Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto

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"Arapucas e gaiolas revelam mais sobre seus criadores do que sobre seu propósito."

"Com tantos cartões de créditos virtuais sem limites, está cada vez mais difícil parar de comprar coisas imaginárias."

"As moscas não percebem que está tudo a mesma bosta."
Quanto mais, melhor.

Divide-se a vida em três períodos: o que foi, o que é, e o que será. O mais importante é o agora, onde reside o que é, porque nele é possível construir o arcabouço para o que será, que pode não ser. Mas, vale o vigor de planejar o depois, no que agora, apenas - É.
F. Meirinho

“Expandir um negócio é mais do que conquistar novos mercados: é preparar a estrutura para sustentar cada nova conquista.”




— Fredy da Silva Gonçalves Bento

O arquivo morto talvez seja apenas o lugar onde a instituição coloca aquilo que não sabe mais como escutar. O Prédio que Aprendeu a Escutar parte dessa hipótese.

ACORDA

— Nessa manhã nublada, tudo está tão diferente... não vejo mais o véu da escuridão e a felicidade brota...
— Acorda... Eu sei, eu sei, você queria que
fosse assim, queria viver nesse sonho.
— Quem é você?
— Sou aquela que quando passam por você, ninguém vê...
Sou uma névoa melancólica fadada a sofrer...
Sou a que chora, mas é você quem derrama as lagrimas...
Agora lembra quem sou? Acho que não... você não se importa...
Vive imaginando que o mundo é como suas ilusões...
Sou alguém que realmente sonha... mas sei que o mundo
É o que realmente é... um lugar onde a mentira impera.
Você não é cego, mas não enxerga essa verdade... porque tem medo!

Prisão

Nos momentos mais escuros
A dúvida vela minha visão
E só consigo ver muros
Não sei o que é real...
Mas minha interna prisão... é muito real.

Olho para a minhas memorias
Mas eu não consigo ver nada
A não ser todos aqueles que se foram...
E só restou meu trono... num império de melancolia.
É que nesses dias minh’alma
Encontra-se tão atormentada
Cheia de pensamentos quebrados.

As noites são mais escuras
Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo.
As vezes penso que não passa de um pesadelo
E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.

⁠Beleza Mórbida
Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã.
Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada.
Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula...
E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal.
Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite.
Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha...
Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua.
Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro.
Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados...
Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela...
Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha.
E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.

​"O ato mais sublime da história foi a redenção, momento em que Jesus, por meio de Seu sangue, pagou o preço por nossa liberdade."

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

A Ditadura do Vencimento


Não se engane, caro leitor. Não somos mais Homo sapiens. Somos, essencialmente, Homo Boléticus. Nossa vida não é medida em anos de felicidade ou de sabedoria adquirida; é contada na dolorosa sucessão de datas de vencimento.
O boleto não é apenas um pedaço de papel (ou, mais modernamente, um QR Code azul). Ele é o nosso antagonista existencial, a prova incontestável de que, no grande teatro da vida moderna, nosso papel é o de um mero alimentador de um dragão invisível chamado Sistema.
O ciclo começa sempre com a doce, breve ilusão. É o dia 5, ou 10, e a conta bancária está sorrindo para você. Por um breve, glorioso momento, você se sente um magnata, flertando com a ideia de comprar algo desnecessário. Mas o magnata dura pouco.
Mal o dinheiro assenta, e lá vem ele, o Mensageiro da Ruína, a notificação silenciosa no celular: Seu boleto da fatura X está disponível. É o chamado do dever. O dinheiro chegou com hora marcada e, antes que a endorfina do salário baixe, ele já tem donos mais urgentes que a sua alegria.
A pior parte é o Boleto Fantasma. Aquele que você não esperava, que se materializa na sua caixa de entrada, geralmente vindo de um serviço que você contratou em 2017 e jurava ter cancelado. Ele surge como um fantasma vingativo, exigindo não apenas dinheiro, mas também a humilhação de ter que ligar para o atendimento ao cliente.
E quando finalmente chega o Dia D (Dia de Desembolsar), a cena se repete: você entra no aplicativo do banco e executa o balé da quitação. É um ritual de sacrifício. A cada confirmação, um pedacinho da sua alma — ou, pelo menos, do seu churrasco de domingo — se esvai. Você paga o aluguel, o plano de saúde, o streaming que você não assiste e, finalmente, a conta de luz, que sempre parece estar cobrando o custo da sua culpa por ter deixado o carregador na tomada.
O ápice cômico-trágico é quando, após pagar rigorosamente todas as contas, você olha para o extrato e percebe: você trocou todo o seu trabalho mensal pela permissão de continuar trabalhando no próximo mês. A vida moderna não é sobre acumular riqueza; é sobre zerar dívidas para que novas dívidas possam surgir.
O boleto é a única prova de que você existe e consome, e isso, de alguma forma, nos conforta. É a nossa âncora na realidade.
No fim, a gente se deita, suspira aliviado por ter vencido o mês, e mal a cabeça toca o travesseiro, o cérebro sussurra: Só mais 30 dias... E o IPTU, você já viu?
A vida é isso: a arte de sobreviver entre um vencimento e outro. E a única certeza que temos é que, enquanto houver vida, haverá boletos. É a nossa maldição e nossa métrica.
⁠

Muito.


Eu queria muito vc aqui. Mais preciso muito te esquecer. E é muito difícil pra mim. E eu sei que e muito fácil pra você.

Tempestade dentro de mim


A tempestade parecia não ter mais fim
Chegou tão rápido, me pegando despreparada
Mudou o clima e tudo se tornou melancólico dentro de mim
Esperei ela cessar
Quanto tempo se passou?
Um, dois, três, quatro, cinco anos...
Acho que foi por aí
A bonança custou chegar
Assim como a alvorada
Já estava quase desacreditando
Que o sol voltaria a brilhar
O vento era mui avassalador
A tempestade me causou gran dor
Nunca tinha sofrido tanto na vida,
Mas foi em meio a ela que compus
As melhores poesias.

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- Jaques Grinberg

⁠Imagine o circo sem palhaços... Mais trágico do que isso seria a vida sem os bobos.

⁠O bem ocupará mais espaço que o mal no mundo toda vez que as boas idéias e os bons corações estiverem conspirando juntos por caminhos repletos de luzes.

⁠Se não somos mais capazes de agasalhar alguém que sente frio, que sejamos um pouco mais sensíveis para mostrar-lhe o caminho do sol.

Lula da Silva negou ser Comunista e negou ser esquerdista. Nem a Rússia e China são mais, mas, os militantes do Brasil batem a tecla e não enxergam que deu errado na URSS, Cuba e Venezuela. Eu já fui até cair a ficha. Hoje sou Centro na Política.

Política. Todos dizem "só quero um mandato", mas, quando chegam ao poder querem mais e mais.