Erasmo de Rotterdam Elogio a Loucura

Cerca de 125095 frases e pensamentos: Erasmo de Rotterdam Elogio a Loucura

"Sempre pensei que a única vez em que você se torna realmente uma pessoa adulta é quando finalmente perdoa seus pais por serem tão imperfeitos quanto todas as outras pessoas... E, logo em seguida, reconhece que, dentro de suas limitações, eles fizeram o melhor que podiam."

Inserida por MariaRivedo

⁠"Hoje, sou silêncio
Vento frio
incompreensão".

🎼

Inserida por AllamTorvic

⁠É preciso sair do amor com a mesma força que se entra.

Berlim e a Dama com Arminho (série)
1ª temporada, episódio 1.
Inserida por pensador

⁠Há poucas coisas tão tristes quanto sentir que sua história de amor está morrendo pouco a pouco.

Berlim e a Dama com Arminho (série)
1ª temporada, episódio 1.
Inserida por pensador

⁠A felicidade pertence a quem ama.

Berlim e a Dama com Arminho (série)
1ª temporada, episódio 8.
Inserida por pensador

⁠Não sabíamos quanta dor um final feliz pode conter.

Berlim e a Dama com Arminho (série)
1ª temporada, episódio 8.
Inserida por pensador

⁠Não se ache o centro do mundo. Estamos onde escolhemos estar.

Berlim e a Dama com Arminho (série)
1ª temporada, episódio 8.
Inserida por pensador

Henrry todos somos iguais, se você tem a capacidade de amar, também terá a capacidade de odiar. Se você tem a capacidade de odiar, também terá a capacidade de matar. A unica diferença entre cada um são seus própios objetivos.

Inserida por nicollaslee

⁠" Viva a vida com um pouco de tempero "

Inserida por RubensViannaFilho

Creio que preciso deixar o Rio fluir de dentro, e só tem uma forma !
Eu sou a resposta.
Seja a resposta !
Há uma expectativa na criação pela manifestação dos Filhos de Deus
"CRESÇA E APAREÇA" eles te esperam!

Inserida por FernandoF2

⁠O que posso fazer
para você acreditar novamente
naquele Amor que sentia?
T_T

É tô acreditando :)

:D

Inserida por maria_bomfim

NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por: Marco Arawak


A Terra não é cenário.
É o chão de tudo o que acontece.
Antes de qualquer pensamento,
há algo que sustenta.
Antes de qualquer palavra,
há aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começa em mim.
Meu corpo é feito de coisas antigas:
água que já foi nuvem,
pó que já foi estrela,
calor que atravessou outras formas.
Sou um encontro breve
de elementos que existiam antes do meu nome.
Não sou origem.
Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha.
Ela simplesmente existe.
E enquanto suas condições permanecem,
eu também permaneço.
O chão não me sustenta por cuidado.
Ele sustenta porque é chão.
Se falha, eu caio.
Sem intenção.
Sem julgamento.
A água não me protege.
Ela corre.
Se está limpa, me nutre.
Se está ferida, atravessa meu corpo ferido.
O ar não se oferece.
Ele está.
E quando falta,
não há filosofia:
há silêncio.
Nada na natureza me explica o sentido da vida.
Mas tudo nela a torna possível.
Não vivo em um mundo que me reflete.
Vivo em um mundo que me antecede
e continuará depois de mim.
Minha história não é centro.
É passagem.
Sou um instante dentro de algo maior,
um acontecimento breve
num ritmo que não pede significado.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração é um acordo invisível
com o que me cerca.
Cada passo é uma confiança no chão.
Cada dia é um empréstimo de equilíbrio.
Nada em mim é garantido.
A Terra não é boa nem má.
Ela não cuida,
não pune.
Ela simplesmente segue.
Mas eu sinto.
Eu temo.
Eu escolho.
E é nesse ponto que algo muda.
A vida não é protegida.
Ela acontece enquanto pode.
Mas dentro dessa fragilidade,
nós nos movemos,
amamos,
construímos,
lembramos.
Sou forma por um tempo.
E toda forma, um dia, se desfaz.
Nada desaparece de verdade —
apenas muda de lugar, de estado, de nome.
Quando algo termina,
outra coisa começa.
O planeta não perde.
Ele se transforma.
Eu, sim, posso desaparecer.
Por isso, existir não é um direito natural.
É uma condição frágil.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
Mas o modo como vivo dentro dele
não é neutro.
Tudo o que faço
— usar, gastar, descartar, modificar —
retorna de algum modo.
Nada realmente vai embora.
Tudo permanece, de outra forma.
O que jogo fora
continua existindo em algum lugar.
O que fere a Terra
volta, cedo ou tarde, ao corpo.
A natureza do planeta não pede admiração.
Mas pede limite.
Não pede discursos.
Pede cuidado.
Não quer que eu me veja nela.
Quer que eu compreenda
o peso de estar aqui.
Não sou a voz do mundo.
Sou um de seus muitos gestos.
Talvez isso seja o mais profundo:
não habito algo que me pertence.
Habito algo ao qual pertenço.
Sou feito da mesma matéria
que rios, montanhas e ventos,
mas organizado de modo frágil,
breve, reversível.
Não carrego a Terra dentro de mim.
Dependo dela em tudo.
Se ela sustenta,
eu existo.
Se ela se rompe,
não há pensamento que me salve.
Não é metáfora.
É condição.
A natureza do meu planeta
não é ideia, nem símbolo, nem consolo.
É a base silenciosa
sobre a qual a vida se arrisca.
Compreender isso
não me eleva.
Me responsabiliza.
Porque não estou aqui para dominar o mundo,
mas para não quebrar
o que me permite estar.
Não sou o sentido da Terra.
Sou apenas algo que acontece nela.
Mas enquanto aconteço,
posso escolher
não ser ruína.
E isso, talvez,
seja o que nos torna humanos.

Inserida por marco_antonio_arawak

ENTRE O ENCANTO E O DESGOSTO


Por: Marco Arawak




No mar profundo, onde o mundo parece dançar sobre as águas, há mistérios que nenhuma palavra consegue alcançar. As ondas se desfazem e retornam, como pensamentos que insistem em voltar. Há dias em que tudo parece distante, fosco, sem cor; dias em que o desgosto chega sem pedir passagem e transforma até aquilo que era familiar em paisagem estranha.


As sombras machucam não porque tenham mãos, mas porque às vezes carregamos dentro de nós aquilo que ainda não conseguimos compreender. Há olhares que pesam, silêncios que dizem mais que palavras e lembranças que permanecem mesmo quando já não queremos recebê-las.


Então uma brisa atravessa a copa das árvores.


É quase nada.


Mas basta.


O vento movimenta as folhas, leva alguns segredos e devolve outros. Talvez a vida seja assim: uma sucessão de coisas que chegam, permanecem por algum tempo e depois seguem adiante, deixando em nós marcas que nem sempre sabemos nomear.


A alma também possui suas marés.


Há momentos em que transborda e outros em que recua para lugares silenciosos. Chora sem testemunhas, questiona antigas crenças, enfrenta censuras, medos e incêndios que ninguém vê. E, no fundo dessas inquietações, o coração continua procurando um caminho.


Porque há paixões que começam como promessa e terminam como ferida.


Há sonhos que se desfazem justamente quando acreditávamos tocá-los.


Há amores que deixam de ser abrigo e passam a doer.


Mas nem toda perda é o fim de alguma coisa.


Às vezes, é o espaço necessário para que outra forma de vida encontre lugar.


O amanhecer não pergunta o que aconteceu durante a noite. Simplesmente chega. A luz toca lentamente aquilo que estava escondido e devolve contorno às coisas. O que parecia perdido ganha outra perspectiva. O que parecia definitivo revela-se apenas uma passagem.


É nesse instante que a poesia começa a fazer aquilo que a memória nem sempre consegue.


Ela transforma.


Não apaga a dor, mas muda sua linguagem.


Não nega o desgosto, mas impede que ele seja a última palavra.


O amor pode ter sido ferido e ainda assim continuar sendo amor. A confiança pode ter sido abalada e ainda assim reconstruída. O coração pode carregar cicatrizes sem precisar transformá-las em morada.


A vida segue como um caminho que não revela toda a paisagem de uma vez. Caminhamos entre certezas e dúvidas, entre encontros e despedidas, entre aquilo que desejávamos e aquilo que aprendemos a aceitar.


Às vezes caminhamos sozinhos.


Mas estar sozinho não significa estar vazio.


Há dentro de nós um lugar onde alguma coisa permanece acesa, mesmo quando tudo parece silencioso. Não é certeza. Não é promessa. É apenas a possibilidade de continuar.


Um fio.


Um movimento.


Um passo depois do outro.


No céu vasto, o azul parece infinito. O sol atravessa as sombras e lembra que nenhuma noite possui o poder de apagar definitivamente a possibilidade de um novo dia.


Até a tristeza, quando atravessada com consciência, pode perder sua força.


Ela pode continuar existindo, mas já não governa.


O desgosto deixa de ser destino e transforma-se em passagem. O que antes parecia apenas ferida pode tornar-se consciência. O que doeu pode ensinar sem precisar permanecer doendo para sempre.


É assim que sigo.


Não porque tenha deixado de sentir medo, mas porque aprendi que coragem não é caminhar sem medo. É continuar mesmo quando o caminho ainda não está completamente iluminado.


Verso após verso, reúno aquilo que a vida espalhou.


Memórias.


Desejos.


Perdas.


Afetos.


Silêncios.


E, com tudo isso, construo não um universo perfeito, mas um universo possível: aquele em que a tristeza pode existir sem destruir a alegria, em que o pranto pode dividir espaço com o sorriso e em que a dor não precisa apagar o encanto.


Talvez seja esse o segredo da poesia.


Ela não promete que a vida será leve.


Promete apenas que podemos olhar novamente para aquilo que nos feriu e encontrar outro significado.


O que ontem parecia fim pode amanhã revelar uma passagem.


O que parecia vazio pode guardar sementes.


O que parecia desgosto pode, com o tempo, ensinar novamente o gosto da vida.


E a alma, depois de atravessar suas próprias tempestades, talvez não volte a ser a mesma.


Talvez volte mais consciente.


Mais silenciosa.


Mais inteira.


Porque a primavera não nasce negando o inverno.


Ela nasce depois dele.


E quando finalmente chega, não precisa explicar por que demorou.


Apenas floresce.

Inserida por marco_antonio_arawak

O amor é terrível! Queria que existisse uma cura mágica.

⁠Se eu disser que não sofri, eu vou estar mentindo. Doeu, doeu muito, de uma forma absurda. Meu mundo inteiro desabou e eu nem conseguia sentir meu coração batendo embaixo dos destroços. Eu parei de lutar contra a dor, porque eu entendi que tinha que passar por todos os estágios dela para poder me curar. Deixei doer, como nunca havia doído. Deixei sangrar e escorrer dentro da minha alma. E por fim, deixei cicatrizar sem ficar tirando a casquinha da ferida. Foi um doloroso processo, mas eu consegui salvar o meu coração. E hoje em dia eu não aceito menos do que ele merece e ele merece a imensidão de um amor recíproco.

⁠A solidão não é algo bom, pesa o peito e dói na alma.

"Problemas a serem sanados com urgência, serão sanados agora. Os milagres necessitarão de mais tempo."

Iludir as pessoas é uma inata capacidade dos iludidos... Não carece hereditariedade sanguínea, mas absurdamente, absolutamente, alguma hereditariedade moral....

⁠"Despertar é sentir cada vez mais os espinhos da consciência"