E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais

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Sonhos não dormem




Quando eu olho para o futuro distante ainda me vejo caminhando com você,


Desejar é o primeiro passo para realizar,


Uma metade de mim abraçou o passado, a outra metade já vive no futuro, mas o meu tempo presente ainda é uma incógnita,


As memórias estão acesas e os sonhos não dormem eles pulsam firmes,


O ônibus tem um assento vazio a espera e pronto para seguir viagem.

Teu presente





Eu pedi ao vulcão Cracatoa larvas para construir nossa ilha,


Ao céu pedi chuva para encher a piscina,


Convidei o admirado Beethoven para compor uma música clássica e única apenas para você e de certa forma ele já deixou pronta a tempos mesmo sem que eu pudesse saber,


Quero agradecer sinceramente e de coração cheio ao consagrado mineiro pioneiro da aviação Alberto Santos Dumont por carinhosamente me emprestar o 14-bis para que eu e minha amada pudéssemos celebrar o seu presente recém formado,


Amor chegamos, abra os olhos e veja o seu primeiro por do sol diretamente da sua própria ilha.

Se tudo é temporário eu aceito ser um aventureiro.

Meu interior




Por um tempo eu quis te salvar,


Quantos questionamentos, sem respostas, quantas verdades ditas fora de hora,


O amanhecer visto acima das nuvens pela janela de um avião tem cores tão diferentes, são tons tão surreais é um mundo novo,


Acima de nós e das nossas certezas e razões a tanto a aprender, a tanto a enxergar de outros ângulos,


Se tudo que transborda em pensamentos pudesse virar realidade isso seria tão bom,


É noite, a vela está acesa, a janela está batendo suavemente, lá fora na varanda a cadeira de balanço ainda balança lentamente,


Em um breve momento de lucidez eu descobri que quem está precisando de socorro, de ajuda é o meu eu interior.

Te achei


Na padaria naquela manhã ao você me atender no caixa eu te reconheci, sim era o teu rosto que eu via volta e meia através dos sonhos,


Fiquei surpreso em vê-la pessoalmente, fiquei feliz por saber que você existe no mundo real,


Algumas coisas ainda não consigo compreender, mas eu sei o que devo fazer quando tocar tuas mãos e invadir o teu coração,


Teus olhos não mentem, você também me enxergou como sendo teu na intimidade,


O teu sorriso tímido, a tua transpiração ofegante e as tuas pernas trêmulas me disseram muito sobre nós,


Meu zap tá nas tuas mãos, fala comigo quando tiver um tempinho, você sabe que precisamos conversar.

Sintonia cega




Ela me tem, mas não pode ter,


Eu a quero mas não posso sonhar,


Uma presa dentro de um castelo,


Um guerreiro sem armaduras,


Destinos invisíveis, com rédeas curtas.

Se fiz a coisa certa não sei, mas estou respirando melhor, isso eu garanto!

Um dia eu perguntei a coragem:


_Por que eu não consigo mudar?


_Por que eu não acho o sentido?


_Por que eu não consigo olhar do outro lado do horizonte?


Impaciente, a coragem me respondeu:


_Horas bolas! Pare de pensar tanto e se movimente mais, você ainda não entendeu os porquês de estar andando em círculos e de cabeça baixa?

Então vêm!




Ela me viu e o destino sorriu,


Eu vejo você me acompanhando nas redes sociais,


Eu entendo os teus olhares quando te vejo por ai nas caminhadas do balneário,


Eu sei o quanto você precisa de uma demonstração,


A minha vida ainda está uma desordem, mas eu não vou deixar você esperando por mais tempo,


Antes dos teus primeiros olhares eu já queria você,
Então vêm!

Não desisto!


Respirar eu ainda consigo, porém quando a noite chega o meu coração desalinha,


Guardo com carinho um resto de luz da tua alma que insiste em passar pela rachadura,


O que justamente pulsa com vigor e sem prazo definido pra acontecer é o nosso reencontro,


Mesmo quebrado e com aparência de entulho eu moro dentro daquele milagre pelo qual escrevo e sinto dor, mas não desisto de viver.

Eu + Eu




Eu, a árvore e o espelho,


Agarrei-me a árvore e nela vi uma releitura da minha vida,


Decisões e seus resultados,


Sonhos e quantos foram realizados,


Perdas e enganos, quanto tempo me tomaram,


Aventuras e amores quais trouxeram mais equilíbrio na balança,


Eu na vida de todos e como foram todos na minha vida,


Agarrei-me a árvore e segurando um espelho perdi horas conversando comigo mesmo olho no olho, e por um momento tive medo, em outro momento fiquei triste, mas pousado as sombras da árvore e debatendo apenas com os meus eu + eu, obtive o entendimento de uma vida e agora consigo ver como direcionar os meus caminhos na direção certa.

Uma pena...


Eu ouvi tua voz e chorei,
Eu senti as tuas mãos fazendo carinhos no meu rosto e vibrei,
Eu vi você fazendo o nosso café e sorri,
Uma pena que eu acordei.

Somente nós




Eu a cadeira e o mar,


Eu o tempo e o destino,


Eu o que vi e o que será,


Eu o sol e a lua.

Rochas, mar revolto,
Lua cinzenta, farou iluminado,
Eu em terra firme, você na agonia.

Depois que eu escolhi abrir diversos portais do conhecimento tenho voado alto, tenho alcançado o que antes imaginaria levar vidas para viver.

Zerei tudo

O medo me julgou, até eu dar o troco,
Zerei tudo, para recomeçar de novo,
Arriscar requer coragem, viver exige os enfrentamentos,
No olhar esbugalhado, a rebeldia grita enquanto transborda de alegria,
As portas do inferno foram fechadas, a montanha à frente é grandiosa no estilo nepalesa, mas a minha vontade de tocar o céu já me faz enxergar o topo.

Festas e barzinhos são bons,


Mas eu prefiro umas bebidas, uma varanda a luz das estrelas, e eu perdido com você dentro dos sorrisos e abraços sem impedimentos.

Eu vi a chuva densa chegar tão rápido quanto ir embora,


Eu vi um arco-íris nascer no horizonte deixando tudo calmo, até o mar,


Eu senti o teu abraço e nele quis morar.

O que eu sinto não é o que eu digo.
O que eu digo não é o que outro escuta.
E o que o outro escuta quase nunca é o que eu quis comunicar.


Entre minha intenção e a sua percepção, existem duas vidas inteiras de experiências acumuladas que raramente coincidem na mesma tradução.

Quando eu morrer


Não desejo homenagens tardias, pois a morte não escuta aplausos nem recolhe flores.
Se algum tributo houver de existir, que seja enquanto ainda respiro, enquanto meus olhos veem e minhas mãos tocam o mundo.
Não me enviem coroas — a vida não se coroa após o fim.
Não proclamem grandezas quando já não posso contestá-las ou sorrir delas.
Não digam que fui extraordinário, nem o melhor jurista, nem o melhor delegado, nem o melhor escritor, nem o maior professor da história. Fui, antes de tudo, humano — falível, inquieto, em permanente construção.
Não batizem ruas com meu nome quando meus passos já não puderem percorrê-las.
Não eternizem o que não soube ser vivido no tempo certo.
Se desejam me honrar, que seja agora: no reconhecimento sincero, na palavra dita sem atraso, no gesto simples que alcança quem ainda caminha. A verdadeira homenagem não é póstuma — é presença.