Efemeridade do Tempo
O tempo passa, e com ele vem a constatação mais dura: para algumas pessoas, você nunca foi prioridade, nem amizade.
"Durante o tempo em que servimos, somos necessários.
Quando deixamos de servir, para alguns deixamos de existir"
“A Distração que Me Atraiu”
Durante muito tempo eu achei que estava atrasado.
Via pessoas crescendo, conquistando, mostrando resultados…
E eu me perguntava por que minha vida não andava na mesma velocidade.
Eu passava horas olhando a vida dos outros. Instagram, redes sociais, conversas, fotos… Tudo parecia melhor do que a minha realidade.
E quanto mais eu olhava, mais distraído eu ficava. Mais minha energia se perdia.
Até que percebi: minha vida sempre esteve andando para frente. Eu é que estava distraído.
Foi nesse momento que comecei a tomar decisões diferentes.
Tirei o foco da vida alheia e coloquei no que realmente importava: meu corpo, minha mente, meus objetivos, meu crescimento.
Treinei, estudei, aprendi a disciplina e a paciência.
Cada pequena vitória que eu conquistava me lembrava que a evolução real é silenciosa, e que não precisava comparar minha jornada com a dos outros.
Essa foi a primeira lição: comparação é distração. Foco é poder.
E quando você entende isso, percebe que nunca está atrasado.
Está apenas se preparando para ser melhor do que ontem, de forma real, não de fachada.
Durante muito tempo, o debate sobre pessoas com deficiência foi limitado ao campo da assistência. Hoje, precisamos ampliar essa conversa para os espaços de inovação, comunicação e tomada de decisão. A diversidade de experiências é uma das maiores fontes de criatividade que existem, e quando pessoas com deficiência participam de forma ativa desses processos, não estamos apenas promovendo inclusão, estamos ampliando as possibilidades de futuro.
Às vezes a vida nos lembra, da forma mais dura, que o tempo não volta. A perda chega e deixa um silêncio que nenhuma palavra consegue preencher. É quando entendemos que cada abraço que deixamos para depois, cada “eu te amo” que ficou guardado, poderia ter feito diferença.
Valorize quem está vivo.
Ninguém sabe quando será o último suspiro.
Abrace mais.
Beije mais.
Dê carinho sem medida, sem esperar o momento perfeito.
Porque, no final, o que fica não são as pressas do dia…
são os momentos que tivemos coragem de viver com amor. 🤍✨
Ausência que dói.
Durante todo o tempo
Em que estivemos juntos,
Jamais lhe ouvi pronunciar
AMOR.
O que me incomodava
Não era a ausência da palavra
No seu vocabulário.
E sim, a ausência de amor
Em Ti..
O Bom Dia Durante a Noite 2
Mas o tique-taque é um carrasco,
lembrando que o tempo não para.
O nosso brilho é apenas um lasco
de um sol que o destino nos nega a cara.
Dizemos "bom dia" com o peso do adeus,
num quarto onde a lua é a única espia.
Teus dedos traçam nos ombros meus
a aurora que a lógica nunca veria.
Se o mundo lá fora condena o agora,
e exige que a noite seja o fim,
eu nego o relógio, eu jogo-o fora,
contanto que amanheças dentro de mim.
Pois que venha o abismo, o silêncio, a saudade,
e que a sorte nos cobre o que for.
Morrer no teu abraço é a única verdade
de quem fez da treva o seu dia de amor.
"Durante muito tempo eu busquei um amor,
Eu escrevi meus melhores poemas
E joguei ao vento, mas eles sumiram no horizonte levados.
Eu sonhei estando pronto pro amor, eu quis me apaixonar.
Mas o tempo só me lançou pedras
Que empilhei pelo caminho, pavimentando meus sentimentos.
E o tempo passa como se tivesse pressa.
Eu me sentei, maduro, vivido, castigado pelo tempo,
E minha esperança era o que me restou
Em um coração desiludido do amor
Que nunca recebeu meus poemas que o vento levou.
Então olho fito para o horizonte
E sabem que eu nunca nasci pra amar,
Tal qual poeta solitário.
Me despeço do tempo que repousa lá longe no horizonte
Por onde meus poemas sumiram pra nunca mais voltar..."
Versos de um poeta
Por Marcio Melo
Durante muito tempo em minha vida,
eu fui grito,
mas aprendi a usar o não dito,
o não falar,
o não precisar gritar.
Eu aprendi que não dizer
fala bem mais
que uma, duas, três palavras e meia, ditas ou escritas.
O silêncio é a extensão da fala,
e não perde nada quem também cala.
Nildinha Freitas
Durante muito tempo, confundi autonomia com soberba.
Acreditei que ser livre significava não ouvir, não considerar, não ponderar.
A ilusão do controle absoluto é sedutora — e cara.
Com o tempo, a mente amadurece e passa a reconhecer padrões.
Percebe que grande parte do sofrimento não nasce do acaso,
mas da repetição de decisões mal avaliadas.
Não foi o mundo que feriu — foi a insistência.
A maturidade não apaga os erros; ela os decodifica.
E ao compreendê-los, surge algo raro: responsabilidade sem culpa
e mudança sem arrogância.
Então fica claro que paz não é fraqueza,
é eficiência emocional.
E que conselhos não são imposições,
são dados coletados pela experiência alheia.
Ignorá-los é possível.
Aprender com eles é inteligência.
Manifestação com Propósito
Durante muito tempo, eu acreditei que manifestar significava conquistar: alcançar metas, obter reconhecimento, acumular resultados visíveis. Mas, ao longo da minha própria jornada, compreendi algo essencial — a verdadeira força da criação não nasce do ego, mas do alinhamento entre quem eu sou, o que desejo e o impacto que gero no mundo.
Manifestar com propósito é ir além do material. Não porque o material seja errado, mas porque ele é insuficiente quando não está conectado a um sentido maior. Carros, cargos e conquistas perdem força quando não dialogam com a missão de vida. O propósito atua como uma bússola interna: ele organiza escolhas, sustenta a persistência e dá coerência às ações mesmo quando os resultados ainda não são visíveis.
Percebi que meus desejos se tornaram mais potentes quando deixaram de ser apenas pessoais. Quando aquilo que eu buscava passou a tocar outras vidas, algo mudou na dinâmica da criação. Existe uma sinergia poderosa quando o desejo individual se une à intenção de contribuir. É como se a energia deixasse de ser dispersa e se tornasse direcionada. Não é magia — é coerência.
Vi isso claramente em histórias ao meu redor. Pessoas que buscavam sucesso, mas só encontraram verdadeira expansão quando alinharam suas habilidades a uma causa. Quando o “quero vencer” se transformou em “quero servir através do que faço”, o crescimento deixou de ser forçado e passou a ser sustentado. O sucesso, nesses casos, tornou-se consequência, não obsessão.
Passei então a mapear meus próprios desejos. Perguntei a mim mesma, com honestidade: como isso que eu quero melhora o mundo ao meu redor? Nem sempre a resposta veio pronta. Às vezes, veio em forma de desconforto. Outras vezes, como silêncio. Mas foi nesse processo que encontrei clareza.
Escrever tornou-se uma ferramenta fundamental. Ao colocar pensamentos no papel, padrões começaram a surgir. Descobri que muitos desejos não eram meus — eram expectativas herdadas, pressões sociais, metas emprestadas. Questioná-los gerou medo. E entendi: o medo não era sinal de erro, mas de crescimento. Sempre que mudei de direção de forma consciente, atravessei um período de instabilidade antes da expansão.
A conexão com meus valores foi o que me ancorou. Amor, empatia, liberdade, verdade — quando minhas escolhas estavam alinhadas com esses princípios, o corpo relaxava, a mente clareava e o caminho se tornava evidente. Vi isso refletido também em projetos e negócios: quando um sonho nasce conectado a valores reais, ele se transforma em abrigo, ponto de encontro, espaço de pertencimento.
Manifestar, para mim, deixou de ser um ato de pedir ao universo e passou a ser um compromisso diário de coerência. Uma escuta constante entre intenção, ação e impacto. Quando valores e aspirações caminham juntos, cria-se uma harmonia interna — uma espécie de melodia silenciosa que sustenta decisões e fortalece a capacidade de gerar mudanças duradouras.
Resumo da lição: a manifestação se torna um verdadeiro milagre quando eu deixo de perguntar “o que eu posso ganhar?” e começo a perguntar “como o meu sonho pode servir ao mundo?”. É nesse ponto que o desejo amadurece, a ação se fortalece e a criação encontra propósito.
Olho para trás e vejo que meu caminho não foi fácil. Durante algum tempo, questionei minhas escolhas e acabei por duvidar de mim mesma. Mas, hoje, posso afirmar que não estava enganada. Aquilo que tanto busquei, que tanto almejei, finalmente revelou-se verdadeiro. Aquele sentimento, que parecia utopia, tornou-se realidade em minha vida.
- Edna Andrade
Durante muito tempo, gastei energia tentando ensinar o óbvio. Explicava sobre postura, comportamento e sobre como projetar o respeito que cada um merece ter.
No fim, a incompreensão virou rancor. Descobri que tentar guiar quem não quer caminhar só gera desgaste. Quando decidi cuidar de mim e parei de implorar para ser escutado, o mundo ao meu redor se incomodou.
Não tente testar minhas forças ou medir energia comigo. Eu conheço o lugar de onde vim e sei exatamente onde não quero pisar novamente.
Entre homens, a dinâmica é simples não se trata de utilidade, troca ou interesse. Trata-se do respeito que você transmite.
Cansei de me justificar ou de desenhar o que deveria ser nítido. Hoje, um silencioso "tô de boa" poupa guerras desnecessárias e preserva a minha paz.
Talvez poucos compreendam essa mudança, mas a verdade é uma lei universal e imutável, as suas atitudes de hoje são o seu resultado de amanhã.
Um relacionamento pegajoso não deve durar. Pode durar certo tempo, mas uma hora ou outra "a bomba" explode! Você não sabe o que é estar 24 horas com uma pessoa na cabeça. Quer telefonar, quer escrever, se ouve uma música lembra, se vê-lo(a) com amigos(as) já imagina coisas que não existe, desconfia porque ele(a) não telefona. De repente se lembra que ele (a) disse que por dois minutos ia respirar.
Filhos atrapalham, custam caro, duram muito tempo e são sólidos demais, diria o sociólogo Bauman no século XX.
Infelizmente a alegria de muitos evangélicos da atualidade só dura 4 a 5 minutos, tempo de uma música, enquanto a alegria Bíblia dura para sempre, mesmo em meios as lutas.
“Pode durar o tempo que for para você receber de Deus a sua vitória, porém depois que você receber, será o suficiente para vencer por toda sua vida.”
O MENINO QUE CRESCEU ENTRE AS MULHERES
Durante muito tempo, pensei que conhecia a resposta. Mas a vida tem o estranho costume de esconder as perguntas mais importantes.
Foi um senhor muito importante na minha vida que, certo dia, me disse com firmeza:
— Você não gosta dos homens. É um puxa-saco das mulheres.
Sorri por fora. Por dentro, aquelas palavras fizeram ondas que demoraram muito para se acalmar.
Seria verdade?
Comecei a revisitar a minha própria história.
Foi então que percebi algo curioso: eu nunca deixei de ter grandes amigos homens. Eles sempre estiveram ao meu lado. Amigos leais, presentes, companheiros de caminhada. Portanto, o problema não era esse.
A questão era outra.
Desde menino, o universo feminino ocupava quase todo o meu horizonte.
Nasci cercado por mulheres.
Brinquei com meninas.
Ao longo da vida, trabalhei com muitas mulheres. Ouvi suas histórias, aprendi com elas, admirei suas forças e fragilidades. Sem perceber, elas se tornaram maioria nas minhas lembranças, nas minhas fotografias e em boa parte da minha trajetória.
Talvez tudo tenha começado muito antes de eu compreender o mundo.
A primeira mulher que amei foi minha mãe.
Ela era meu porto seguro, meu abrigo, meu primeiro amor. Quando uma mãe ocupa um lugar tão grande no coração de um filho, sua presença continua iluminando muitos caminhos, mesmo depois da ausência.
Talvez, em algum canto silencioso da infância, tenha faltado um pouco mais da referência masculina para equilibrar essa balança invisível.
Nunca havia pensado nisso.
Até aquele dia.
Aquela frase continuava voltando, como um eco.
E, quase sem perceber, comecei a me aproximar ainda mais dos homens.
Não porque me faltasse amizade.
Mas porque havia um universo que eu ainda podia descobrir.
E descobri.
Descobri conversas sem máscaras, gargalhadas espontâneas, abraços discretos, lealdades silenciosas e uma cumplicidade que não precisa ser explicada.
Descobri que, por trás de cada homem, mora um menino que o tempo nunca conseguiu apagar.
Nada disso diminuiu o carinho, o respeito e a admiração que sinto pelas mulheres.
Continuo acreditando que elas não nasceram para serem decifradas. Talvez tenham nascido apenas para serem amadas, respeitadas e admiradas.
Também nunca escondi quem sou. Desde muito cedo conheço meus sentimentos e o caminho do meu coração. Algumas mulheres imaginaram que poderiam mudar isso. Nunca conseguiram, porque ninguém transforma aquilo que já nasceu verdadeiro.
Hoje continuo admirando as mulheres.
Mas também aprendi a celebrar, com a mesma alegria, a amizade dos homens.
Talvez aquele senhor, tão importante na minha vida, nunca tenha imaginado o alcance daquelas palavras.
Uma única frase não mudou quem eu era.
Apenas abriu uma janela que permanecia fechada.
E, quando olhei através dela, percebi que meus amigos sempre estiveram ali, esperando apenas que eu enxergasse, com mais calma, a beleza da amizade entre homens.
No fim, descobri que o coração não precisa escolher entre um universo e outro.
Ele é grande o bastante para acolher ambos.
Nereu Alves
Esse é o problema com as memórias: são como cimento. Quanto mais tempo passa, mais duras se tornam. Elas podem até se fragmentar, mas grudam em você!
E a rigidez desse cimento só parece transbordar cada vez mais sobre toda a minha existência...
