Escola Poema de Rubem Alves
A miséria não é da natureza. Os animais, como regra, são solidários entre si. Por que os homens admitem a pobreza extrema, a morte de crianças por inanição, criaturas a revirar lixeiras para continuarem a respirar mais um dia na vida? É certo que não há falta de comida: há ausência de amor.
Por que admitimos a pobreza extrema, a morte de crianças por inanição e a humilhação de adultos a comer alimentos putrefatos? Como conseguimos sentar à mesa e, depois, dormir com serenidade deixando para trás, como se fossem nada, esses irmãos em súplica?
Cuide-se, priorize-se, mas nunca deixe a empatia de lado, pois ela é primordial. Alçando ambas, você se sentirá mais realizada e em paz consigo mesmo.
O direito é uma ciência humana e, portanto, somente será útil se servir às pessoas com dignidade e justiça. Quando os tribunais humilham os pobres e acarinham os ricos, não praticam ciência e não têm serventia para os cidadãos e para a humanidade.
O Brasil contribui em 2018 com 54 milhões de pessoas na miséria. No mundo, são 750 milhões, Como pobres, outra classificação, são tantos milhões iguais. A causa dessa catástrofe humanitária é a relação direta com a corrupção e a decadência da democracia.
Quem vive por emoção torna-se ignorante.
Quem vive na racionalidade vira um arrogante. Quem vive pelo instinto se faz um animal. Mas, quem compreende um pouco dos três e apenas vive, é humano.
A pior escravidão é a da mente. De forma sorrateira, retiram a tua liberdade de pensar e te põem a repetir asneiras como se fossem verdades.
O costume de manipular pessoas, convencer eleitores com mentiras, distorcer estatísticas e conquistar mandatos e cargos a qualquer custo é uma fórmula que os ventos da democracia ainda não conseguiram enterrar nos buracos da história.
Pessoas honradas, constrangidas pelo lamaçal de tramoias, recolhem-se aos seus credos sem oferecer contributo à política nacional; não querem a mínima proximidade com os hábitos rasteiros, com o universo das intrigas, com as ofensas gratuitas saídas do regurgitar de impostores.
Não deixe que nada e ninguém diga que você é incapaz de alcançar seus objetivos, só cabe a si próprio almejar algo e conquistá-lo. Todos nós sabemos até onde chegam nossos limites e acredite, eles são infinitos!
Os ambientes palacianos em Brasília organizam-se dentro de uma singular hierarquia de leis. No ponto mais elevado da escala estão os manuais de marketing; depois a lei do melhor proveito, seguindo-se a lei da imprevisibilidade e a lei do contrassenso.
Duas diretrizes devem se impor em um ambiente de administração pública responsável: planejamento e austeridade.
Há um histórico desinteresse oficial pela formação das inteligências do porvir. Consciente ou inconscientemente, as oligarquias que se repetem no poder preferem conservar uma parcela do povo na escuridão do desconhecimento.
Em todos os governos há um labirinto de programas e projetos que, de um lado, dificultam o controle e, de outro, facilitam a infiltração do crime organizado.
Os comerciantes, vítimas de corriqueiros assaltos, estão a mudar a expectativa do balanço anual. O lucro não é fechar o ano com saldo em conta bancária. O lucro é chegar ao fim do ano vivo.
O ser humano possui uma mania de expressar aquilo que sente como se o outro sentisse aquilo que ele expressa. Tornando assim sua necessidade alheia.
