Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto

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O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.

Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.

Para mim, a presença importa mais do que qualquer conversa.

Se eu pudesse dar um presente, traria uma estrela do céu, para mostrar que teu brilho é mais raro que o dela.

Querido diário.

Mais uma vez me encontro exausta, e desanimada de tudo e todos.
Nesses dias que não vim ate você eu me forcei a ser capaz, eu me enganei ( tentei). Ouso dizer que nunca atuei tão bem.
Eu não senti falta.
Do sorriso, do olhar, do toque e da voz
Mais ai me dei conta que minha paz, meu vício se resumia a esses pequenos gestos.
Então a ficha caiu mais uma vez, sinto meu corpo falecer aos poucos. Como se faltasse algo nele que e tão essencial que sinto que em breve restara apenas uma carcaça velha e cansada ( apesar de não ser velha), o tempo ta castigando o silêncio ta sendo tão pesado que não sei ate onde ainda vou caminhar.
Sei que agora está decepcionado comigo, diário. Eu tentei ser o melhor de mim sem o que disperta o melhor. E falhei!

Me deitarei hoje com o coração transbordando num nível que lagrimas ja me faltara pela manhã.

Boa noite

Amor é escolha diária.
É ficar quando seria mais fácil ir.
É cuidar mesmo cansado, ouvir mesmo sem entender tudo.
Amor não é só sentir, é agir.


Amor é verdade sem ferir, presença sem sufocar.
É corrigir com carinho, perdoar sem jogar no rosto.
Não é perfeição, é compromisso.


Amor é quando dois imperfeitos decidem caminhar juntos,
sabendo que nem todo dia será fácil,
mas todo dia valerá a pena quando existe respeito, entrega e fé.

Da vida não espero muito mais de mim,
eu sigo tentando ser inteiro mesmo quando falto em pedaços.
Aprendi que crescer dói,
que nem todo silêncio é fraqueza
e que continuar, às vezes, já é vitória.
Não quero prometer o que não sou,
nem carregar pesos que não me pertencem.
Se eu for verdade no pouco,
se eu for sincero no que sinto,
já estarei indo além do que um dia imaginei.
Da vida, hoje, eu espero coragem.
De mim, eu espero honestidade.
E que, mesmo cansado,
eu não desista de ser quem sou.
Por tanto da vida não espero muito,
mas de mim eu espero tudo.

Posso não ter tudo, mas só de saber tudo que posso ter, já tenho mais que tudo que poderia ter, só de pensar que tenho o poder de ter.

“Quem me diminui em público revela mais sobre si do que sobre mim.
Eu não preciso gritar pra ter valor, nem atacar pra existir.
Porque quem tem caráter não disputa palco — mantém postura.”




- Camila Rescaroli

Às vezes a gente acorda
pior que o leão do dia,
mais explosivo que dinamite,
mais colorido que foguete,
mais cansado que o bicho-preguiça…


E tá tudo bem.


Nem todo dia a alma desperta leve.
Tem manhã que o coração acorda brigando com o mundo
sem nem saber exatamente o motivo.


A vida cobra, o tempo pesa,
as palavras machucam,
e até quem é forte cansa de ser forte o tempo todo.


Mas até o leão descansa,
a dinamite apaga,
o foguete perde o brilho
e o bicho-preguiça continua vivendo no tempo dele.


Talvez o segredo não seja fingir felicidade todos os dias,
mas aprender a respeitar os próprios limites
sem deixar de acreditar
que amanhã pode nascer mais leve.

A música nos ensina a lição mais importante que existe: saber ouvir.

Tantas Coisas


Mais uma noite,
e eu querendo dormir,
querendo acordar,
querendo fugir,
querendo dançar.


São tantos desejos
morando no mesmo peito,
tantas vontades
brigando pelo mesmo desejo.


E, ao mesmo tempo,
é o tempo...
que nunca parece suficiente
para tanta coisa
que insiste em viver dentro de mim.

"Um mercado validado vale mais do que mil achismos geniais."

Toma

que é teu o paraíso!

Que não quero mais esta joça!

Não quero!

Fica contigo!

Esta indulgência que não acaba...

Paga. Paga. Paga!...

O inferno é mais barato!!!

Fica na tua!

E eu vou ficar na minha!

Esse mundo dominado por esse deus falso inventado

Castrador desalmado!

Se teu paraíso é me ver na dor...

fica com ele!

Quero não!

Quando a Alma se Sente Sozinha

Há dias em que o silêncio pesa mais do que qualquer palavra. A solidão parece ocupar todos os espaços, e a humilhação tenta convencer-nos de que perdemos o nosso valor.

Mas Deus nunca mede uma vida pelas rejeições que ela sofreu. Ele vê o coração que permanece íntegro quando ninguém o aplaude, as lágrimas derramadas em segredo e a força de quem continua a caminhar, mesmo cansado.

O cansaço não significa derrota. Muitas vezes, é apenas o sinal de que carregámos fardos demasiado pesados durante demasiado tempo.

Quem hoje nos despreza não conhece toda a história que Deus ainda está a escrever. Há sementes que germinam debaixo da terra, invisíveis aos olhos, mas vivas diante do Criador.

Se hoje te sentes sozinho, lembra-te: a presença de Deus não depende da presença das pessoas. Quando todos se afastam, Ele permanece. Quando as palavras ferem, Ele cura. Quando as forças faltam, Ele sustenta.

Não deixes que a dor roube a tua esperança. O Senhor continua a transformar lágrimas em aprendizado, feridas em testemunho e noites longas em amanheceres de paz.

Permanece firme. A tua dignidade não está nas mãos de quem te humilhou, mas nas mãos de Deus, que te conhece pelo nome e jamais abandona aqueles que n'Ele confiam.

Márcia Reis Nazar

© Márcia Reis Nazar. Todos os direitos reservados.

O Jazigo dos Vivos

Naquela família, os mortos pareciam descansar mais do que os vivos.

O velho jazigo de granito havia sido adquirido muitos anos antes por um homem prudente, quando ainda caminhava sozinho pela vida. Não o comprara por vaidade, mas porque acreditava que até o descanso final merecia dignidade.

O tempo passou. O homem encontrou o amor na maturidade e decidiu casar-se. Foi então que aquilo que sempre pertencera apenas à sua história passou, misteriosamente, a despertar o interesse daqueles que jamais haviam perguntado onde ele desejava repousar.

Vieram exigências disfarçadas de conselhos, mentiras vestidas de preocupação e ordens apresentadas como se fossem dever moral. Chegaram a afirmar que o próprio cemitério exigia a mudança da titularidade do jazigo. Bastou um telefonema para que a verdade surgisse inteira: ninguém havia feito qualquer exigência.

Mas aquela mentira era apenas uma entre tantas.

Muito antes do casamento, outro patrimônio havia sido inserido em uma estrutura societária criada sob o argumento de proteger os bens da família. A antiga casa da mãe permanecia registrada em nome de apenas um dos irmãos, enquanto participações eram distribuídas entre parentes como se a confiança pudesse substituir a justiça.

O único imóvel particular daquele homem também fora levado para dentro da mesma estrutura. O que lhe prometeram como proteção transformou-se em uma longa batalha para recuperar aquilo que sempre lhe pertenceu.

Depois do casamento, antigos sorrisos perderam a doçura. Pessoas que durante décadas se apresentaram como amigas revelaram um rosto desconhecido. O incômodo não era a união do casal. O verdadeiro desconforto surgia quando alguém deixava de aceitar o controle silencioso exercido durante tantos anos.

Há famílias que disputam terras.

Outras disputam casas.

Algumas, infelizmente, disputam até o lugar onde alguém um dia descansará em paz.

O mais triste, porém, não era a existência de um jazigo, de um imóvel ou de documentos. Era perceber que a ganância conseguira ocupar o espaço onde antes existiam afeto, confiança e respeito.

No fim, compreendeu-se que o mármore jamais sepulta a verdade. Ela permanece viva, esperando apenas o momento de emergir, desmascarando as mentiras construídas pela ambição.

Talvez o maior sepulcro não seja feito de pedra.

Talvez seja o coração de quem enterra o amor antes mesmo de sepultar os seus mortos.

© 2026 Márcia Reis Nazar
Todos os direitos reservados.

A ignorância nunca se limitou á palavras ditas com ódio ou ausência de educação. Ela vai mais longe do que isso, ela alcança as perspectivas sociais e intelectuais deturpadas, respinga das conversas mais informais até chegar na culta. Ela faz morada nas ações movidas pelas emoções, se expande do maior ao menor, sem escolher cor ou rostos. Angustiante és, todo aquele que vê os demais ao seu redor como tudo, menos como pessoas iguais á ele, cruel é todo aquele que faz das suas palavras esmola, e não se decide a qual Santo dá - lá. Ademais, junto dessa quimera, há algo maior, que conhecemos como a falta de empatia. Sim, isso é aquilo que você finge não ver. É o bom dia do mendigo que você ignora numa segunda de manhã, ou a compaixão que você torna escassa quando falham, menos quando se trata de você. No momento da irá se conhece o imprudente, porém no momento da compaixão se acha o sábio. O perdão só não é lícito se não convém ao seu "eu". As palavras não pesam tanto quando são "suas".
O mau humor não é tão ruim assim, quando é o "seu" humor. Por fim, á empatia se aplica ao tolo no singular, mas na pluralidade se conhece o justo.

A idéia mais absurda que o Homo sapiens já concebeu é que o Senhor Deus da Criação, Modelador e Soberano de todos os Universos, deseje a adoração açucarada de Suas criaturas, possa ser influenciado por suas preces e se torne petulante se não receber esta bajulação. No entanto, esta fantasia absurda, sem uma sombra de prova para ampará-la, paga todas as despesas da mais antiga, maior e menos produtiva indústria de toda a história.


Lazarus Long

⁠Nem sempre é posição social e quase nunca é dinheiro. Na maioria das vezes o mais importante é o simples; seja uma atitude ou uma palavra amiga. Nesses casos, acredite, quem menos tem é o que mais oferece.

Em muitas famílias, o amor acaba sendo substituído pela conveniência. Não existe o mais amado, mas o mais conveniente

Apaixonados são poucos, mais apaixonados são loucos e apaixonados são poetas.
Apaixonados matam e morrem por amor, que amam sem vergonha e sem juízo pelo amor ou pela dor.
Apaixonados é o retrato da insistência e da coragem.
Apaixonados ver a vida com amor sem frustração, Pois apaixonados é um grande coração.