Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto
Digo que não quero mais nada, que não tô mais tão afim de você. Mas é só você se aproximar de novo que vem tudo à tona… Parece que você trás toda bagagem de volta, com tudo dentro, como se houvesse algo ainda. Mas no fundo, bem lá no fundo, eu sei que é só mais uma vez e depois nunca mais. Prefiro que fique como está, ou não. Sei lá. Vivia dizendo: “Preciso só mais de um encontro” E quando esse encontro ocorria eu voltava com o mesmo pensamento, porque era impossível ter certeza do que há entre nós.
Sério. Por mais que eu consiga controlar qualquer situação, amenizar tudo, dispensar alguns toques, me distanciar quando ocorre algumas aproximações, fujir de problemas… Dessa vez parece ser diferente, não consigo, algo me prende e ao mesmo tempo me sufoca. Por mais que eu tente achar alguma razão pra sair disso, não vejo. Por mais que eu pense que não tem como, algo me motiva. Por mais que eu não acredite você surgi. E ai tudo muda.
Eu me arrisco em corações vazios e bebo das mais profundas tristezas. As minhas mãos estão cansadas de redigir loucuras que nem eu consigo explicar depois. Porque eu sou como os créditos finais de um filme, tô sempre me acabando e, quem vê, percebe. Mas ninguém tem paciência pra acompanhar. Eu vivo pra quem, sou de sem você. Todo trocado. Eu já fui desenhado em escalas diferentes, mas o meu peso é sempre o mesmo, o meu amor é mais caos que ordem, e minha vida é um barbante todo desfiado. Eu não escondo o segredo, se amor fosse só o bem venderia em farmácia. Mas me disseram que remédio demais também faz mal. E olha que o amor não é remédio pra ninguém nessa vida de desencontros-desenganos-desgastes-desapegos. A chuva não cessa e minha bagunça está indo embora essa noite, o meu cheiro doce, o meu carinho que faz tremer. A minha sensação de paixão. A minha mecha de loucura. O amor é pra qualquer um, pular do precipício que nele existe que é para poucos. Pouquíssimos.
Porque se destruo a razão pra viver, é a morte a saída que resta, mais se a morte então é viver, então viver é uma eterna orquestra, acaba o inicio, quando começa o final, mais se a vida continua , é certo dizer que sou imortal? Se o fim da no inicio, o inicio é o final, se a morte é a vida, o que eu sou afinal? Onde é que termina? Onde que começa? Não sei se sou rei do xadrez, ou se dos reis sou a peça.
Já era tarde de mais, o que um dia me matou de amor hoje não me faz mas respirar . Eu disse uma vez á você que nunca iria deixar de teamar, mas não sabia que depois disso fazeria de tudo pra me machucar, eu que me achava forte não consegui suportar, a dor veio de uma vez só e nem eu consegui controlar, parece uma doença sem nome sem validade de acabar, eu so sei que o amor em mim, já não me satisfaz ;D
o tempo passa e hoje eu vejo que o respeito acabou, entaum ja era nós dois.. Eu ja nem sei mais oque vem em primeiro lugar, se quer saber a palavra amor não me afeta mais .
O motivo de uma lágrima pode doer, mas você não consegue chorar dói mais. Tudo fica acumulado e com o tempo vira rancor, e vai te sufocando e sufocando… até você não sentir mais nada, nem a dor, e não conseguir mais sorrir.
Vai me diz oque tem que dizer seja rapido, eu não posso mais perder tempo com você, minha vida esta correndo e não paro mais pra me fazer sofrer
O tempo passou ja apagou oque ficou em mim, te olho e não quero mais te sentir, penso em ti e não quero te encontrar, hoje eu sei que, se alguem amou, hoje não importa mais.
PALMA DA MÃO
Eu não conheço a palma da minha mão.
Entre tantos cruzados de linhas,
E mais de um veio principal
Onde descambam as águas dos meus dias.
Não tenho noção do que seja a palma da minha mão,
Reconheço, e já é volumoso
As coisas que toco, a embaralhar meu destino.
Reconheço, quando a espalmo frente aos olhos,
Alguns poros suados, o anel centenário,
A cor, que coincide com a cor do meu corpo inteiro.
Na aventura a que me lancei,
Em me procurar e me achar,
Em algumas partes de mim deu pra ver
Outras nem que eu virasse o mundo o contrário
Daria para medir, saber, esboçar.
Alguém, como eu, desconhece, numa vista frontal
O seu crânio, seu cabelo, tal como são?
E conhece seus buracos
- só na cabeça contam-se sete-
Afora os outros por onde se mete
Nosso temor, dizer explorar.
E os seus encontros de mãos e pernas,
Como uma árvore, quem conhece?
O por trás todo, ninguém sabe o que é.
Sabemos dos outros, também minúcias,
Nada de definido se sabe
O que conhecemos de nós mesmos
Também os outros conhecem,
E somos mais conhecidos por eles,
Do que por nós, da mesma forma inversa.
Se por fora de nós pouco sabemos,
Imagine um devaneio por dentro.
O inteligente é o mais invejado, pois mesmo não tendo riqueza, ele têm o que é mais valioso e é incomprável; a sabedoria.
Esquecer: Verbo referente ao ato de não lembrar mais, desconsiderar algo ou alguém como não-marcante ou sem importância.
Até os momentos mais sombrios escondem uma alegria, uma solução pode ser encontrada no lugar menos esperado e o mágico e o corriqueiro caminham juntos para transformar nossas vidas.
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