Escola Poema de Rubem Alves
Existem acontecimentos que não combinam com as palavras. Foram feitos para o silêncio, porque não podem ser tocados na sua inteireza. Qualquer descrição seria uma forma de empobrecimento.
"Até que a morte nos separe." Antigamente era mais fácil dizer isso. Havia mais disposição para ver o tempo passar, menos pressa, porque as distâncias eram maiores. Quanto menor a distância, maior é a pressa e a ansiedade de chegar.
A experiência normativa do processo: depois da tristeza, a alegria. Não a manifestação eufórica, irreal, mas a serena alegria, aquela que, antes de ser externada, nós construímos no silêncio do coração.
Organizar o luto talvez seja isso: recolher o que da vida restou. E como é belo recolher o amor e suas respectivas saudades. É uma forma de afirmar que a vida não foi em vão. Não foi uma experiência que passou pelos vãos dos dedos, mas registrou-se nas cordas do coração.
Meu caro, há uma diferença fundamental entre a Filosofia e a Jardinagem que vale a pena ressaltar. A Filosofia é o lugar da complexidade. A Jardinagem é o lugar da simplicidade. São territórios muito distintos. A Filosofia é o campo das perguntas e respostas. O jardim é o campo onde a vida prevalece misteriosa, mas ao mesmo tempo totalmente revelada. Por mais instigante que seja o contexto da complexidade filosófica, vez em quando a gente se cansa dele. O jardim é o lugar da contemplação, e a contemplação não é outra coisa senão o descanso do pensamento.
A palavra é uma forma de benção. As flores também. Flores são palavras. De Deus.
Temos que dar lugar a outra forma de vida resistente ao sol; afinal, o ser humano é adaptável, acharemos outro lugar!
Você é a minha escolha. E eu nunca acertei tanto como quando eu disse “sim”. E eu nunca quis tanto continuar dizendo “sim” todos os dias, para a mesma pessoa, o resto da minha vida.
Viver sem pensar, refletir, checar... Cuidado! Pode ser muito perigoso, pois nos deixa a mercê do que ouvimos, vemos, sentimos, lemos, etc.
A religiosidade oprime e limita a mente e o coração, enquanto a espiritualidade liberta, expande e cura a alma.
A religião é humana; a espiritualidade divina.
A religiosidade oprime, limita a mente e o coração... enquanto a espiritualidade liberta, expande... e cura a alma.
São tantas as críticas a pastores e até mesmo a padres, algumas até plausíveis, outras, nem tanto; e fico a pensar... se o Deus-Criador fosse usar somente os "santos" para levar a salvação ao ser humano, sairia o Evangelho do papel?
Coragem, resiliência, compaixão e contentamento... atributos indispensáveis para se alcançar aquela que é, talvez, a maior das aspirações humanas - a felicidade.
Sem política, fica difícil a pacificação.
No entanto, a política, não deve ser obstáculo para a punição, notadamente, dos transgressores de "colarinho branco".
