistadas
Ou pelas próprias, na jornada, acrisoladas.
William Contraponto
O Espinho que Sustenta o Luxo
William Contraponto
O lixo na cidade se acumula,
O luxo segue o mesmo caminho.
A bandeira de poucos trêmula,
Enquanto a maioria pisa espinho.
O grito da fome é contido,
abafado por telas brilhantes.
Um povo cansado e esquecido,
som perdido em ruas distantes.
As praças se tornam vitrines,
com passos de pressa e descaso.
Erguem-se muros e confins,
derruba-se o humano no atraso.
O poder se veste de ouro,
mas seus pés tropeçam na lama.
Promete futuro sonoro,
entrega cinza e mais trama.
Enquanto se erguem palácios,
ergue-se também a miséria.
Nos becos, os corpos cansados
carregam a dor que não cessa.
E o tempo que passa impassível
não limpa a ferida exposta.
A cidade, em ciclo terrível,
repete a mesma resposta.
Sou espinho solitário em um caminho de virtudes esperando chover para esfriar os sentimentos que me atormenta o coração.
seu sol radia sob a sua beleza e lhe faz reluzir a virtude que lhe faz sincera, o amor só me faz triste mais você é minha alegria... te amo.
Cada um oferece o sentimento que tens... Uns amores outros ódio...
Em um caminho de espinho vazio sem nada importante nasce uma florzinha, na qual ofereça a beleza e esperança para quem passa ao local...
Por tanto não se exime, mas compreenda as suas dificuldades para que tu faças honrado pelo que és e não pelo que tens;
Um espinho no pé só dói em você e ninguém vê, mas, a decisão de retirar o espinho e por fim ao seu sofrimento, somente cabe a você.
Ela mente com cuidado,
como quem planta espinho no lado ensolarado.
Afasta quem traz calor,
por medo de sentir amor.
Carrega um abismo sem fim,
cada mentira fecha mais um jardim.
Ama em segredo, destrói no olhar,
porque se entregar é arriscar se queimar.
No peito a verdade quer soar,
mas o medo insiste em comandar.
MADEIRO VERDE, PURA SEIVA DE VIDA.
Era Ele, o Rei coroado de espinho, era ele, quem conduzia à cruz no caminho.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
E o pecador, sou eu, e por meus pecados ele sofreu.
E na via dolorosa, ele caminha a conduzir sem reclamar a cruz que era minha.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
A natureza enfurecida, faz a terra tremer.
Esvaiu sua vida, a vida ha morrer.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Céus e terra se alinham para receber.
O Rei ressureto fez a morte morrer.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Cícero Marcos
No terrível espinho do pecado eu pisei, mas a verdade que nunca quis ver Deus me revelou. Onde fui temporal, agora sou oceano, onde fui fonte seca, hoje transbordo.
Meu passado foi um pedregal que feriu meus pés a cada passo. O terreno era árduo, coberto de espinhos e tropeços, e por vezes pensei em desistir. Mas hoje entendo, cada pedra teve um propósito. As dores que antes me faziam parar, agora me ensinam o valor do caminho. Nem todo sofrimento foi castigo, alguns foram lições disfarçadas de quedas, preparando-me para o chão firme que piso hoje.
"A mão que estende o amparo, por vezes, colhe o espinho; o favor de ontem vira o peso que o ingrato descarta no caminho."
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