Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto

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Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

Inspiração

Se distraiu, na nave da mente, olhou
e não viu mais o pensamento, batendo cabeça no branco da confiança... amassando às palavras que não são
as mesmas da loja da surpresa da
língua, agora então? é o jeito martelar
o poema com versos da própria
cachola depois do prejuízo de bater
pestana e a frase não ter na mão...

O poeta é o craque da caneta
Ele dribla com as palavras o tédio, o mais do mesmo e o vício de linguagem
Ele encontra no peito o que alguém sentia desse jeito...
Domina a palavra descomplicando a interpretação colocando na ponta da língua o sabor da imaginação
O poeta dribla com facilidade frases sem jogo de cintura...
Esse tipo de craque não passa a bola pra amargura porque tem o tempo certo da palavra na situação
Ele tem o coração no outro ele é irmão de ação...
Ele grita EU junto com o próximo... O poeta costuma levantar razão
No campo da vida a gramática é sempre amiga
No papel as letras do poeta vibra
Costura a jogada e CHUTA sem chance pro BRANCO e grita que frase que frase
Junto com a imagem que fica...

Poesia


Poesia: são palavras bêbadas
sedentas de mais um gole
mesmo já acabado a festa
elas comovem com tal
entrega ao acontecido
melosas ao ouvido
mais um gole da cachaça
desse poeta: saúde
pro ouvido


Leonardo Mesquita

Uma vírgula é pausa para respirar,
o ponto e vírgula é uma pausa mais forte que a vírgula apenas; os dois-pontos é uma pausa maior que o ponto e vírgula: já o travessão é o silêncio entre o leitor e o texto — respira — respira: raciocina, o silêncio que não é silêncio; nem pro leitor nem pro texto: é o peixe que para de si debater — porque é devolvido à água. A pontuação é cilindro de mergulho para o leitor ir a fundo no texto — o silêncio entre o mergulhador e a água: vende o peixe.


Leonardo Mesquita

A palavra é uma moeda
Que na mão do poeta tem um valor a mais
Se tirar cara ou coroa — da
Poesia; no bolso
Ele bota outra...
Há mais




(Leonardo Mesquita)

"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.

“Se é bom aqui, pode ficar ainda melhor se olhar para a infância com mais sensibilidade.”

Que hoje você descanse o coração,
sem tentar entender tudo,
sem carregar mais do que cabe.
O que é seu, encontra o caminho.
O que não é, se dissolve.
Siga no seu ritmo.
Com fé serena,
com os pés no chão
e o coração guardado.

Às vezes um versinho bem colocado dá mais identidade do que páginas inteiras.

​A Poesia que Conta Histórias e Protege
​O cordel é uma das expressões culturais mais tradicionais do Brasil. Nascido nas feiras populares da Região Nordeste, ele pulsa forte em estados como Sergipe, Bahia e em toda a região, onde poetas e cordelistas vendiam seus livrinhos coloridos pendurados em cordões de barbante.
​Antigamente, esses folhetos funcionavam como o "jornal do povo": através de versos rimados, eles contavam histórias fantásticas, notícias do dia a dia e os acontecimentos das comunidades.
​Mas o cordel não serve apenas para contar causos antigos. Ele também é uma ferramenta poderosa para falar da nossa vida em sociedade, dos nossos direitos e da importância de cuidar uns dos outros.
​Leia a seguir o cordel "João e Anita", que nos convida a pensar sobre o papel da escola, da comunidade e das leis na proteção das crianças.


JOÃO E ANITA: QUANDO O OLHAR PROTEGE
Um cordel das Gotinhas de Amor


Chegou na creche um menino
Com o olhar meio ferido
O corpo todo marcado
E o coração escondido


A irmã mais velha, Anita
Cuidava dele o dia inteiro
Esquecia de ser criança
Pra ser mãe do irmão pequeno


Mas a professora viu
E com carinho escutou
Deu colo, deu atenção
E a verdade apareceu


A escola não se calou
Chamou a rede pra ajudar
Hoje João fala e brinca
E Anita pôde sonhar


Porque quando alguém observa
E não vira as costas não
Uma gotinha de cuidado
Muda toda uma nação!

Desculpe se minha mania de perseguição é mais aguçada que o seu sexto sentido. Talvez ela apenas tenha o hábito de perceber antes.

Construa pontes, não temos mais tempo para levantar muros. É tempo de acesso a novas oportunidades.
__________💚___________

Hoje eu tive uma crise de ansiedade. E o que mais doeu não foi só tudo que estava acontecendo dentro da minha cabeça. Foi olhar ao redor e não saber para quem contar. Não tinha alguém para abraçar. Não tinha alguém para me acolher. Não tinha alguém para simplesmente ouvir...
Então eu fiquei ali, tentando atravessar aquilo sozinha. E talvez essa seja uma das partes mais difíceis da ansiedade: quando tudo dentro de você pede ajuda, mas você não sabe para quem pedir... Olhei ao redor, tinha você, mas mesmo assim me senti só e não tive a quem pedir um abraço. Infelizmente, você foi a causa desse gatilho...

Já não sei mais oque fazer...
Do um amor.. atenção.. carinho.. lealdade..
E mesmo assim , a pessoa muda de personalidade sem ter motivos.. diz existir mais nunca me aponta o motivo e isso tá me deixando doente .. de tentar ser o melhor possível pra alguém que não enxerga que está só maltratando a nós mesmos sem motivos..
Tem tudo pra viver bem mais não vive em paz..

A vida fica bem mais bonita quando a gente compartilha ela com você ☺️

Os Mundos Esquecidos
William Contraponto


Talvez já fomos mais do que lembrança,
E o tempo ocultou nossa passagem;
Restou da antiga e vasta confiança
Somente o mito, herança da viagem.


Se o fogo um dia consumiu cidades,
E o mar levou palácios para o chão,
Ficaram só fragmentos e verdades
Guardadas na discreta tradição.


Quem sabe um templo fosse uma oficina,
Ou um saber tornado devoção;
A história, quando o esquecimento inclina,
Reveste a perda com imaginação.


Não digo que essa hipótese é verdade,
Nem quero sugerí-la como religião;
A dúvida preserva a liberdade
De investigar sem qualquer imposição.


Talvez também sejamos só passagem,
Um breve instante à beira da erosão;
O orgulho não resiste à ventania,
Nem vence para sempre a destruição.


Se um novo amanhecer surgir depois,
De outro silêncio feito de poeira,
Que reste a velha pergunta entre nós:
Quantos mundos perdeu a humanidade inteira?

William Contraponto — Parágrafo 175


Um dos poemas mais políticos e historicamente situados de William Contraponto, Parágrafo 175 transforma a perseguição aos homens homossexuais na Alemanha em uma reflexão sobre os limites morais do poder.


O poema parte de duas vidas comuns e de um afeto vivido sob discrição. Aos poucos, a intimidade é invadida pela lei, pela classificação e pela violência institucional. O percurso é claro: o homem amado torna-se suspeito, o indivíduo torna-se número e a identidade torna-se marca.


O triângulo rosa é o principal símbolo histórico da composição. Mais do que representar a perseguição, ele evidencia a tentativa de reduzir pessoas inteiras a uma categoria imposta pelo Estado. O poema contrapõe essa desumanização à simplicidade do vínculo entre os dois homens.


A força de Parágrafo 175 está em não transformar seus personagens em figuras abstratas. Antes da norma, havia um quarto, uma janela, conversas, livros e dias partilhados. A violência histórica aparece, portanto, como aquilo que invade e destrói uma existência que poderia ser absolutamente comum.


No final, William Contraponto ultrapassa o episódio histórico. A crítica não é dirigida apenas ao nazismo ou à antiga legislação alemã, mas a qualquer poder que pretenda decidir quais afetos são legítimos e quais existências merecem reconhecimento.


“Parágrafo 175” é, assim, um poema de memória e resistência: uma defesa da ideia de que nenhuma instituição possui autoridade moral para transformar o amor em culpa.




nenommarques@gmail.com

Que o brilho do novo dia resplandece em ti, fazendo-a a mais nobre de todas as mulheres. Amo-te tanto! Bom dia!

Nada mais sentindo do que vc
Quando me chama em pensamento sussurra baixinho
Hj eu vou homenagear vc
No tom coral
Preferi neon
Uma joia no para choque
Há como tem uma imaginação fértil qual seria o filme hj