Enxerga mais longe a Gaivota que Voa mais Alto

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Pessoas do passado não podem aprender sobre o salto temporal. Eu quebrei essa regra. Por isso, não vou mais te ver.

Aos 22 anos decidiu encontrar um marido. E encontrou, mas o marido não era dela.

Tem presente que sai caro depois.

O que efetivamente conta não são as coisas que nos acontecem. Mas, sobretudo, a nossa reação frente a elas.

Suba alto, suba longe; seu alvo são as estrelas, seu limite é o céu e seu destino é o sucesso.

Mulher que sabe o que realmente quer, vai longe...
E vai de salto alto!a

Veja a chama em nosso olhar, queimando forte. Largue o medo e vá voar, alto e bem longe.

Diga-me como é a sensação de estar aí em cima
Sentindo-se tão alto, mas longe demais para me abraçar

Suba alto; suba longe. Seu objetivo é o céu; seu alvo, as estrelas.

Sonho alto, sonho longe. Meu limite é o céu; meu alvo, as estrelas.

O alto preço de viver longe de casa

Voar: a eterna inveja e frustração que o homem carrega no peito a cada vez que vê um pássaro no céu. Aprendemos a fazer um milhão de coisas, mas voar… Voar a vida não deixou. Talvez por saber que nós, humanos, aprendemos a pertencer demais aos lugares e às pessoas. E que, neste caso, poder voar nos causaria crises difíceis de suportar, entre a tentação de ir e a necessidade de ficar.

Muito bem. Aí o homem foi lá e criou a roda. A Kombi. O patinete. A Harley. O Boeing 737. E a gente descobriu que, mesmo sem asas, poderia voar. Mas a grande complicação foi quando a gente percebeu que poderia ir sem data para voltar.

E assim começaram a surgir os corajosos que deixaram suas cidades de fome e miséria para tentar alimentar a família nas capitais, cheias de oportunidades e monstros. Os corajosos que deixaram o aconchego do lar para estudar e sonhar com o futuro incrível e hipotético que os espera. Os corajosos que deixaram cidades amadas para viver oportunidades que não aparecem duas vezes. Os corajosos que deixaram, enfim, a vida que tinham nas mãos, para voar para vidas que decidiram encarar de peito aberto.

A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente divido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.

E começamos a viver um roteiro clássico: deitar na cama, pensar no antigo-eterno lar, nos quilômetros de distância, pensar nas pessoas amadas, no que eles estão fazendo sem você, nos risos que você não riu, nos perrengues que você não estava lá para ajudar. É tentar, sem sucesso, conter um chorinho de canto e suspirar sabendo que é o único responsável pela própria escolha. No dia seguinte, ao acordar, já está tudo bem, a vida escolhida volta a fazer sentido. Mas você sabe que outras noites dessa virão.

Mas será que a gente aprende? A ficar doente sem colo, a sentir o cheiro da comida com os olhos, a transformar apartamentos vazios na nossa casa, transformar colegas em amigos, dores em resistência, saudades cortantes em faltas corriqueiras?

Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do whatsapp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?

Será que a vida será sempre esta sina, em qualquer dos lados em que a gente esteja? Será que estaremos aqui nos perguntando se deveríamos estar lá e vice versa? Será teste, será opção, será coragem ou será carma?

Será que um dia saberemos, afinal, se estamos no lugar certo? Será que há, enfim, algum lugar certo para viver essa vida que é um turbilhão de incertezas que a gente insiste em fingir que acredita controlar?

Eu sei que não é fácil. E que admiro quem encarou e encara tudo isso, todo dia.

Quem deixou Vitória da Conquista, São José do Rio Preto, Floripa, Juiz de Fora, Recife, Sorocaba, Cuiabá ou Paris para construir uma vida em São Paulo. Quem deixou São Paulo pra ir para o Rio, para Brasília, Dublin, Nova York, Aix-en-provence, Brisbane, Lisboa. Quem deixou a Bolívia, a Colômbia ou o Haiti para tentar viver no Brasil. Quem trocou Portugal pela Itália, a Itália pela França, a França pelos Emirados. Quem deixou o Senegal ou o Marrocos para tentar ser feliz na França. Quem deixou Angola, Moçambique ou Cabo Verde para viver em Portugal. Para quem tenta, para quem peita, para quem vai.

O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas nós, que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado. Keep walking.

Ruth Manus
O alto preço de viver longe de casa. Estadão, 24 jun. 2015.

"O extraordinário só pode ser percebido quando se voa além do convencional".

⁠Se temos apenas horas e minutos, vou gravá-los na memória para poder me lembrar deles como quando fecho meus olhos e vejo seu rosto divino. Você nunca está longe dos meus pensamentos.

⁠Se eu pudesse mudar a forma como você se enxerga
Você não se perguntaria por que ouve “Eles não merecem você”

Vida Bandida
Que me traz tristeza
Tirou de mim toda a beleza
Escravizou o meu coração
Me afogou na paixão
Eu já não sei mais
O que é o amor
Tamanha desilusão
A gente se dá
Se entrega e em troca
Espera receber amor
Pena que você
Não soube me entender...

É mais um caso de amor
Que dançou mas valeu prá sonhar
Naufragou muito bem sem nadar
Não foi tempo perdido de amar...

Inserida por LilithCampbell

Não sabemos o que não sabemos

Inserida por peterwilliaan

Queria ser teu amor, mas fui apenas mais uma.
De longe, o quadro se tornou mais nítido. A essência de ser e sentir, matéria e energia, o equilíbrio dinâmico entre yin e yang que gera movimentos e mudanças.
Você me expulsou da sua vida, e eu ainda penso em você.
Percebi que intuição só existe entre aqueles que se amam.
O amor nem sempre é o bastante, sempre falta algo... pra mim, a liberdade.
As palavras podem ser mal-interpretadas mas o silêncio tb pode ser usado como arma. Tudo depende das nossas perspectivas.
Guardo de ti doce saudade e até te chamo de meu anjo.
A mágoa é contra mim mesma, por ter te revelado o que vc nunca teria percebido. O que pra você, talvez não existiu.

Inserida por controlx

lua nublada
no alto da montanha
a solitária árvore

Praia, aldeia pobre:
vagueia a lua na areia -
alto astral nos cobre.

sobre seu carro rangente
o obus bem alto, sem pressa
passou acima de nós