E cada vez que eu Fujo eu me Aproximo mais
Se tentar ignorar sua tristeza, ela vai acabar vazando de dentro de você de qualquer forma. Eu já passei por isso. E já aconteceu com todo mundo. Então não tente lutar contra ela.
O hoje é meu. O amanhã não é da minha conta. Se eu insistir em tentar olhar pelo nevoeiro do futuro, vou estragar meus olhos espirituais e isso impedirá que eu veja claramente o que é exigido de mim agora.
Eu somos tristes. Não me engano, digo bem. Ou talvez: nós sou triste? Porque dentro de mim não sou sozinho. Sou muitos. E esses todos disputam minha única vida.
Eu não quero que você seja eu
Eu já tenho a mim
O que quero é que você chegue
Com seu poder de chegar
E de me devolver para mim.
Que você chegue com o seu dom
De também me fazer chegar
Perto de mim...
Pra me fazer ver o que sou e que só você viu.
Pra eu ser capaz de amar também
O que só você amou
Eu não quero que você seja igual a mim.
Eu já tenho a mim.
Não quero construir uma casa de espelhos
Que multiplique a minha imagem por
todos os cantos.
Quero apenas que você me reflita
Melhor do que eu julgo ser
Testamento de um Cão
Minhas posses materiais são poucas
e eu deixo tudo para você...
Uma coleira mastigada em uma das extremidades,
faltando dois botões, uma desajeitada cama de cachorro
e uma vasilha de água que se encontra rachada na borda.
Deixo para você a metade de uma bola de borracha,
uma boneca rasgada que você vai encontrar
debaixo da geladeira, um ratinho de borracha sem apito
que está debaixo do fogão da cozinha
e uma porção de ossos enterrados no canteiro de rosas
e sob o assoalho da minha casinha.
Além disso, eu deixo para você a memória, que aliás são muitas.
Deixo para você a memória de dois enormes
e meigos olhos cor de mel, de um nariz molhado
e de choradeiras atrás da porta.
Deixo para você uma mancha no tapete da sala de estar
junto à janela, quando nas tardes de inverno
eu me apropriava daquele lugar, como se fosse meu,
e me enrolava feito uma bolinha para pegar um pouco de sol.
Deixo para você um tapete esfarrapado
em frente de sua cadeira preferida,
o qual nunca foi consertado com o tipo de linha certo....isso é verdade.
Eu o mastiguei todinho, quando ainda tinha
cinco meses de idade, lembra-se?
Também deixo para para você
as memórias da primeira surra que levei quando comi seu celular
e também todo o meu esquecimento ...
Deixo para você um esconderijo que fiz no jardim
debaixo dos arbustos perto da varanda da frente,
onde eu costumava me esconder do sol nos dias de verão.
Ele deve estar cheio de folhas agora
e por isso talvez você tenha dificuldades em encontrá-lo.
Sinto muito!
Deixo também só para você, o barulho que eu fazia
ao sair correndo sobre as folhas de abril,
quando vagabundeávamos pelo sítio.
Deixo ainda, a lembrança de momentos pelas manhãs,
quando saíamos junto pela margem das lagoas do condomínio
e você me dava aqueles biscrocks coloridos.
Recordo-me das suas risadas, porque eu não consegui
alcançar aquele coelho impertinente.
Deixo-lhe como herança minha devoção, minha simpatia,
meu apoio quando as coisas não andavam bem,
meus latidos quando você levantava a voz aborrecido...
e minha frustração por você ter ralhado comigo
todas as vezes que eu colocava o nariz debaixo da cauda.
Eu nunca fui à igreja, nunca escutei um sermão,
e sem ter dito sequer uma palavra em minha vida,
deixo para você lições de paciência, de tolerância,
e amor e compreensão.
Sua vida tem sido mais rica porque eu vivi.
Antes disso, minha vida era uma página em branco. O velho eu que chorava, agora ficaria feliz em me ver.
Eu acredito em DEUS mesmo sem escutar sua voz, porque mesmo com tudo isso Ele ainda dá outra chance pra nós.
Eu estou cansada de tantas vírgulas. Estou cansada de tantas interrogações. Estou cansada de tantas exclamações por pouco. Estou cansada de acreditar nas reticências. E estou começando a querer colocar um ponto final
Este inferno de amar
Este inferno de amar – como eu amo!
Quem mo pôs aqui n’alma… quem foi?
Esta chama que alenta e consome,
Que é vida – e que a vida destrói.
Como é que se veio atear,
Quando – ai se há-de ela apagar?
Eu não sei, não me lembra: o passado,
A outra vida que dantes vivi
Era um sonho talvez… foi um sonho.
Em que a paz tão serena a dormi!
Oh! Que doce era aquele olhar…
Quem me veio, ai de mim! Despertar?
Só me lembra que um dia formoso
Eu passei… Dava o Sol tanta luz!
E os meus olhos que vagos giravam,
Em seus olhos ardentes os pus.
Que fez ela? Eu que fiz? Não o sei;
Mas nessa hora a viver comecei…
Por instinto se revela,
Eu no teu seio divino
Vim cumprir o meu destino...
Vim, que em ti só sei viver,
Só por ti posso morrer.
Ah! Pequeno príncipe, assim eu comecei a compreender, pouco a pouco, os segredos da tua triste vidinha. Durante muito tempo não tiveste outra distração a não ser a doçura do pôr do sol.
Hoje eu só quero você. Vem pra mim, fica comigo, não vai embora. Sexta-feira.
- Relacionados
- Frases de Natal para renovar a esperança em cada coração
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Frases de alegria para inspirar e tornar o seu dia mais feliz
- Frases de aniversário para dar os parabéns (e tornar o dia mais feliz)
- Frases de desprezo para quem não merece mais a sua atenção
