E Sempre assim toda a Noite a Saudade Aperta
SAUDADE REMOTA
Distante, num tempo bem distante daqui, o vi caminhando...
Parecia sem destino, pássaro ferido, que viajava entre mundos povos e dimensões,
Somente eu conseguia vê-lo e enxergar suas asas quebradas, somente eu conseguia alcançá-lo.
Impossível?
Talvez.
Mas aconteceu.
O meu desejo de tentar desvendar seus mistérios fosse tamanho, que me permitiu de repente ver muito mais do que imagens.
Eu entrei, dentro de seus pensamentos... E, li saudades, indecisão, certezas. Traumas, dores, ousadias enfim todas as nossas tragédias e dramas subterrâneos... mas ainda tocando ao fundo uma música em sua alma, o amor seu denso amor mantinha viva a esperança no futuro.
Ouvia ele dizendo para a si mesmo com uma lágrima invisível escorrendo pelo rosto. “Sinto saudades de quando você me levava pra ver a luz”. Eu me apaixonaria por você num instante, mas nunca deixei de amá-lo, mas prefiro continuar distante, sinto ciúmes e até uma dor por saber que outra esta contigo, mas talvez ela jamais possa fazer tão parte de ti quanto eu, que posso ouvir também seus pensamentos, apenas fechando meus olhos.
Pra estar contigo faço carinhos imaginários, te levo comigo nas noites e nos sonhos me perco.
Do alto de uma pedra eu o contemplei e uma leve brisa me tocava os meus cabelos, me imaginei fazendo caricias sobre o oceano, te vi entre as ruínas, seu olhar verde azulado foi o elo que me despertou para o infinito, o pássaro podia novamente sentir suas asas abertas, curadas e dançando com o vento.
Então ela acordou....
Beijos
Rê Pinheiro
Já parou pra pensar e reparou que a saudade é a necessidade de algo ou de alguém que um dia nos fez bem ou feliz, entretanto se não lembramos, se não vemos, acabamos não sentindo falta, com tudo não sentimos saudades nem muito menos necessidade, reviva, relembre, reveja, lugares,pessoas,viagens, paisagens, mesmo estando distante ou sem acesso assim por um momento serás feliz e darás um espanto naquilo que quando lembra faz o peito apertar ou faz com venha a se animar, sua energia te apresenta antes mesmo que venha a dar uma só palavra em algum lugar...
-Por João Elivaldo-
Conservadorismo é o fetiche de quem sente saudade de uma coleira que nunca tirou; é o medo de que, se o mundo mudar, eles finalmente descubram que nunca tiveram personalidade, apenas um manual de instruções mofado.
"A saudade é a teimosa presença daquilo que já se foi, mas que a alma se recusa a deixar partir. Ela faz da memória morada permanente, consentindo que a ausência habite nossos espaços mais íntimos. Se uns falam dela com leveza, outros escolhem o silêncio, não por indiferença, mas porque mexer em certas lembranças é revisitar abismos contidos."
“Amar um filho imensamente não impede uma mãe de sentir cansaço, medo, raiva, saudade de si e vontade de descansar.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
A saudade não chega com alarde. Insinua-se devagar, como a luz da tarde que atravessa a janela e repousa, silenciosa, sobre o que ficou. É feita dessas imagens que os olhos um dia acolheram, como foi um gesto, um rosto, um instante, e que o tempo levou consigo, sem jamais apagá-las por inteiro. Porque há vivências que, quando verdadeiras, não se deixam partir: apenas mudam de lugar e passam a existir, em silêncio, dentro de nós."
Eu não vou negar que homem chora,
porque as vezes eu choro,
de saudade,
da felicidade,
do seu colo!
É impressionante a falta de educação dessa tal de saudade. Aparece sem avisar, fica tempo demais e quando vai embora insiste em deixar tudo bagunçado.
Ame e honre a sua mãe enquanto ainda a tem, pois saudade nenhuma será motivo suficiente para trazê-la de volta.
Quando eu me calar, eu sei que o mundo não sentirá saudade da minha voz, mas se alguém sentir, que se contente com ela.
Sei que o mundo seguirá em frente — como sempre seguiu — indiferente à ausência da minha voz.
Não porque ela não tenha existido, mas porque os ruídos do mundo, muito raramente, o deixam perceber silêncios que não gritam por atenção.
Ocupado demais com os próprios ecos, ele não notará a falta de uma voz tão insignificante que nunca quis ser multidão.
E está tudo bem.
Porque quando eu me calar, talvez não seja por ausência de palavras, mas por excesso de lucidez.
Há momentos em que falar já não acrescenta, explicar cansa e gritar não cura…
Então o silêncio deixa de ser fuga e passa a ser escolha.
Nem toda ausência precisa virar ruído.
E nem todo silêncio é pedido de aplauso.
Se alguém sentir saudade, que a sinta por inteiro, sem pressa de transformá-la em cobrança.
Saudade não exige devolução, não pede palco e nem reclama resposta.
Ela apenas existe — como prova de que algo foi dito, vivido ou sentido no tempo certo.
Ainda assim, se alguém sentí-la, que não lamente.
Que se contente com ela.
E que guarde essa voz como quem guarda um copo d’água no deserto: não para exibir, mas para lembrá-la.
Porque há vozes que não foram feitas para ecoar em multidões, e sim para alcançar um coração de cada vez.
O silêncio, quando escolhido, não é derrota nem esquecimento.
É o berço do descanso da alma…
O lugar onde a palavra aprende a ter peso justamente por não ser dita.
É a forma mais honesta de permanecer inteiro quando as palavras já não alcançam.
E se restar alguém que sinta, que se contente com o sentir.
Porque há afetos que não precisam de voz para continuar verdadeiros — sobrevivem, intactos, exatamente no espaço onde o silêncio começa.
Saudade dos bons e velhos tempos em que quase todos queriam — e se atreviam — a ser diferentes uns dos outros.
Havia uma coragem deveras silenciosa em não caber nos moldes.
As pessoas ousavam ter opiniões impopulares, gostos estranhos, sonhos improváveis.
Erravam com a própria assinatura.
Discordavam sem medo e sem culpa — olhando nos olhos.
Não precisavam de plateia para existir, nem de aplausos para sustentar suas convicções.
E muito menos subir o tom para tentar sustentar uma ideia.
Hoje, a pressa por pertencimento parece ter substituído o desejo de identidade.
A originalidade virou risco; a repetição, estratégia.
Ser diferente, que antes era um ato quase instintivo de afirmação, passou a ser cuidadosamente calculado para não desagradar o rebanho — ainda que cada um jure ser pastor de si mesmo.
Talvez o medo de ficar só tenha nos ensinado a falar em coro.
Talvez a avalanche de vitrines e vozes tenha nos convencido de que é mais seguro ecoar do que criar.
Mas há um preço muito alto nessa homogeneização voluntária: quando todos repetem, ninguém realmente diz; quando todos performam, poucos vivem.
Sentir saudade daquele tempo é, no fundo, sentir saudade de uma liberdade mais bruta, menos polida e menos aprovada.
Uma liberdade que permitia ser estranho sem ter que pedir desculpas.
Que entendia que a verdadeira diversidade não nasce de discursos ensaiados, mas da coragem nua e crua de sustentar a própria diferença.
Porque, no fim, não há nada mais semelhante do que pessoas tentando, desesperadamente, parecer iguais.
Os que sacrificam demais o presente para viver o futuro, chegam nele com saudade da saúde que não aproveitaram no passado.
Quem negligencia o presente para viver o futuro costuma acreditar que está fazendo um investimento muito seguro.
Troca horas de sono por promessas, adia encontros por metas, empurra o cuidado com o corpo para depois da próxima conquista.
Vivem como se a vida fosse um rascunho — como se o agora fosse apenas um corredor apertado que precisa ser atravessado às pressas para, enfim, chegar ao grande salão do “um dia”.
Mas o futuro tem um hábito curioso: ele chega.
E quando chega, não traz de volta as madrugadas mal dormidas, as refeições engolidas às pressas, os abraços adiados, os sinais ignorados do próprio corpo.
Ele chega cobrando juros silenciosos — nas dores crônicas, no cansaço que não passa, na energia que já não acompanha os sonhos.
Há uma ironia delicada nisso tudo: trabalhamos para garantir dias melhores e, no processo, entregamos os dias que já eram bons.
Buscamos segurança e acumulamos ausência.
Queremos estabilidade e perdemos vitalidade.
E quando finalmente alcançamos o futuro tão esperado, às vezes ele nos encontra com a saúde fragilizada, e uma saudade imensa do tempo em que podíamos ter vivido com mais equilíbrio.
O presente não é inimigo do futuro.
Ele é a matéria-prima dele.
É no agora que o corpo se fortalece ou se desgasta, que a mente respira ou se sobrecarrega, que a alma floresce ou se cala.
Não há amanhã saudável construído sobre um hoje negligenciado.
Talvez a sabedoria não seja abandonar os planos, mas aprender a não se abandonar enquanto os constrói.
Porque sucesso algum compensa o arrependimento de ter tratado a própria saúde como algo descartável.
E não há futuro tão próspero que substitua o privilégio de estar inteiro — física, mental e espiritualmente — na única linha do tempo que realmente nos pertence: o agora.
O melhor dia para se viver é hoje.
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