Escola Poema de Rubem Alves
A Medicina é a arte de traduzir o silêncio da dor em ciência, e a fragilidade da vida em força para lutar mais um dia.
Ser médico não é ser o dono da vida, mas o guardião da esperança quando o relógio insiste em correr contra.
Um médico medíocre trata sintomas; um médico real confronta a morte e negocia com ela cada segundo de vida adicional
A Medicina é o ato de rebeldia mais puro: é o homem desafiando as leis da natureza para manter acesa uma chama que o destino já soprava para apagar.
Na paliatividade, o tempo não é medido em dias, mas em profundidade. Se não podemos adicionar tempo à vida, adicionamos vida ao tempo que resta.
A cura é um evento; o cuidado é um processo. O paliativista é o médico que não vira as costas quando a ciência atinge o seu limite, mas que caminha ao lado do paciente quando a estrada escurece.
Não aceite um amor que te pede para diminuir o seu brilho para que o outro não se sinta na sombra. O amor verdadeiro é combustível, nunca extintor.
Não confunda amor com posse. A posse quer a flor no vaso para enfeitar a casa; o amor quer a flor na terra, mesmo que o jardim seja longe da sua janela.
O oposto do amor não é o ódio, é a indiferença. O ódio ainda reconhece a existência do outro; a indiferença é o verdadeiro cemitério dos afetos.
A vida não avisa quando muda; ela simplesmente vira a página e espera que você aprenda a ler de novo.
Meu pai me ofereceu duas ferramentas e um destino em silêncio: a caneta, para quem carrega o peso do pensar; a enxada, para quem sente o peso da terra no corpo.
Sempre gostei de coisas diferentes. A diferença sempre foi chave mestre para meu sucesso. Antes de reconhecer que era mesmo diferente, julgado, fui pisoteado e com os sentimentos quebrados e despedaçados. Hoje, com a volta e a roda virada, ela roda em torno de mim a meu comando e como eu desejo, rápido ou devagar, calmo ou intenso mas sempre certeiro e definitivo.
Então as coisas mudaram de forma e assim como as estações mudam, p verão é quente assim como o desejo e o inverno é frio como a decepção. Mas, a primavera a alegria e o outono, o descanso em comunhão.
Sinto tanta falta dela... Há coisas que não conseguimos fazer à milhas de distância... Nem mesmo por um fio de telefone... Tão pouco por um sinal de celular... Não podemos ver, só imaginar... Não conseguimos confortar ou lágrimas enxugar... E só ouvir, nem sempre irá ajudar... Quando o silêncio chega, pesado fica o ar e se esconder, não irá resolver... Apenas saiba que irei sempre amar você.
