Epígrafes de Plano de Negócio

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Pouco deu certo desde que resolveram me
colocar neste tempo. Não sou hipócrita, conquistei e realizei, mas a sensação de pertencimento é nula. Tudo me parece incompleto, como se eu estivesse vivendo uma vida que, fundamentalmente, não
me pertence.

O coração humano é um campo de batalha onde cada lembrança tenta reivindicar um território. Algumas constroem templos, outras cavam tumbas. E entre fé e desespero, vamos tentando existir nesse terreno instável. Mas é no caos que aprendemos o valor de cada pequeno gesto de paz.

Conquistar é beijar o próprio espinho, aceitar o corte e seguir com a mão ainda aberta.

Minhas palavras de alerta caíram como gotas de chuva silenciosas, incapazes de alcançar aqueles que eu tentava ensinar.

Conquistar é aceitar o labor miúdo dos dias com ternura firme nas mãos.

Cada conquista é um retrato pendurado no peito para lembrar como foi possível levantar.

O corpo tem memória de batalhas que a mente quer esquecer. Há dias em que ele se recusa a colaborar, cobra presença no presente. Quando obedece, eu celebro em silêncio, quando nega, aprendo a negociar, ofereço chá, música, paciência, pequenos tratados de trégua.

Quando me olho no espelho, o reflexo traz um mapa antigo. Marcas de batalhas que ninguém viu, trilhas sem sinal. Ainda assim, há um brilho tímido como vela em igreja pequena. A esperança é um resto de luz que insiste em ser farol. Sento-me e soube que, ao menos, sei esperar.

Às vezes me parece que nasci com um relógio adiantado. Eu corro para alcançar momentos
que já se foram. O que me resta é aprender a
dançar com o tempo errado. Há ritmo mesmo
na descompassada respiração. E a dança, por
mais torta, me mantém em pé.

Quando a noite se senta ao meu lado, não falo. Ouço-a dizer o que minhas palavras não alcançam. Ela traz histórias de quem caminhou antes de mim. E entre as histórias, encontro uma trilha de volta. Sigo os passos, mesmo sem saber o destino.

Quando a saudade alcança, não nos dá esperança, só dá pancada, vem sem aviso, acerta o peito, desorganiza o fôlego e nos lembra, com brutal delicadeza, que houve amor onde hoje só mora o vazio.

Existe uma exaustão que o sono não cura, ela reside onde os remédios não alcançam e onde só a ponta da caneta consegue tocar.

Minhas cicatrizes criaram relevos na minha alma, elas limitam meu alcance, mas definem a singularidade da minha jornada.

O sono, para mim, é apenas um campo de batalha onde os monstros do dia trocam de roupa para continuar o cerco sob o véu da noite.

Escrever é o meu jeito de dizer ao tempo que, embora ele esteja vencendo a batalha contra o meu corpo, minha voz ainda ecoa nos vãos das horas. Cada palavra é um prego que martelo na parede do esquecimento, tentando segurar o retrato de uma alegria que já não reconheço.

​Por trás de cada olhar frio ou de cada silêncio absoluto, existe uma batalha invisível que o mundo não viu acontecer.

Existem silêncios tão densos que parecem conter orações interrompidas antes mesmo de alcançarem o céu.

Existem batalhas que só Deus conhece por completo.

Sou feito de memórias que não passaram, de orações que ninguém ouviu e de batalhas que quase ninguém viu. Talvez por isso minhas palavras carreguem o peso sereno de quem aprendeu a transformar

Mesmo que a guerra seja inútil, a batalha é satisfatória