Escrito na Areia

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Castelos Feitos De Areia

Você pode ouvir o grito dela rua abaixo: "Você é uma desgraça"
A maneira como ela bate a porta na cara embriagada dele
E agora ele fica do lado de fora e todos os vizinhos começam a fofocar e gracejar

Ele chora "Oh garota, você deve estar louca
O que aconteceu com o doce amor que você me tinha?"
Conta a porta ele se inclina e inicia uma cena
E suas lágrimas caem e queimam o jardim verde

E então os castelos feitos de areia desmancham no mar, afinal

Um pequeno e bravo índio antes de seus dez anos, jogou o pecador jogo da guerra
Os bosques com seus amigos índios, e ele construiu um sonho onde ele
Cresceria, ele seria um destemido guerreiro cacique

Muitas luas passaram e o sonho ficou mais forte, até o amanhã
Ele seria o cantor em sua primeira canção de guerra
E lutou a sua primeira batalha, mas algo deu errado
Um ataque surpresa o matou em seu sono naquela noite

E então os castelos feitos de areia desmancham no mar, afinal

Havia uma jovem garota, cujo coração estava uma carranca
Pois ela estava aleijada, e não podia falar um som sequer
E ela desejou, e rezou, ela não pararia de viver, então ela decidiu morrer
Ela dir

Pensava que era de rocha, mas se desfez como castelo de areia depois de uma onda.

Escrevi

Escrevi seu nome na areia
Porém a onda levou
Escrevi seu nome na arvore
Porém o fogo queimou
Escrevi seu nome no meu pensamento
Porém o tempo levou
Escrevi seu nome no meu coração
Porém ate hoje ficou

"" No fundo do poço tem a areia que é fundamental para ajudar a purificar a água...

Sou filho das ciências humanas,
onde nada é exato,
e toda medida escorre pelas frestas
como areia entre os dedos da razão.


O mundo se debate em engrenagens quebradas,
ajustes precisos que rangem
num relógio sem ponteiros.
A sociedade, rio inquieto,
segue para o mar de juízos incertos,
carregando pedras e flores,
certo e errado dissolvidos na correnteza.


Em vão raciocino,
e meus pensamentos são espelhos trincados
onde me reconheço em pedaços.
A dúvida me abraça como sombra fiel,
e descubro, tarde demais,
que mudar o mundo exige mais que palavras:
é preciso derramar o próprio sangue,
com a coragem de quem se oferece ao abismo
sem segurança ou receio.


Sou, então, um pequeno colecionador de incertezas,
um viajante que guarda tempestades e sonhos em frascos de cinzas.
E, ainda assim, caminho
porque sei que a beleza do humano
é nunca se encaixar por inteiro,
mas viver sempre na poesia do inacabado.

Você é o último grão de areia em minha ampulheta. E, ao invés de vê-lo escoar para o tempo que se esvai, eu o sopro para a imensidão do céu, para que ele se torne uma estrela. Eu sou a terra fértil onde a semente de sua vida brota, e mesmo que meu solo se esgote para te fazer crescer, eu o faço de bom grado, pois a luz do seu amanhecer é o futuro de um novo jardim.

Trono de areia


Dizem que um homem ergueu torres de vento,
coroou-se com ouro que cega o próprio sol,
e acreditou que as marés lhe obedeciam
como cães adestrados na praia.


Ele marcha sobre desertos férteis,
semeando cinzas como se fossem trigo,
e chama isso de vitória.
Enquanto isso, os rios sussurram em segredo:
“a água não bebe mentira,
a justiça sempre chega até o mar.”


O céu, paciente, ri em trovões contidos,
porque sabe que nenhuma coroa de barro
sobrevive ao sopro que molda tempestades.


Ele, vaidoso, conversa com seu reflexo,
e o espelho, cansado, quebra-se em silêncio.
As estrelas, de tão antigas,
olham para sua altivez como se fosse brinquedo
de criança distraída.


Pois quem pensa mover o mundo
com os punhos fechados,
acaba esmagado pela própria sombra.


E no tribunal secreto das montanhas,
onde a neve é juíza e o tempo é escriba,
ficará registrado:
nenhum homem jamais dançou acima da Verdade,
pois a Criação não se curva
a quem acredita ser maior que o Criador.

Uma coisa que eu aprendi.
O que é uma montanha hoje, amanhã é um grão de areia... Depende da distancia de onde querem enxergar.

Deus não constrói promessas sobre areia.
Se o processo é demorado, é porque os alicerces estão sendo feitos para durar.
O que vem d’Ele não desmorona, não se perde, não se apaga.
Espere firme — o que está chegando é sólido como a rocha.

O homem que constrói sobre areia teme a chuva; o que confia na Rocha descansa até na tempestade.

O tempo se renova em detrimento do homem — que, se eterno fosse, teria afanado a areia da ampulheta para forrar com ela a caixa de fezes de seu gato pançudo.

Na ampulheta da vida
Tento recuperar o tempo perdido,
que escapou das minhas mãos
como areia levada pelo vento,
sem que eu percebesse.
E quando me dei conta,
já era tarde demais.

A vida, como descreves, é fugaz escorre entre os dedos como areia fina. Nada permanece. Nem os dias bons, nem os maus. A única certeza é a passagem do tempo, esse rio que corre sem cessar.

​O tempo, em seu relógio mudo, conta os grãos de areia
Que escorrem lentos entre o agora e o tempo que virá.
Há um vazio, um lugar que a tua ausência semeia,
Uma dor antiga que insiste em nunca se findar.
​Somos metades de um cristal quebrado ao meio,
Fragmentos que a vida, cruel, ousou separar.
Em meu peito, a saudade é o único anseio,
O fardo pesado de ter que sempre esperar.
​Te sinto na névoa fria que a noite traz,
No suspiro silente que o vento leva de mim.
A alma, essa prisioneira que não encontra a paz,
Caminha em círculos num jardim sem florir.
​A promessa de união jaz num futuro distante,
Uma estrela que brilha, mas mal se pode enxergar.
E este amor, tão puro, mas tão lacerante,
É a melodia triste que só sabe chorar

Tirou os chinelos.
Sentiu a areia.
Admirou o mar.
Abriu um sorriso.
E se sentiu em casa.

A vida é que nem brincadeira na areia da praia, a gente tem que tomar todo cuidado para a onda não derrubar o seu castelo.

Quem mora no deserto é areia. Você anda sobre ela.

O sol da praia durante o dia é maravilhoso, mas já sentou na areia da praia em uma noite de lua cheia?

Só quem abandona o trono de areia descobre que a verdadeira grandeza não está em ser servido, mas em servir, não está em negar o outro, mas em se tornar ponte, rio, abraço.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Eu sou dois países,
um deles feito de areia e silêncio.
O vento me atravessa como lembrança,
e cada grão que toca minha pele
me conta uma história que eu já vivi
sem saber.

Não sonho com as Arábias —
eu sou o sonho delas.
Sou o deserto que caminha,
a miragem que sente,
a memória que dança entre dunas.

E quando fecho os olhos,
não viajo —
eu retorno.