E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais

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Quando a vida passa a ser sobre o que Deus quer, o “eu” deixa de ser o centro. E isso não é perda, é libertação.


miriamleal

A vida deixa de ser sobre, o que eu quero viver;
e passa a ser sobre, como posso honrar Aquele que me salvou.


miriamleal

A pergunta não é:
O que Deus pode fazer por mim?
A pergunta é:
O que eu estou vivendo para honrar Aquele que morreu por mim?


miriamleal

⁠Se Zeus foi Zeus, eu sou eus.

você olhou na minha cara,
no FUNDO DOS MEUS OLHOS,
eu vi o brilho dos seus olhos
enquanto falava olhando diretamente
nos meus olhos,
foi mentira o BRILHO DOS SEUS OLHOS?

Capítulo — Entre a Culpa e o Espelho


Pedir demissão foi um grito silencioso que eu dei a mim mesma.
Eu estava cansada. Cansada da pressão constante, do ambiente pesado, das cobranças que atravessavam minha pele como agulhas finas e diárias. Havia dias em que eu voltava para casa sentindo que tinha deixado pedaços de mim espalhados pelos corredores daquele trabalho. Então, um dia, respirei fundo e saí. Achei que, ao fechar aquela porta, abriria outra — mais leve, mais minha.


Mas o que se abriu foi um vazio.
Meus dias passaram a ter a mesma cor, o mesmo ritmo, o mesmo roteiro: lava, limpa, arruma, cuida. Lava, limpa, arruma, cuida. Amo meus filhos com a força inteira do meu peito, mas não quero ser apenas a mãe.


Quero voltar a ser mulher. Quero me reconhecer no espelho sem que a primeira palavra que me venha à mente seja “cansaço”.
Nos três meses depois que saí do emprego, engordei 10 quilos e 800 gramas. Sim, eu estou contando. Cada grama parece um lembrete concreto de que estou perdendo o controle.


Eu não consigo parar de comer.
É pão. É feijão. É macarrão. É qualquer coisa que esteja ao alcance dos olhos. Como em grandes quantidades, como com urgência, como se estivesse apagando um incêndio invisível dentro de mim. Na hora, existe uma pressa quase desesperada — preciso mastigar, preciso engolir, preciso sentir o estômago cheio. Só quando ele dói, quando pesa, quando estica, é que algo se aquieta.
E então vem o arrependimento.


A culpa chega como uma onda fria depois da falsa calmaria. Eu sei que não deveria estar fazendo isso. Sei que não é fome — é outra coisa. Mas faço assim mesmo. A comida virou uma espécie de anestesia: me acalma por alguns minutos e depois me corrói por dentro, como se eu tivesse traído a mim mesma.


Estou matriculada na academia. Pago a mensalidade. Tenho roupas de treino. Já gostei de treinar — e muito. Lembro da sensação de força, do suor como prova de disciplina, da música alta no fone de ouvido enquanto eu me sentia viva. Mas agora não consigo sair de casa para ir até lá. Não é preguiça. É como se houvesse uma barreira invisível entre mim e a mulher que eu costumava ser.


Às vezes me pergunto:
Onde está a minha força de vontade?
Onde foi parar o desejo de me cuidar que sempre fez parte de mim?
Se eu gosto de treinar, por que não consigo ir?
Sinto que preciso urgentemente reencontrar meu antigo eu — mas, no fundo, talvez eu precise encontrar uma nova versão de mim.


Uma que caiba na mulher que estou me tornando, e não apenas na que eu fui.
Às vezes — ou melhor, na maioria das vezes — sinto falta de mim. Falta da leveza que eu tinha. Da segurança. Da autonomia. Me pergunto se, caso tivesse estabilidade financeira, tudo seria diferente. Será que eu conseguiria ser eu mesma? Ou estou usando essa ausência como justificativa para algo mais profundo?


Já passei por tantas coisas na vida. Sobrevivi a situações que pensei que me quebrariam para sempre. Aprendi muito com a dor, mas também vivi momentos maravilhosos — momentos que hoje parecem fotografias desbotadas guardadas numa gaveta da memória.


Sinto saudade daquela mulher que ria fácil, que sonhava alto, que se sentia capaz.


Agora, às vezes, acordo e me pergunto em silêncio:
Será que estou em depressão e não sei?
Talvez essa seja a pergunta mais honesta que fiz a mim mesma nos últimos meses.


Porque o que mais dói não é o peso no corpo.
É o peso de não me reconhecer.

0581 📜 "Eu não minto e neste mês comemoro 40 anos que consulto três ou quatro horóscopos, quase diariamente. Não por mim, claro, apenas para ver se as previsões coincidem e para tentar entender porque ainda há gente que acredita nisso! Consegui resposta só para a primeira dúvida!"

Frequentemente, o que entendemos como "eu" é formado pelas expectativas alheias.Desaprender o que foi imposto para encontrar a essência é um processo contínuo e difícil.

Gratidão a Deus, porque foi Ele quem me sustentou nos dias em que ninguém via a batalha que eu travava por dentro. Quando faltou força, Ele foi meu refúgio. Quando faltou direção, Ele foi luz no caminho. A paz que vem do alto me manteve de pé, mesmo quando tudo ao redor parecia querer me derrubar.


Gratidão ao trabalho, que nunca foi só sustento, mas também caráter sendo moldado. Cada suor derramado construiu mais do que resultados construiu resistência, disciplina e visão. O trabalho me ensinou que dignidade não se negocia e que quem planta com fé, colhe no tempo certo.


Gratidão às pessoas verdadeiras que permanecem. As que não precisam de plateia para demonstrar lealdade. As que chegam no silêncio, ajudam sem anunciar e ficam quando muitos vão embora. Poucas, mas suficientes. São conexões que Deus coloca para lembrar que ainda existe verdade no meio de tanta superficialidade.


E acima de tudo, que a paz de Deus guarde meu coração, e que o amor de Cristo transborde em cada atitude minha.


Que eu nunca perca a essência, nunca endureça o coração e nunca esqueça de onde vim porque tudo que sou e tudo que conquisto começa n’Ele e termina n’Ele.


By Evans Araújo

0585 📜 "Mesmo que mamãe peça, eu não boicoto absolutamente nada que eu proprio não tenha avaliado. Não sou Papagaio, meu nome não é Maria Vai com as Outras e quem manda na minha opinião (e na minha vontade) ainda sou eu!"

Muitas vezes eu comparo a vida a um download.


Às vezes tudo está indo muito bem mas no último segundo há uma falha.

A lei de causa e efeito diz que as coisas equivocadas que eu faço, voltarão para mim como estímulos e benfeitorias, para que eu continue apreciando que há de melhor na vida.

A roda rodou novamente, e eu me tornei absolutamente feliz. Mas a felicidade não dura quando não temos conscientes da infelicidade. Por isso eu coloquei uma pista no continuum espaço/tempo para me despertar: tudo está vivo!

Gestos humanos
Quando eu fechei a porta e saí à rua, percebi que considerava o que aconteceria como algo que já havia acontecido, o que era familiar, era um pé no futuro. Era como se tudo existisse de forma imutável: o passado seria o futuro. Daí veio uma nova consciência que derreteu o que era sólido: a visão de um fluxo eterno no qual nada estava fixado. A percepção do movimento da minha mente agora, em que não há repetições. Tudo era novo, era o olhar de um recém-nascido.
Eu comecei a caminhar pela calçada e vi que todos os meus gestos, a forma de caminhar, as expressões do meu rosto, eram apenas um teatro inconsciente. As minhas ideias, a minha forma de enxergar e de ouvir, a minha noção do tempo, eram apenas um formato, um figurino. Tudo para me manter dentro de um padrão reconhecível, assim os outros saberiam o que esperar de mim. Conseguia, então, suprir duas carências: confirmar os costumes e ter uma ilusão da minha identidade. Assim, os outros dizem quem eu sou. Isso é o máximo que temos para responder à pergunta. Claro que o que pensam sou eu que penso, portanto, eu sou os outros. Isso me deixou em dúvida, pois as pessoas fazem parte do fluxo interminável dos movimentos e como eu poderia saber o que pensam, se duvido da percepção? O tempo é a consciência desses movimentos e da sua constante dialética. O que é horizontal vira vertical e vice-versa. Na verdade, não existe uma mente. O que há é um pensamento que engloba este momento, a realidade.

Quanto menos eu souber, melhor saberei o que eu sei.

A lei de causa e efeito diz que todas as coisas equivocadas que eu faço voltarão para mim como benfeitorias e estímulos a que eu continue valorizando tudo o que há de bom na vida.

A única coisa que eu sei é que tudo acontece como eu acredito. Se eu deixasse de acreditar e começasse a perceber, o mundo dos fatos se revelaria. Isto é a Verdade, o que há de mais abrangente.

Tudo é vazio e compreensão, agora, em que eu estou eternamente iniciando.

Eu escolhi a verdade do amor, não a verdade da dor. Isso nunca desaparecerá, mesmo que eu duvide.

Eu sou aquilo que percebe os pensamentos.