Encontro entre Amigos
O que me salva todos os dias
entre o nascer e o pôr do sol.
É esta fé na vida,
bordada de esperança,
na retina da alma.
Vera Queiroz
Posso escolher entre ser uma
vitíma do mundo ou uma aventureira
em busca do meu tesouro: Tudo é uma
questão de como vou encarar a minha vida!
"Entre milhares de pessoas que querem te fazer chorar, sempre vai existir uma querendo te fazer sorrir."
Acreditei que havia algo entre nós, mesmo que fosse ruim
Mas enganei-me
Você não passa de uma criança imatura pensando que é gente grande!
“Entre tantos outros rostinhos bonitos, vozes apaixonantes e sorrisos encantadores eu fui gamar logo em quem?! Em você, com esse cabelo moreno, as vezes bagunçado, esse jeitão meio largado, que deixa minha vida bagunçada.”
A conexão entre os sentimentos e o processo cognitivo propicia à pessoa uma vida de grande sensibilidade, que pode ser cada vez mais apreciada, na medida que cada um desenvolve a sua capacidade afetiva e suas potencialidades diferenciais.
OS CRÍTICOS DE QUEM SÓ DESEJA VIVER E SER AMOR.
Há uma antiga tensão antropológica entre o impulso à autenticidade e a necessidade social de normatização. Sempre que um indivíduo decide viver segundo a ética do amor, sem artifícios de dominação ou jogos de poder, ele torna-se um ponto de ruptura dentro da lógica competitiva que rege muitos ambientes humanos.
A história confirma esse padrão. Quando Jesus de Nazaré proclamou a primazia do amor sobre a lei, conforme registrado nos Evangelhos do Novo Testamento, foi incompreendido pelos legalistas de seu tempo. A mensagem era simples, porém revolucionária. Amar acima de tudo e ao próximo como a si mesmo. Não se tratava de sentimentalismo, mas de uma ética estrutural, capaz de reorganizar a sociedade.
De modo semelhante, Allan Kardec, em "O Evangelho segundo o Espiritismo" de 1864, define a caridade como benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas. Essa tríade moral é profundamente exigente. Não é frágil. Exige maturidade psíquica e domínio das próprias paixões.
O crítico, contudo, muitas vezes reage por mecanismos psicológicos de projeção. Ao deparar-se com alguém que escolhe amar em vez de competir, que prefere a serenidade ao conflito, sente-se confrontado com sua própria inquietação interna. O amor genuíno funciona como espelho moral. Ele desnuda as carências ocultas e as agressividades não resolvidas.
Na psicologia profunda, esse fenômeno pode ser compreendido como resistência do ego às experiências que ameaçam sua estrutura defensiva. O amor autêntico dissolve fronteiras rígidas. Ele não se submete facilmente à lógica da disputa. Por isso incomoda. Ele revela que é possível viver sem a hostilidade como método.
Sob o prisma sociológico, a crítica também decorre do temor ao diferente. Quem vive segundo princípios éticos elevados subverte padrões implícitos de comportamento. Não participa de jogos de manipulação. Não responde à violência com violência. Não se alimenta da maledicência coletiva. Tal postura desestabiliza pactos silenciosos que sustentam ambientes medíocres.
Viver e ser amor não significa ingenuidade. Significa disciplina interior. Significa escolha consciente. Significa recusar-se a reproduzir a brutalidade emocional do mundo.
Os críticos continuarão a existir. Sempre existiram. A história humana é marcada por essa tensão entre luz e sombra. Contudo, a integridade daquele que ama não depende da aprovação externa. Depende da coerência entre consciência e ação.
Quem escolhe o amor como princípio estruturante da existência não está fugindo da realidade. Está reformulando-a desde dentro.
E ao persistir nessa escolha silenciosa, transforma-se no testemunho vivo de que a grandeza moral não grita, apenas permanece.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não há distância entre nós. Nunca estive tão perto assim de uma pessoa. Não há limites entre nós. Eu costumava ter medo disso. Eu tinha tanto medo disso, Hori. Sabe, eu não tinha ideia do que eu podia sentir, tantas emoções diferentes. Acho que nós dois não sabíamos como pode ser assustador sermos nós mesmos na frente dos outros. Mas você me fez ver tudo isso. O que eu posso fazer por você? Como posso fazê-lasorrir? Você é muito mais forte do que eu penso, e muito mais sensível do que eu sinto que seja. Você é delicada. Você é frágil. Por isso, onde quer que você vá, dias iluminados e ensolarados acontecem. Por anos a única pessoa que eu conhecia tão bem era eu mesmo. Eu nunca soube que um mundo assim existia. Obrigado por destruir minha realidade. Obrigado por querer um futuro comigo. O que eu posso fazer por você? Como posso recompensá-la pelo que fez?
Balanço-me feito túnica
de cortinas a cordas de violino a estalar,
marco o compasso entre véus a sopros de flauta
e nesses púdicos lugares eternizo-me dançarino.
Não se trata de estranheza entre nós
É apenas uma incontrolável compatibilidade
Somos assim
A pior mistura
Aquela
Bem explosiva
Que da ressaca
Dor de cabeça
Sempre
No dia seguinte
É...
Como a distância nos faz sofrer as vezes.
Principalmente quando houve uma distância entre duas pessoas amadas.
Mas distância na verdade não significa lá muita coisa,
porque quando duas pessoas se amam de verdade,
não há distância que os separe.
''A distancia entre o amor e o ódio é a desilusão''
E aquele amor de infância, que foi guardado
As lembranças vêm, como um ataque cibernético
Não tem hora nem lugar, vocês cresceram
Cada um seguiu seu destino, sem lembrar
No vazio hostil, cada um no seu caminho
Compartilhando uma egoísta solidão
Sem saber um do outro, foram expostos
A dor de nascerem pela metade
Destino covarde, de longe planejou
Arquitetou um reencontro sem intenções
Marcaram pra sair, estavam ali, novamente
De frente um para o outro, olharam pra si
Encontrou em fim, a criança que perdida
Estava, mas o destino não estava satisfeito
A moça e o rapaz, meio sem jeito
Descobriram que a esperança havia de falecer
Mas ela não era a ultima a morrer?
E o amor, não se faz renascer?
Se enganar, confundir, se iludir
É tão comum, sorrir, chorar, gargalhar
Deprimir, sentimento e estado de emoção
A distancia entre o amor e o ódio
É a desilusão, fatigados pela esperança
Você faz o seu destino, poucos saem vivos
Desse labirinto chamado vida!
Jesus, ensina-nos a entender a diferença entre dependência e amor. Sei que o amor não termina, nós é que nos transformamos; e, por consequência, mudamos nossa visão sobre o mundo e as pessoas. Como pode o amor - o mais nobre dos sentimentos - nos fazer mal? Como alguém pode agir sobre nós tal qual uma droga, um alucinógeno que nos exalta e ao mesmo tempo nos arrasa? Como dosar ou utilizar na proporção certa a inclinação amorosa? São essas dúvidas cruéis que nos rodeiam a mente e nos fazem às vezes sentir vontade de desistir da busca: tudo nos parece sem importância, não conseguimos avançar, não vemos com otimismo o futuro. Estamos cientes de que a paixão termina, o amor não. A paixão vence e refreia o que a razão sugere e pondera; o amor propõe liberdade. Por isso, quando amamos alguém, devemos deixá-lo livre. Se partir, é porque nunca o tivemos; se voltar, é porque o conquistamos. Hoje nosso amor não é maduro, e sim uma dependência psíquica. Somos viciados na "emoção do enamoramento" e na sensação de felicidade que ela nos proporciona; consequentemente, sempre esperamos do "bem-amado" a fonte da alegria de viver, o que nos torna seduzidos e cativos. Parece que sem "um amor" nos assemelhamos a criaturas que não sabem nadar, buscando freneticamente um tronco flutuante para não se afogarem. A paixão é um prazer que nos causa agonia, mas essa mesma agonia nos dá prazer. Isso é o paradoxo da paixão - é a etiologia dos diversos tipos de dependência. Na Terra somos muitos os viciados em relacionamentos. Essa condição, que supostamente alivia a dor de uma realidade intolerável - a de não se amar e não sentir capaz de cuidar de si mesmo - perpetua a compulsão afetiva de "ter sempre alguém por perto" e nos desvia da motivação para recuperar e valorizar a própria vida. O sentimento afetivo pode nos fazer muito mal quando o objeto de nosso amor tem efeito alucinatório sobre nós, anestesiando-nos e, ao mesmo tempo, causando-nos deslumbramento!
