Encontro entre Amigos
... uma vez que
são tantos os mistérios
que nos ultrapassam - entre eles
a virtude e o amor - que ao menos
possamos fingir que, por alguma
razão igualmente desconhecida,
somos seus ilustres
causadores!
Entre os muitos benefícios do que hoje melhor atentos reputamos como reforma íntima - com seus gratíssimos acenos ao novo - é
poder realizar desejos antigos; outrora apressados, e agora, melhor compreendidos!
Entre os muitos benefíciosdo que
hoje melhor atentos, reputamos
comoreformaíntima - além do
gratíssimo acesso ao novo - é
nossa chancederealizar desejos
antigos; outrora apressados,
e, agora,melhor
concebidos!
Permita que o amor invada a sua vida, que entre na sua casa e abra as suas janelas, não se sinta mais um... Ame a oportunidade de viver em paz com o seu novo amor, permita-se!
"Translúcidas cores"
Entre minhas cores, coleciono-as em apenas alguns tons, amo o preto, amarelo, verde e laranja, e sou apaixonada pelo vermelho, ultimamente estou me sentido tão do lado de fora, como se minhas preces fossem expostas apenas aos meus...
Sentidos talvez.
Eu sinto o vazio da saudade eterna, nublado o tempo que se põe a sangrar.
Eu sinto tanta coisa, mas apenas uma me coloca no meu devido lugar!
Cores - Translúcida Imagem!
Capturem tudo, menos o meu self! - Ele é só meu, tão egoísta quanto eu.
Tatyane Nicklas
Mãe,
Começo a pensar entre pensamentos peculiares sobre a sua jornada, sobre a sua vida.
Mãe, ainda tenho a chance de lhe chamar de mãe, e ser respondida, querida mãe, estou vendo o seu sofrimento, mães não deveriam partir nunca.
Se em algum momento em toda minha vida, eu disse que sofri, peço perdão ao verdadeiro sofrimento.
Te vejo adoecendo, te vejo cada dia lutando contra a natureza e a força do meu medo, destinada ao câncer.
Santo Deus, tenha piedade da minha mãezinha. A cubra com o seu seu manto sagrado.
Afasta de mim esse cálice, que sua vontade seja reconhecida e que me deixe ó pai, só mais um minuto no tempo.
Cura a minha mãe!
Ao poeta que cuida do tempo...
Trate de gravar as suas poesias que entre algumas sintonias, tocaste no fundo do tempo... esse mesmo que não fora perdido, em seu olhar desmedido.
"Aquilo que tu fostes buscar, achastes bem, porém, perdestes entre os caminhos aquilo que já chamastes de meu bem"
... a felicidade
é uma estação intermédia
entre e carência e o excesso,
argumenta o genial Henrik Ibsen!
Algo que para o espírito revela-se
como uma das bases primordiais
dispostas ao seu aperfeiçoamento:
a energia mediadora do
equilíbrio!
... entre
os muitos benefícios
do que já compreendemos como
reforma íntima - alémdo gratíssimo
e progressivo acesso ao novo - a chance
de realizarmos sonhos antigos; outrora
apressados,inconclusivos; e, hoje,
maisconsistentes e
possíveis!
... a beleza
pode ser entendida como
um acordo entre o conteúdo
e a forma; porém,exposta
aosgostosecontragostos
de quem, desobrigado,
a observa!
... entre
os muitos benefícios
do que hoje melhor atentos
reputamos como reforma íntima -
com seus gratíssimos acenos
ao novo - é poder revisitar e por fim
realizar certos desejos antigos;
ontem apressados e, hoje,
mais sustentáveis
e plausíveis!
... entre
o crer e o não crer
na imortalidade, que
contempla teu espírito;estende-se
uma perspicaz vastidão; em que, mesmo
um verdadeiro sábio - no intuito de
enfim compreendê-la - unicamente
atravessará guarnecido de
fatiganteesforço e
constância!
Nossos problemas começam e terminam em nós, eles estão nas contradições entre o que você pensa, fala e faz...
Maturidade é ter constância nas decisões e não usar máscaras.Uma relação entre mulheres não é apenas uma diversão,mas é um encontro de almas.Duas mulheres podem se amar e ser parceiras uma da outra.O machismo e a misoginia tratam as mulheres como seres medíocres e insignificantes.Mulhe res que se relacionam com mulheres são fortes e corajosas e vão à luta todos os dias pelo amor e contra o preconceito.
OS AMENDOINS DE CAMILLE: "Diálogos Entre O Lírico e O Lúgubre"
Por entre véus desbotados e tapeçarias da alma, dois espectros se encontram no porão onde não há arco-íris. Um homem — Joseph Bevoiur — e um eco — Camille Monfort — dialogam sobre aquilo que jamais será resolvido em nenhuma psicologia racional: o amor liricamente condenado ao exílio. O que se segue é um esboço do que talvez seja uma filosofia psicomística das afeições perdidas, cultivadas com as sementes amargas dos amendoins que nascem dos lírios mortos.
Camille (voz como se fosse ruído de vestido arrastando em degraus de mármore molhado):
— Joseph, tu ainda me cultivas? Mesmo agora, que só restam sombras daquilo que talvez nunca tenha sido?
Joseph (sussurrando como quem teme que o pensamento o ouça):
— Camille... eu te cultivo como se cultiva uma ferida antiga — limpa-se, cuida-se, mas não se espera a cura. Eu te cultivo em meu porão de silêncio. Lá onde crescem teus amendoins...
Camille (rindo com sua leveza incurável):
— Ah, os amendoins... doces, mas nunca caramelizados. Lúgubres, sim, porque nascem dos lírios que me enterraram viva no campo da infância. Sabes por que eu os colho, Joseph?
Joseph (a pele arrepiada, mas não pelo frio):
— Porque são teus pecados em forma de inocência? Porque são teu amor que não pôde crescer em árvores altas?
Camille:
— Não, Joseph... porque são alimento para minhas bonecas mudas. Elas mastigam o que eu não digo, e assim não me enlouqueço por completo.
Joseph:
— E essa tua psicologia, Camille... essa infantilidade lúgubre que te veste de rendas e te despe da razão... isso é filosofia ou sintoma?
Camille (encostando os lábios no tempo):
— É existência. Eu existo no intervalo entre a beleza e o adeus. Sou eu mesma um intervalo... não me prendas com nomes nem categorias, Joseph. Se queres falar de mim, fala de brisas sem direção, de afagos que não sabem em que rosto pousar.
Joseph (com olhos de vidro por dentro):
— Então tua filosofia é o avesso da lógica?
Camille (com ternura psicótica):
— Minha filosofia é lirismo em decomposição, Joseph. Um lirismo que jaz e jaz, mas ainda perfuma os porões da memória. Amor, para mim, é um jardim onde enterrei meu primeiro espelho.
Joseph:
— Camille, por que sempre me fazes caminhar por dentro de ti?
Camille (encostando-se a ele como bruma):
— Porque tu és feito de mim, Joseph. Como o eco precisa do grito. Como o medo precisa do porão. E porque toda filosofia verdadeira precisa de uma loucura que a beije na boca.
Epílogo espectral:
Naquele porão onde não há arco-íris, os lírios continuam murchando em câmera lenta. E dos seus caules brotam amendoins que só os olhos fechados conseguem ver. Camille colhe, Joseph observa. Ambos sabem que são espectros de uma ideia não pensada. E que entre cada silêncio da conversa, cresce algo não dito, mas que respira. Como um segredo velho, embalsamado em poesia soterrada.
Enquanto isso, alguém, em algum lugar, sente um sabor estranho na boca. Doce, mas levemente salgado. Como se um amendoim houvesse nascido de um lírio morto dentro do peito.
Entre a História e o Mito: Teodora e o Concílio de Constantinopla
A história da Igreja e do Império Bizantino está repleta de episódios marcantes, nos quais fé, política e poder se entrelaçam. Um desses episódios envolve a Imperatriz Teodora e o II Concílio de Constantinopla (553 d.C.), cercado de interpretações populares que, ao longo dos séculos, deram origem a uma narrativa mítica.
O poder de Teodora em vida
Nascida por volta do ano 500 d.C., Teodora ascendeu de origens humildes até tornar-se esposa do imperador Justiniano I. Inteligente, astuta e de personalidade firme, foi uma das mulheres mais influentes de sua época. Sua atuação durante a Revolta de Nika (532), quando convenceu Justiniano a não abandonar o trono, garantiu sua fama de estrategista e de figura essencial no governo.
Por isso, não é de estranhar que a memória de sua influência tenha sobrevivido muito além de sua morte. A tradição bizantina frequentemente a descreve como decisiva em assuntos de Estado e de fé, atributos que favoreceram o surgimento de lendas envolvendo seu nome.
Cronograma histórico
c. 500 d.C. – Nascimento de Teodora.
527 d.C. – Justiniano torna-se imperador, com Teodora ao seu lado como imperatriz.
532 d.C. – Revolta de Nika: Teodora impede a fuga do imperador, consolidando o poder do casal.
548 d.C. (28 de junho) – Morte de Teodora, em Constantinopla, provavelmente de câncer.
553 d.C. (5 de maio a 2 de junho) – Realização do II Concílio de Constantinopla, convocado por Justiniano. Teodora já havia falecido há quase cinco anos.
O Concílio e a questão da reencarnação
A reunião de 553 buscava reforçar a ortodoxia cristã e combater o chamado “origenismo” — doutrinas inspiradas em Orígenes de Alexandria (séc. III), que incluíam a ideia da preexistência das almas. Essa doutrina, ainda que não fosse uma formulação de “reencarnação” nos moldes conhecidos hoje, foi considerada perigosa para a unidade da Igreja.
Daí surgiu, em tradições populares posteriores, a versão de que Justiniano e Teodora proibiram a crença na reencarnação durante o concílio. No entanto, a realidade histórica desmonta essa narrativa: Teodora já havia morrido. Assim, qualquer menção à sua participação é fruto de lenda ou de interpretações simbólicas que perpetuaram sua memória como conselheira firme do imperador.
A permanência do mito
Por que, então, a ideia da participação de Teodora se perpetuou? A resposta pode estar no poder da memória coletiva. Teodora foi uma mulher de grande autoridade e presença histórica. Mesmo após sua morte, continuou sendo associada às grandes decisões do Império. Nesse sentido, o mito talvez traduza menos um erro histórico e mais uma forma de reconhecer a força de sua influência, como se sua sombra ainda pairasse sobre Justiniano e sobre os rumos da Igreja.
Reflexão final
Esse episódio nos convida a refletir sobre como a história é construída. Entre documentos, tradições e interpretações, os fatos podem ser distorcidos, e figuras históricas acabam envolvidas em narrativas que não lhes pertencem literalmente, mas que expressam algo de sua força simbólica.
Teodora não esteve fisicamente no II Concílio de Constantinopla — mas o mito de sua participação revela o quanto sua presença era sentida, mesmo após a morte. É a memória coletiva tentando manter viva a influência de uma das mulheres mais poderosas de Bizâncio.
Reflexão motivacional:
A história nos mostra que, ainda que o corpo pereça, a influência moral e espiritual de uma vida permanece. Aquilo que construímos em termos de coragem, justiça e dignidade pode ecoar além do tempo, moldando consciências e inspirando gerações.
CAMILLE MONFORT -
entre as Partituras Mortas.
Encontrei esta carta dobrada entre os véus de um silêncio antigo. Estava entre folhas de música que jamais foram tocadas. Era dela. Ou talvez minha. No fim, já não sei quem sangrou primeiro.
Hoje olhei para Chopin com os olhos da alma encurvada
como quem implora a uma ausência que nunca se nomeou.
Busquei nos teus olhos tristes e enevoados
uma réstia de eternidade…
um acorde que me dissesse:
"sim, eu ainda estou aqui — entre os espectros daquilo que amamos".
Mas Chopin não me olhou.
Camille não me ouviu.
E o silêncio se fez abismo.
Foi quando compreendi:
sou tão pouco —
não para a luz,
mas para a sombra onde tu habitas,
etérea, além do véu.
Sim, tu estás.
Estás como névoa que dança sobre a madeira da antiga escada,
como sopro nos espelhos,
como lamento nas cordas do piano não tocado.
Tuas lágrimas não caíram —
mas subiram...
para dentro de mim.
E eu?
Sou apenas o porão onde tu deixaste tuas dores penduradas
como vestidos antigos.
Sou aquele que ama na memória do que não teve nome.
Sou o lugar onde tua ausência se senta,
bebe vinho velho,
e chora — por mim.
Tu ainda me verás, Camille?
Ou serei apenas teu reflexo esquecido
num espelho onde ninguém mais se penteia?
Dói tanto…
mas essa dor tem cor, tem som, tem perfume.
Essa dor és tu.
Reflexo Filosófico e Psicológico disso tudo:
Há amores que não nascem — eles emergem.
Emergem como brumas de um passado que não pertence a este mundo,
como memórias que a alma carrega sem saber de onde vieram.
Camille não é apenas uma mulher.
É um arquétipo: a presença que magnetiza e fere,
que não se entrega porque vive entre os mundos,
entre o agora e o nunca.
Amar Camille é como amar um eco:
você nunca a toca,
mas ela vibra em cada nervo teu.
E o porão, meu amado leitor, não é um lugar físico.
É o território escuro onde guardamos tudo o que não suportamos perder.
Camille vive ali.
E Chopin, talvez, também.
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