Erasmo de Rotterdam Elogio a Loucura

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Morrer em vez de trair seus amigos, como teríamos feito por você.

Georgette: A vida é bela, apesar de tudo.

É relaxante, confortável, saber que quem amamos está dormindo na sua cama, onde nada pode magoar.

Temo o homem de um livro só.

Quando algo nos faz falta precisamos preencher esse vazio. Só que, quando o que nos faz falta é o amor, não há nada que verdadeiramente seja suficiente.

Lições de Motim
DONA COTINHA: Viver sozinho vicia. Chega uma hora que gente incomoda. Dá uma espécie de gastura, e é essa gastura o primeiro passo para a solidão. É claro, só gosta de solidão quem nasceu pra ser solitário. Só o solitário gosta de solidão. Quem vive só e não gosta de solidão não é um solitário, é só um desacompanhado. Solidão é vocação, besta de quem pensa que é sina. Por isso, tem que ser valorizada. E não é qualquer um que pode ser solitário não. É preciso ter competência pra isso. Pra viver bem com a solidão temos de ser proprietários dela e não inquilinos. Quem é inquilino da solidão, não passa de um abandonado. Não é que eu não goste de gente, eu não suporto é ser usuário, o que é bem diferente. Minha solidão tem um nome: renúncia. Eu renunciei ao gênero humano. É simples e só. Perdi a crença nas pessoas. O certo é que eu sou um descreste de gente, só isso. Tirei as pessoas da minha vida, como tirei o açúcar de minha diabete. Minha solidão é medicinal.

Ao ser criticado, não se preocupe, pois os pontos que os outros criticam podem ser os trunfos que fazem você se destacar na multidão.

Tome os meus desejos como realidade,porque eu acredito na realidade dos meus desejos.

Diante de Compromissos


Quando assumas um compromisso honra-o com a tua presença.

Antes de aceitares qualquer incumbência, medita a respeito, a fim de que não te situes numa posição desagradável.

Sucedendo algum impedimento à tua comparência ou desincumbência da tarefa, comunica-o com antecipação, de modo a não prejudicares quem te aguarda, ou aquele que confia na tua palavra.

Sejam de pequena monto ou alta responsabilidade, desincumbe-te de todos os deveres que assumires.

Soneto de Intimidade

Nas tardes de fazenda há muito azul demais.
Eu saio às vezes, sigo pelo pasto, agora
Mastigando um capim, o peito nu de fora
No pijama irreal de há três anos atrás.

Desço o rio no vau dos pequenos canais
Para ir beber na fonte a água fria e sonora
E se encontro no mato o rubro de uma amora
Vou cuspindo-lhe o sangue em torno dos currais.

Fico ali respirando o cheiro bom do estrume
Entre as vacas e os bois que me olham sem ciúme
E quando por acaso uma mijada ferve

Seguida de um olhar não sem malícia e verve
Nós todos, animais, sem comoção nenhuma
Mijamos em comum numa festa de espuma.

Vinicius de Moraes
Antologia poética

Nao devemos nos curvas das adversidades, elas existem para que possamos enfrenta-las de cabeça erguida.

E você nem legume é, porque até as alcachofras tem coração.

Ninguém é perfeito para sempre.

A curiosidade é uma virtude de pessoas inteligentes.

Cada um de nós precisa encontrar a própria inspiração. Nem sempre é fácil.

E por mais que meus olhos alcance as estrelas, jamais alcançaram o brilho intenso dos teus olhos, e por mais que o calor dos meus braços alcance o calor de um belo pôr do sol, jamais alcançaram o calor de seus braços acolhedores, e por mais que meus beijos alcancem a doçura do mais puro mel, jamais alcançará o doce néctar de seus beijos doces, e por mais que o amor que exista em meu coração alcance a raiz da minha alma, jamais alcançará o amor eterno que um dia existirá em seu coração...

"Esta é minha ultima vontade em testamento. Não tenho muito pra deixar, algumas posses e pouco dinheiro. Vou deixar esse mundo da mesma maneira que cheguei, só e sem nada. Tudo que tenho é minha história e estou escrevendo enquanto me lembro. O meu nome é Benjamin, Benjamin Button."

Olhamos para um bebê e é tão puro, tão livre e tão limpo. Os adultos são essa confusão de tristezas e fobias.

O umbigo é uma cicatriz profunda da nossa primeira separação.

(...) Lembrei-me daquelas mãos quentes, delicadas e atentas, inclinadas sobre as minhas mãos. Do toque daquela pele. Aquele toque tão agradável e demorado sobre mim.
Sempre que me toca é como se todos os meus sentidos ficassem embriagados. E lá estou eu envolvida numa espécie de volúpia e luxúria. E lá estou eu com o ritmo cardíaco em aceleração constante.
Voltei a lembrar-me, desta vez das minhas mãos em estado de desejo absoluto em busca do contacto com aquela pele. A exuberância ansiosa e impaciente que sustentam todos os nossos momentos. A urgência excessiva de nos sentirmos, sem pensarmos em absolutamente mais nada.
Um corpo de encontro ao meu, destilado, consumido, arrebatado, a querer-me toda, tudo de mim…consumir-me toda.
Não me lembrei só hoje. Mas hoje foi diferente. Este silêncio tão único imobilizou-me, mas não me assombrou, muito pelo contrário…na verdade fez-me bem fechar os olhos e voltar a sentir os sentidos como que embriagados. (...)