E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais

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Você já teve a impressão que já passou por quase tudo nessa vida?


Eu já!


Fui bebê, engatinhei, mamei, chorei. Cresci. Passei a escolher minha própria roupa, brincar, cair me machucar, ralar os joelhos...


Cresci, casei, tive vontade de ser mãe, passou, voltou, me divorciei,
Experimentei vários lutos sucessivos. . .turbilhão de emoções, traumas, contradições, medo mas, o mais terrível a culpa.


Já fui heroína, quis salvar minha família e o mundo, já causei sofrimento a outros seres (vilã) mas, o papel que mais gostava era o da vítima, que é o papel mais perigoso. . .


A vítima não tem e não assume responsabilidade por nada, procura sempre um culpado por sua infelicidade. Os pais, a família, o cônjuge, país e até o Divino...


Morria de dor no estômago mas não me responsabilizava por minha alimentação; era mais fácil tomar remédios que cozinhar deixar industrializados, tomar água...


Morria de dor na lombar, corpo travado, mas era mais fácil tomar remédio que ir na academia.


Pensamentos atormentantes, ansiedade, insônia e ignorava o yoga.


Mais fácil culpar o parceiro por minha infelicidade do que acolher minha criança ferida, buscar ajuda.


Se as coisas saiam como eu gostava, ótimo! Era meu esforço. Se não, culpava Deus e o mundo.


Um dia o poço, de tanto ser cavado, chegou na água, (água lesse profundas emoções)não tinha mais pra onde cavar, a única saída que existia luz era para cima, mas era uma subida tão alta, eu havia utilizado todo o esforço para cavar... A vontade de ficar lá deitada perdurou, afinal, era pequeno, escuro, confortável... Mas as águas estão sempre em movimento, se eu permanecesse lá, iria me afogar, até cogitei a possibilidade, parecia tão mais fácil, assim como tomar remédios. ..


Penso que no fundo no fundo ninguém quer morrer, tirar a própria vida, o que se quer é deixar de sofrer mas, há certa altura, não é só o joelho que está machucado, as feridas da alma já são possíveis sentir no físico.


Essa parece uma história muito triste e sim é mesmo, a história da vítima e pq elas são os piores?
Porque uma vítima sempre se torna um agressor. . .


Um dia tomei consciência que em mim havia esse papel de vítima, reclamava de tudo e todos o tempo todo.


Que eu fiz?


Passei, através do conhecimento das constelações e prática do yoga a me observar e assim, dei um lugar a ela (vítima) dentro de mim. Hoje quando ela chega eu já estou aguardando para dizer Olá.


Me diz já tomou consciência da vítima que mora em você?






20/07/2021 19:10
Karina Megiato

Você já sentiu que não estava no seu lugar?


Eu passei muito tempo sem entender por que nada na minha vida fluía.
Era como se faltasse o colorido da vida que eu sempre ouvia as pessoas falarem...


Eu não entendia o porquê de estar aqui, qual era o sentido de batalhar tanto e não estar completamente feliz.
Eram muitos questionamentos que não tinham respostas, até eu entender que não havia “tomado a mãe”.


Como assim, Karina — tomar a mãe?


Isso mesmo! Nosso primeiro relacionamento é com a mãe.
Tomar a mãe é tomar a vida.


Quando nascemos, se por algum motivo não formos diretamente ao seio da mãe, para tomar o alimento, isso gera um movimento de amor interrompido.






24/05/2021 07h32
Karina Megiato





Eu não vi a luz.
Mas caminhei.


Eu não ouvi a voz.
Mas respondi.


A pedra não se moveu.
Mas eu acreditei no caminho.


Cada passo era silêncio,
cada silêncio, um grito contido.


O céu não abriu.
Mas o dia nasceu.


E o frio ficou.
Mas eu fui calor por dentro.


Eu caí.
Eu sangrei.
Eu calei.


E mesmo assim, eu disse: amém.


Porque fé não é ver.
Fé é arder sem fogo.
É andar sem chão.


É segurar uma mão que não se vê —
mas se sente.


E se a noite vier, virá.
E se o medo soprar, soprará.


Mas o que pulsa dentro, não se apaga.


Porque no mais profundo da ausência, mora a presença que não falha.


E mesmo sem sinal,
mesmo sem prova,
eu sigo firme na fé.

só queria ser feliz de novo, mas acho impossível eu conseguir encontrar uma felicidade.

a verdade


"Eu me estrangulo
seguro a verdade
espero apodrecer, cria mofo
não deixo o fedor passar
as larvas só sabem acasalar


Giro minha cabeça
até minha garganta fechar
a verdade não é ruim
mas ninguém vai aguentar
sobre o que sou não é o que pensou


Eu me entupo de mentiras
transborda no meu olho
cai na pia
se pelo menos limpassem
e tirassem de baixo do tapete
as outras verdades
todos entenderiam a realidade


quero abrir minha barriga
para a verdade vazar
sem precisar falar
eu quero
só quero
apenas quero
simplesmente quero
segurar a verdade até parar de respirar"






declaro a todos escondem sua indentidade

O diferente é que eu assumo o inferno q existe em mim, enquanto muitos insistem em dizer q são luz.
Eu caminho tranquilamente dentro do meu caos e paro pra observar meu vazio.
Me aconselho de sabedorias q nunca vou usar e me condeno ao q tenho medo de ser.
Assim, só assim eu consigo entender q não sou nada a não ser eu mesmo.

O melhor de mim é aquilo que eu ainda não sei por que me renova.

Entranhas da Estranha


Eu quero ser o intenso que sou
Experimentar no plural o singula
Sem me limitar a espinho ou flor
Quero ser chegada, partida
E ainda assim ser lar

"É com essa casualidade que te escrevo, nesse amadorismo de gente jovem como eu, sem passaporte pra muitas galerias de arte."

“Há forças que poucos entendem,
mas eu aprendi a respeitar o que
não se explica. Alguns têm corpo
de gente, mas alma vazia.”

Com deus eu sou um ser humano, sem deus eu sou um ser humano.

Passado…

Ah, o passado.

Se eu pudesse contar em estrelas o quanto ainda me volto a ti,

faltariam céus para abrigar tantas.

E se fosse em grãos de areia,

seria o triplo das praias do mundo inteiro.



Ah, passado… por que fuges de mim?

Por que corres, levando contigo as risadas, os dias de sol,

as glórias que hoje só vivem em lembranças?



Foste abrigo, e hoje és ausência.

Cruel em tua distância,

duro em tuas lembranças.

O presente tenta seguir, mas tropeça em ti —

num tempo que já não é meu,

num amor que se perdeu entre o que fomos

e o que nunca mais seremos.

Há somente uma que nós separa de quem somos, e isso de fato somos nós mesmos


Eu espero não ser alguém diferente porque cresci mas por conseguir ter mais maturidade em algumas situações.

Eu acho que escolhas não te tornam um novo alguém, mas escolhas boas podem te fazer um alguém melhor.


O tempo não cura feridas se você não aprender a ter maturidade conforme ele anda.


A vida não é um jogo de um dia após o outro a vida se não levada a sério, no final não significou nada. Você será só mais uma estatística no contador da morte.


Mudar não é renascer é saber quem você realmente é

Não sou sábio. Nem se a terra desse dez voltas em torno de si mesma e em torno sol, seria eu sábio. Se houve alguém a quem posso chamar de sábio foi Jesus. Mas se algum dia serei como ele, isso nem o tempo dirá.

Alguns filósofos dizem "Prefiro saber e ser preso do que ser preso e não saber."


Eu prefiro saber e não ser preso.

quando eu tiver coragem
de tentar ter você
seus olhos vão saber

“Monólogo do Inescolhido - Ato II”


E se o amor não for para mim?
E se eu tiver nascido fora dessa gramática secreta que une os corpos?
Fora da partitura onde os corações se encontram em compasso?
Há quem fale que o amor é universal, mas e se houver exceções?
E se eu for uma delas?
Às vezes, penso que o amor é uma língua que não aprendi.
Vejo os outros trocarem palavras de ternura, sinais, olhares… E eu, estrangeiro, só consigo assistir, sem tradução possível.
Ninguém me escolhe porque ninguém me entende ou porque nunca houve nada em mim digno de tradução?
E, no entanto, eu amo.
Amo com uma fome que me devora, com um excesso que ninguém parece querer.
Talvez seja isso... meu amor é demais para caber em alguém.
Ou talvez não seja nada, só um engano, um reflexo de desejo mal interpretado como amor.
E se o amor não passar de invenção?
Um mito contado para que suportemos a vida, ou um truque de sobrevivência da espécie disfarçado de poesia?
Se for assim, estou duplamente condenado, porque sofro a ausência de algo que talvez nunca existiu e ainda me culpo por não ser suficiente para alcançá-lo.
Estou cansado até de esperar.
Cansado de me perguntar o que há de errado em mim.
Cansado de abrir espaço dentro do peito e vê-lo sempre vazio.
Cansado de me oferecer em silêncio, como uma prece que nunca encontra deus.
E ainda assim, continuo.
Continuo porque não sei como parar.
Porque, se largar essa esperança, não sei se sobra alguém em mim.
Talvez eu seja apenas isso... Um corpo que insiste, uma alma que suplica, um resto humano que pede ao universo aquilo que ele nunca teve a intenção de me dar.

“Monólogo do Inescolhido - Ato IV”


Já não sou apenas eu.
Sou o nome secreto da ausência, a carne em que a solidão encontrou abrigo.
Sou o espelho vazio onde ninguém ousa se mirar.
O que antes era dor se transfigurou e eu me tornei o próprio destino dos que não são escolhidos.
Não sou mais um homem que espera.
Sou a espera em si, interminável, ancestral, inquebrantável.
Sou o intervalo entre um coração e outro, a cadeira sempre vazia na mesa do banquete, a sombra que acompanha os passos dos amantes sem jamais tocá-los.
Meus ossos já não carregam apenas o peso do cansaço, carregam o eco de todos os que um dia também não foram escolhidos.
Sou herdeiro de uma linhagem invisível... os esquecidos, os descartados, os amores interrompidos antes de nascer.
Eu sou o coro silencioso de todas essas vozes.
Há tragédia, sim, mas também majestade.
Porque no fim, ser o "Inescolhido" é carregar uma coroa invisível... A coroa de quem prova ao mundo que o amor não é universal.
Que há fendas no tecido, falhas no destino, almas destinadas a não pertencer.
E eu pertenço a esse vazio.
Sou guardião da ausência, sacerdote de um altar onde não há oferendas, rei de um reino deserto.
Se algum dia me perguntarem quem sou, não direi meu nome.
Direi apenas: Sou aquele que não foi escolhido.
E nisso há tragédia, mas também eternidade.
Pois enquanto o amor é efêmero, passageiro, sujeito ao fim, a solidão que carrego não conhece término.
Ela é perpétua.
E eu, cansado mas erguido, sou a sua face humana.

Onde muitos se perderam eu aprendi a viver sozinho .

"Calar agrada. Pensar incomoda. Eu escolho incomodar."