Epígrafe

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O amor é a coragem de continuar acreditando.

O coração calejado ainda acredita, mas com mais calma e aexperiência amarga do coração o torna mais cuidadoso, acreditar agora é um gesto ponderado.

Deus segurou-me quando eu já não acreditava, mão que sustenta devolve a confiança perdida, nesse amparo recuperei crédito em mim, aprendi a caminhar com novo suporte.

As pedras do caminho não impedem o amor, moldam os passos de quem acredita. A dor que machuca hoje será o altar onde a esperança se deitará amanhã. Há propósito até no terreno mais árido, porque o divino também habita o deserto.

Há mãos que sangram por amor e não se arrependem. O verdadeiro esforço é o de continuar acreditando, mesmo quando tudo parece perdido. O cansaço é o selo da fé viva, o sinal de quem ama sem desistir.

Mesmo cansado, o coração inventa novas formas de acreditar.

Acreditar é o ato inaugural. É destrancar o caminho para que a vida não apenas se refaça, mas transborde em ação imediata.

O seu legado não será medido pelo que você conquistou, mas pelo que você protegeu e salvou.

Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.

A esperança é o ato teimoso de acreditar no sol mesmo em dias de chuva torrencial.

A paz só é profunda quando é conquistada na área de combate da vida, não no jardim de infância.

O problema não é o que os outros acreditam sobre a sua dor, mas você se convencer de que ela não é real.

Pouco deu certo desde que resolveram me
colocar neste tempo. Não sou hipócrita, conquistei e realizei, mas a sensação de pertencimento é nula. Tudo me parece incompleto, como se eu estivesse vivendo uma vida que, fundamentalmente, não
me pertence.

Conquistar é beijar o próprio espinho, aceitar o corte e seguir com a mão ainda aberta.

Conquistar é aceitar o labor miúdo dos dias com ternura firme nas mãos.

Cada conquista é um retrato pendurado no peito para lembrar como foi possível levantar.

A nostalgia é um veneno de sabor doce que a gente toma todas as noites, acreditando que o ontem era melhor apenas porque o hoje dói de um jeito novo. Ficamos viciados no que fomos, enquanto o que somos se desfaz como fumaça entre os dedos cansados.

Ser resiliente é continuar acreditando quando tudo ao seu redor já declarou o seu fim.

Existe uma parte de mim que continua acreditando. Mesmo quando tudo ao redor desmente qualquer esperança. É ela que me mantém de pé quando o resto já vacila. É ela que me empurra adiante. E, por vezes, essa pequena chama vale mais do que qualquer certeza.

Existe uma versão minha que ainda acredita em recomeços. Mesmo depois de tantas despedidas. Mesmo quando tudo me sugere o contrário. É ela que impede meu coração de se fechar por inteiro. É ela que ainda me convence a tentar mais uma vez.