Efemeridade do Tempo
Durante anos e anos me culpei pelo nosso término,mas
só agora percebi que a culpa não foi minha.
Isso aconteceu por sua causa,todo o sofrimento,
a dor, foi por sua culpa.
Eu te amava, mas você nem ligava para os
meus sentimentos, nos momentos difíceis,eu
estava ao seu lado,mas você…você era muito
infantil, por isso tudo acabou.
Eu te amei do fundo do meu coração,e eu sofri
tanto mas tanto, quando terminamos, que parecia
que estava morrendo por dentro,quando eu te via,
sentia um vazio em meu peito,e só depois de um
tempo percebi, que você não é ,e nem era meu
grande amor, e sim uma pessoa que passou pela
minha vida apenas para me magoar e machucar,
espero que ache alguém que te ame, e que você
a ame muito, só não a magoe, pois isso ,quebra
por dentro,então é isso, adeus John.
Durante 26 anos eu vibrei baixo, no submundo, vibrar baixo não é sobre ser alguém bom ou ruim, eu sempre Fui alguém bom, que cometeu erros, como todos, mas eu enxergava o mundo como um lugar ruim, pessoas maldosas, que não me amavam e não zelavam por mim, mas como poderiam? Se nem sabiam o que era amor? Se eros ainda dormia?
O desafio de nascer mulher
Durante anos ela foi proibida de opinar
A sociedade decretou que ela não poderia escolher a quem amar
Por muito tempo ela foi ensinada que ao homem deve acatar
Ter sensibilidade a rotulou como alguém incapaz de comandar
Ela foi excluída do mercado de trabalho por engravidar
Todos os meses ela sente dores terríveis e vive a sangrar
Com medo de ser morta ela não consegue um relacionamento abusivo terminar
De forma obscura, com angústias e frustrações ela viu a sua vida passar
Mas descobriu que tem capacidade para seus sonhos cerceados alcançar
Perseverante, ela passou a questionar, resistir, gritar
E assim conquistou o seu espaço, mas ainda é julgada por não calar
Então ela decidiu apenas seguir em frente e a luta continuar
Santarém - PA, 07/03/26.
Para aqueles que anseiam uma vida duradoura... muitos anos após os 70, saibam que nesta fase, a ausência da dor, é o êxtase da alegria, a vida terrena passa rápido, o que tens de concreto nesta hora, são labutas, enfado e canseira.
## Capítulo XXII
# A Conversa Depois
Durante vinte anos acreditara que o encontro seria o fim da espera.
Descobriu que era apenas o início de outra forma de tempo.
Saíram da cafeteria sem combinar destino algum. Heidelberg permanecia envolvida pela serenidade discreta das cidades que aprenderam a conviver com os séculos. As ruas estreitas conservavam o rumor distante do rio, e o vento da primavera movia lentamente as copas das árvores como se também ele tivesse decidido caminhar sem pressa.
Nenhum dos dois parecia disposto a romper o silêncio.
Não porque lhes faltassem palavras.
Mas porque certas presenças exigem primeiro o reconhecimento da realidade antes de aceitarem a linguagem.
Durante duas décadas haviam conversado através de livros, críticas, perguntas e ausências. Agora precisavam aprender uma tarefa infinitamente mais difícil.
Estar um diante do outro.
Foi Ariadne quem sorriu primeiro.
— Você continua caminhando como quem pensa.
Ele riu.
— E você continua observando como quem escreve.
Ela abaixou os olhos.
— Nunca deixei de escrever.
— Eu sei.
— Como sabe?
— Porque ninguém pensa dessa maneira sem escrever em algum lugar.
Ela não respondeu.
Apenas continuou andando ao lado dele.
Jantaram num pequeno restaurante às margens do Neckar. A conversa atravessou a literatura, passou pela música, alcançou a filosofia e, pouco a pouco, abandonou todos esses territórios para chegar ao único assunto realmente importante.
A vida.
Ela contou dos anos dedicados à universidade, dos alunos que lhe devolveram a esperança quando o mundo parecia definitivamente entregue à superficialidade. Falou dos pais, das perdas, das amizades interrompidas pelo tempo. Confessou que relera *O Cadafalso* muitas vezes, mas que a cada leitura encontrava um homem diferente escondido entre as páginas.
Ele ouviu mais do que falou.
Havia esperado tanto por aquele encontro que agora descobria não possuir qualquer urgência.
A realidade finalmente dispensava a imaginação.
Quando saíram, a cidade já estava quase vazia.
Caminharam sem destino.
Como duas pessoas que sabiam exatamente para onde desejavam ir e, por isso mesmo, não tinham pressa de chegar.
Foi ela quem interrompeu novamente o silêncio.
— Você imaginou este encontro?
Ele sorriu.
— Todos os dias.
Ela baixou a cabeça.
— Eu também.
— E aconteceu como imaginou?
Ela demorou a responder.
— Não.
— Melhor ou pior?
Ela voltou-se para ele.
— Melhor.
Porque a imaginação sempre exagera.
A realidade apenas existe.
Continuaram caminhando.
Chegaram ao apartamento dela já perto da meia-noite.
Havia livros por toda parte.
Partituras sobre o piano.
Uma xícara esquecida sobre a mesa.
Nada parecia preparado para receber alguém.
E exatamente por isso tudo parecia verdadeiro.
Ela abriu uma garrafa de vinho.
Serviu duas taças.
Sentaram-se diante da janela.
Conversaram durante horas.
Não sobre o amor.
Mas sobre aquilo que o amor permite compreender.
Em determinado momento, ela aproximou lentamente a mão da dele.
Não havia hesitação.
Havia reconhecimento.
Ele segurou aqueles dedos com a delicadeza de quem recebe de volta alguma coisa que acreditava definitivamente perdida.
O beijo aconteceu sem qualquer urgência.
Não pertencia ao desejo.
Pertencia ao tempo.
Naquela noite fizeram amor como duas pessoas que já haviam aprendido que o corpo não serve para vencer a solidão.
Serve apenas para lembrar que a alma também precisa de abrigo.
Depois permaneceram deitados.
Nenhum dos dois demonstrava vontade de dormir.
A chuva começava a bater contra a janela.
Foi Ariadne quem quebrou o silêncio.
— Durante vinte anos imaginei uma única pergunta.
Ele voltou o rosto.
— Qual?
Ela sorriu.
— Sobre o que conversaríamos depois?
Ele fechou os olhos por um instante.
Depois respondeu quase num sussurro.
— Descobri que passei vinte anos procurando essa resposta.
Ela esperou.
— E encontrou?
Ele olhou para o teto.
Depois para ela.
— Sim.
— Qual é?
Ele sorriu com uma serenidade que nunca conhecera.
— Descobri que, quando duas pessoas finalmente deixam de pertencer à memória e passam a pertencer à realidade, qualquer assunto se torna extraordinário.
Ela apoiou a cabeça sobre seu peito.
Durante muito tempo permaneceram ouvindo apenas a chuva.
Lá fora, o mundo continuava exatamente o mesmo.
As guerras continuavam.
Os jornais continuavam mentindo e dizendo a verdade ao mesmo tempo.
Os homens continuavam perseguindo poder.
Nada havia mudado.
Exceto uma pequena vitória invisível.
Depois de vinte anos, o pensamento finalmente encontrara a realidade.
E, pela primeira vez desde a tarde distante na Baviera, nenhum dos dois precisou imaginar o futuro.
Bastava viver a noite.
Durante um mês, a cada quatro anos, grande parte do planeta entra em um acordo silencioso e decide que a vida de 11 homens correndo atrás de uma esfera sintética é a coisa mais importante do universo. No fundo, talvez seja mesmo a única coisa que faça sentido.
Método P.A.S.S.O.
Por Eduardo Volpato
Durante anos ouvi a mesma frase antes de decisões importantes:
“Vou colocar isso em oração.”
Mas uma pergunta sempre permaneceu em meu coração:
Como, na prática, colocamos uma decisão em oração?
A Bíblia apresenta princípios claros para discernir a vontade de Deus, mas eles normalmente são ensinados de forma isolada. A partir desse entendimento nasceu o Método P.A.S.S.O., uma metodologia que organiza esses princípios em um processo simples, bíblico e aplicável para decisões da vida, da liderança, dos negócios e do ministério.
O P.A.S.S.O. não substitui a oração.
A oração não é uma das letras do método porque ela é o ambiente onde todas as etapas acontecem.
A metodologia é composta por cinco perguntas:
P — Palavra
Esta decisão está de acordo com a Bíblia?
A — Alinhamento
Esta decisão está alinhada com o propósito de Deus para minha vida?
S — Sabedoria
Pessoas espiritualmente maduras confirmariam este caminho?
S — Shalom
Existe paz produzida por Deus ou apenas ansiedade para decidir?
O — Obediência
Estou disposto a obedecer ao que Deus revelou, mesmo que essa não seja a resposta que eu esperava?
O P.A.S.S.O. parte de uma convicção simples:
Deus normalmente forma nossas decisões antes de revelar suas respostas.
Por isso, a vontade de Deus raramente é descoberta em um único momento. Ela costuma ser confirmada quando a Palavra, o Alinhamento, a Sabedoria, o Shalom e a Obediência caminham juntos, sempre dentro de uma vida de oração.
O Método P.A.S.S.O. é uma sistematização desses princípios bíblicos para auxiliar pessoas a discernirem decisões com mais clareza, maturidade espiritual e fidelidade a Deus.
“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça-o em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.”
Provérbios 3:5–6
Durante vários anos da minha vida, comecei o dia dia 1° de janeiro ao seu lado. E esse é um dos motivos pelos quais, para mim, é difícil pensar em começar mais um ano, porque sei que não terei você comigo. Olho para trás e vejo um passado cada vez mais distante em que estávamos juntos nessa época. Os anos anteriores me prendem a você e as lembranças de tudo que vivemos. Nosso tempo juntos nesse plano foi curto, mas intenso o suficiente para deixar memórias lindas e inesquecíveis. Sei que o futuro me reserva apenas a sua presença espiritual, embora eu ainda me iluda de vez em quando. Enquanto isso, me apego ao amor que sinto por você, que quem sabe, nos acompanhará em outras vidas.
NOSSOS GENITORES, NOSSOS ALGOZES!!
Durante muitos anos da minha vida, enfrentei situações que colocaram à prova a minha fé, a minha força e a minha capacidade de continuar seguindo em frente.
Meu pai sempre esteve envolvido com práticas que ele dizia serem destinadas a mim, aos meus irmãos e a outras pessoas. Ao longo dos anos, vi inúmeras situações que me fizeram acreditar que tentaram destruir a nossa vida de várias formas. Mas, apesar de tudo, existe uma certeza que carrego dentro de mim: Deus sempre foi o meu guardião supremo e nunca permitiu que eu fosse derrotada.
Houve uma pessoa que me odiava profundamente e fez um trabalho de vodu contra mim. Até hoje sinto dores exatamente nos locais onde, segundo o ritual, teriam sido colocadas agulhas. Muitas pessoas podem interpretar isso de maneiras diferentes, mas eu sei o que vivi e o quanto aquilo marcou a minha trajetória.
Em outro momento, uma colega de trabalho, que era obcecada pelo meu marido, comentou abertamente que estava acostumada com trabalhos de feitiçaria. Pouco tempo depois, ela me presenteou com um body vermelho. Algo dentro de mim não se sentiu em paz. Resolvi jogar a peça fora.
Anos mais tarde, quando morávamos em outro lugar, aconteceu algo ainda mais estranho. Uma garota roubou uma regata do meu esposo que estava secando no varal. Durante a pandemia, ela também tentou obter o nome completo dele para realizar um cadastro que nunca chegou a acontecer. Algum tempo depois, descobrimos algo que nos deixou profundamente inquietos.
Meu marido estava organizando uma caixa de sapatos quando encontrou duas mechas de cabelo vermelho dentro de um par de tênis que eu havia ganhado do meu irmão. Uma mecha estava em cada pé do tênis. Naquela casa não havia mais ninguém com cabelos daquela cor. Eu havia dado roupas minhas para essa mesma pessoa anteriormente. Quando encontramos aquelas mechas, diversas situações passadas começaram a fazer sentido em minha mente.
O mais impressionante é que, durante toda aquela semana, antes mesmo de descobrirmos os cabelos, eu tive sonhos recorrentes com oferendas descendo pelas águas de um rio. Em uma das manhãs, acordei sentindo um cheiro intenso de velas queimando misturado ao aroma característico que eu associava a locais de culto espiritual. Naquele mesmo dia, os cabelos foram encontrados.
Depois desse período, minha saúde começou a piorar drasticamente. Passei por momentos extremamente difíceis. Houve ocasiões em que senti que meu corpo estava desistindo de lutar. Mas, mesmo nos momentos mais sombrios, quando tudo parecia perdido, pessoas que me amam moveram o mundo para me ajudar. E acima de tudo, Deus me sustentou.
Por isso, carrego uma profunda gratidão.
Nenhuma feitiçaria, nenhuma maldade e nenhum desejo de destruição foi capaz de apagar a minha existência. Posso ter ficado fraca muitas vezes, mas nunca fraca o suficiente para que a minha vida fosse tirada.
Deus sempre foi o meu guardião e protetor.
Mas as feridas mais profundas não vieram apenas de fora.
Vieram dentro da própria família.
Meu pai passou a vida nos amaldiçoando. Dizia que o sonho dele era nos mandar para o Iraque para morrermos em uma guerra. Além das palavras cruéis, houve violência física, psicológica e inúmeras formas de abuso que deixaram marcas profundas em todos nós.
Nossa mãe, infelizmente, foi conivente com tudo isso.
Com o passar dos anos, compreendi que algumas pessoas não mudam. Aprendi que, para existir paz verdadeira, certos laços precisam ser rompidos de forma definitiva.
Hoje não existe ódio dentro de mim.
Existe apenas a valorização da paz que conquistei.
Quando eu tinha apenas 16 anos, depois de passar uma noite inteira sendo torturada pelo meu genitor, tomei a decisão mais importante da minha vida: fugir. E não fui sozinha. Levei comigo meus três irmãos.
Naquele momento, eu era apenas uma menina, mas fui obrigada a amadurecer rápido demais.
Infelizmente, nossa mãe decidiu levá-los de volta para aquele ambiente de sofrimento. Eu nunca mais retornei.
Apesar dos erros, tenho orgulho da coragem que tive naquela época. Tenho orgulho da menina que enfrentou o medo para buscar liberdade.
Hoje, depois de tantos anos, finalmente consegui afastar meus irmãos daqueles que foram nossos algozes.
Somos livres.
Livres dos abusos.
Livres das manipulações.
Livres do medo.
Livres das correntes invisíveis que tentaram nos prender durante toda a vida.
Olho para trás e vejo uma história marcada por dor, perdas, perseguições e batalhas que pareciam impossíveis de vencer.
Mas também vejo uma história de sobrevivência.
Uma história de resistência.
Uma história de fé.
O mundo muitas vezes pareceu estar contra mim, mas Deus nunca deixou de lutar ao meu lado. Em cada batalha, em cada lágrima, em cada momento em que pensei que não conseguiria continuar respirando, Ele me sustentou.
Hoje, meus irmãos estão livres.
Eu estou livre.
E meu coração transborda gratidão.
Gratidão a Deus.
Gratidão à vida.
Gratidão ao Universo.
Porque, apesar de tudo o que tentaram fazer, nós sobrevivemos.
E finalmente conhecemos o significado da liberdade.
O Brasil que não conhece o Brasil mas durante muitos anos, nos lugares mais pobres, sem a mínima estrutura de sobrevivência e com grande dificuldade de oportunidades para as crianças e os adolescentes, a única maneira de galgar uma posição no mercado de consumo, na esfera social e mesmo existência fora da finita realidade original, era pela transmutação de gênero e comercialização do corpo. Em alguns pontos principalmente na região norte, está pratica é negociada diretamente com a família, sem pudor. Pois é bem melhor ver um filho se perder no mundo que ele, ficar em casa, e o ver morrer de fome.
O que diabos fazer durante um milhão de anos no suposto paraíso cristão? Aquele lugar não passa dum tédio infinito disfarçado de recompensa, um inferno repetitivo e sem escapatória.
Gostosuras ou travessuras?
Tenho me perguntado, durantes todos esses anos, vendo inúmeros filmes e séries onde se comemoram o famoso Halloween, sobre essa pergunta, tão peculiar e de difícil, resposta. Gostosuras ou travessuras?
Claro que levando em consideração o porque da pergunta e nessa época do ano, com certeza a melhor resposta seria, GOSTOSURAS. Afinal, ninguém quer travessuras de crianças que não ganharam as suas gostosuras, entre balas e bombons.
Mas é insistente e quase enlouquecedor não me perguntar: “Gostosuras ou travessuras?” Com relação a todos os aspectos de nossas vidas. E de como elas se misturam, ao tentar responde-las.
Uma travessura não é a maior gostosura?
Uma gostosura não é a melhor das travessuras?
Entenderam?
Não?!
Pensem comigo em uma determinada situação, bem simples , em nosso cotidiano.
Você acorda atrasado para o trabalho e pra completar tem reunião no primeiro horário e naquela pressa a ultima coisa que se lembra é do seu café da manhã. Tem uma padaria logo á frente que com certeza, você comprará alguma coisa para não morrer de fome, até o almoço.
Você entra e sente o cheiro de todas aquelas gostosuras que te da água na boca, só de olhar. Mas seria uma tamanha travessura ousar em come-las, já que esta muito atrasado, não é mesmo?!
Finalmente chega a sua vez e te perguntam: - O que deseja, senhor?
Antes de responder você pensa rapidamente.
Com essa fome que estou e com tantas delicias eu comeria a padaria toda, mas como não terei tempo, me da um pãozinho mesmo, que estou com pressa. Ok?!
Mas o silencio toma conta do lugar.
O atendente insiste. - Senhor, o que deseja?
Ainda pensando, você ver que precisará de tempo para escolher.
Metade de você quer comer gostosuras e a outra metade de fazer travessuras.
Naquele mesmo instante, uma parte sua pede o pãozinho, a gostosura que te fará não se atrasar para o trabalho e a outra parte as delicias, a travessura de se atrasar para o trabalho e comer todas aquelas gostosuras por horas. Op’s! Ou seria travessuras? Se eu ficar, eu cometo a travessura de comer as gostosuras? E se comer a gostosura estarei fazendo travessuras? Sempre me perco ao tentar responde uma pergunta tão simples como esta. O fato de eu me atrasar para o trabalho seria, uma travessura ou uma gostosura?
Isso nos leva a pensar, que toda travessura tem lá suas gostosuras e todas as gostosuras tem alguma travessura, concordam?
Confessem! Sei que deixe vocês um tanto confusos. Era essa a minha intenção. Quem não ficou, ao menos parou para refletir sobre o assunto.
Mas vamos para uma outra situação, mais complexa, mas não a ponto de nos fazer perde o pensamento.
O amor!
Ou devo dizer:
A paixão!
Tenho dúvidas qual seria a travessura e qual seria a gostosura. Ambos são gostoso e ambos são travessos. Mas deixemos o amor como gostosura e a paixão para a travessura, apenas para prosseguir com o exemplo da explicação.
Aquele canalha que você namora a 5 anos, te abandona, te deixa a ver navios e você simplesmente assim, por causa dele? Chorando?! O cara sumiu do nada e o telefone dele esta fora de ar? Bola pra frente, a fila anda, não é? Um belo dia, depois de muito sofrer, voltando da academia, você tropeça e cai em cima de um rapaz. De tão vermelha, você simplesmente só pede desculpas de cabeça baixa. Você ainda não sabe, mas esta prestes a se apaixonar. Ele ao perceber sua vergonha, segura na sua mão e diz, que foi um prazer te-la em seu colo.
Ixxi, pronto! Agora mesmos que não sabes onde coloca a vergonha.
Então você sorri, ele sorri e “vualá”, faltou mesmo só os cupidos, porque posso sentir daqui tamanha paixão aflorando entre vocês. A verdade é que não se tem receita para se apaixonar, é tão intenso e tão repentino que não se explica. Algo gostoso e travesso. Pode acontecer de uma clareira de fogo ou de uma simples faísca. A paixão é assim, inexplicável.
A cada dia isso cresce em você, que te faz lembrar menos do idiota que você ama. Depois de um tempo o fulaninho volta, perde perdão e diz que você é a mulher da vida dele. Te da a desculpa mas convincente do mundo, impossível de argumentar.
Te pergunto, e agora garota?
Você esta apaixonada, mas esquecer um amor, tantos planos, um namoro de anos ao lado de alguém que você já conhece todos os defeitos e qualidades em troca de algo que você se quer sabe que dará certo, mas que te faz flutuar?
Estamos novamente entre a cruz e a espada, ou devo dizer, entre o amor de gostosura e a paixão de travessura?
Não entendo, é tão gostoso estar apaixonado, sabendo que o amor é travesso. Mas o amor não é gostoso e a paixão que é travessa?
Cada pessoa é única e a individualidade não tem preço. A verdade, é que ficaríamos aqui por mil anos e ainda sim, sem entrar em comum acordo sobre qual é a gostosura ou a travessura de alguém em cada situação da vida. Mas o importante é que vocês entendam, que ambas estão conectadas e que cabe a você escolher entre elas ou fazer com que uma seja a extensão da outra. A vida está cheia de gostosuras, inundada de travessuras, repleta de travessuras que são pura gostosuras.
Em todos os momentos, poderemos nos fazer essa pergunta, sempre.
Gostosuras ou travessuras?
Que não saberíamos qual delas escolher.
Se me permitem, responderei as duas situações.
Ame, por quem você esta apaixonado.
E se algum dia você se atrasar para o serviço e tiver uma padaria a sua frente. Entre e peça uma gostosura de cada para atendente e sai correndo para o trabalho. Uma travessura é a maior de todas as gostosuras. E você estará comendo gostosuras em plena travessura. Afinal, você já esta atrasado, não é?
Uma não é nada sem a outra!
Por isso amigos, deixo meu recado.
Faça das travessuras de sua vida as maiores gostosuras, que as gostosuras se transformarão nas melhores travessuras.
Você me ajudou a ver a verdade dentro de mim, o que eu evitei durante todos esses anos. Eu estava perdido no meu cérebro e você me mostrou a saída. Serei eternamente grato por isso.
Respirar fundo por cinco segundos no auge da ira, trará recompensas que podem durar dezenas de anos!
Eu tenho um vaso.
Durante anos adubei sozinha a terra.
As primeiras mudinhas estavam nascendo e, então, achei por bem confiá-lo a mais alguém.
E esse alguém jogou um saco de pedras no meu vaso, porque não foi capaz de compreender a beleza do que ainda estava nascendo.
Obrigada, Senhor, porque hoje vamos retirar juntos mais uma pedra do meu vaso.
Se as mudinhas morreram, plantaremos outras mais fortes e melhores.
Amém.
Minha mulher e eu fomos felizes durante aguns anos. Logo, nos conhecemos para por um ponto final no relacionamento.
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