Durma bem meu Anjo

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Meu corpo guarda mapas que o coração não entende. Há estradas marcadas a ferro por decisões alheias. Caminho por elas com cuidado para não me perder. Algumas curvas trouxeram paisagens inesperadas. E agradeço por cada uma, por mais áspera que seja.

Quando a noite se senta ao meu lado, não falo. Ouço-a dizer o que minhas palavras não alcançam. Ela traz histórias de quem caminhou antes de mim. E entre as histórias, encontro uma trilha de volta. Sigo os passos, mesmo sem saber o destino.

Olhar de Conexão


Essa conexão de olhos
Cativa meu ser
Cabelos, olhos e detalhes envolventes
Sensações da singularidade dos atos, dos sentidos
Pulsar envolvente
Fogo só existe quando te vejo.

Perdido em pensamentos, todos atentos e nenhum alento em meu peito quando transpiro você.
Sombra de noite, uivo de dia, gotas caindo, olhos perdidos me perco sorrindo ao lembrar-te.
Não importa o tempo ou julgamentos, só a distancia, em um mundo que se tornou tão pequeno, entre eu e você.

⁠⁠⁠Meu maior medo é te perder, mas como ainda não te tenho, vou te guardar em uma caixa de rabiscos e desenhos.

LEITO DA FELICIDADE


O espelho reflete meu apreço
Na vereda da mocidade!
Pois sem seu amor nada sou
E a morte a mim invade,
Ceifando o meu sorriso
E provocando gemidosno crivo da saudade,
Que te venera sem segredos
Pois com você eu sou inteiro
No leito da felicidade!

Eram os meus filhos! Filhos do meu coração, tão amados e desejados, que habitavam cada batida da minha alma.

E mesmo quando o outono
Quiser nos visitar
Te levo no meu peito
Pra sempre recordar - Frase da música Convite de Verão do dj gato amarelo

⁠O meu coração navega pelos mares das emoções em horizontes desconhecidos e ocultos, numa busca incansável por lugares luminosos e únicos, entre sonhos e fantasias que os tornam reais.

⁠A paz é o reflexo da alma, e se minha alma traz luz em palavras, imagine meu silêncio.

⁠Às vezes eu vejo a lua na cor âmbar e percebo que é apenas o reflexo do meu olhar.

Trabalho com quem
não fala,
mas sente tudo.
Minhas mãos cuidam,
meu coração entende.
Entre patas e olhares,
faço do amor
meu trabalho.

Trabalho com pets porque meu coração fala essa língua.

ESPELHO QUE SUSSURRA O AMANHÃ.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Do Livro: Do Meu Eu.

O pronunciamento na frase: " Exatamente! Bom seria se ao olharmos no espelho e o reflexo nos dissesse te vejo ainda amanhã. " invocamos um desejo antigo como a própria consciência o de que a alma encontre permanência dentro do próprio corpo. O espelho torna_se então uma fronteira silenciosa entre o que somos e o que tememos deixar de ser. Diante dele o rosto não é apenas rosto é memória condensada é promessa que tenta sobreviver ao esquecimento.

Há instantes em que o reflexo parece perguntar:
_ Quem és tu? Quando ninguém te observa e em outros murmura quase como confidência: _ Vejo-te cansado mas não vencido. Porém o que verdadeiramente nos comoveria seria ouvi-lo afirmar com ternura: _ Te vejo ainda amanhã como se reconhecesse em nós uma centelha que resiste apesar das sombras que recolhem nossos passos.

Amanhã é palavra que se curva ao tempo mas aqui assume outro significado torna se permanência íntima fidelidade a nós mesmos. O reflexo que promete reencontro não fala da matéria mas da lucidez do caráter da chama que não deseja se apagar. E assim contemplamos o vidro como quem se inclina diante de um oráculo discreto buscando nele não a vaidade mas a continuidade do espírito.

O espelho nos é sempre este guardião que nos recorda que não estamos fragmentados, que o nosso melhor não se perdeu na noite e que o nosso amanhã ainda nos espera com a dignidade de quem confia em nossa própria luz renovada. Pois quando a alma reconhece a si mesma nada lhe rouba o brilho da sua permanência sutil e inexaurível.

TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

Livrai-nos meu Deus do Cleptocratas!

Fragmentos


Fragmentei meu fragmento
só pra me sentir no controle
dessas involuntárias rupturas
que ocorrem na mente

No controle de algo
No controle diário
No controle um ego
No controle um eco
de uma voz sufocada.

Fragmentei meu pensamento

só pra entender essa estrutura,
e promover minha cura.
Juntando pedaços, recriando laços
dançando os compassos nessa busca.


Na busca de alma
na busca diária
na busca primária
na busca sou águia
e vôo tão alto que até medo dá.

Carla Marques
25.08.25

Eu não sou poeta, porque é em você que meu ser, meu espírito e minha essência se alojam, e transbordam em cada palavra. Ao mínimo, ainda que haja esperança, persisto em escrever cada uma delas em seu corpo, esquecendo o vazio que eu era durante a noite, para me sentir rico novamente em você a cada novo amanhecer.


Eu não sou poeta, porque você é. É você quem escreve estas palavras. É você quem expressa sua sensualidade com letras como gotas de suor, sua pele nesta tela branca que representa meu coração, vaso da distância do seu aroma.


Eu não sou poeta, porque é você quem sempre me conduziu pelas fantasias do meu ser, em todos os versos que a você dedico, pois você tem essa rara faculdade de atrair tudo para si.


Não sou poeta, porque é você quem me acorda todas as manhãs para me fazer esquecer o que eu sou.


Alexandre Sefardi

Vim ao mundo para ser livre, mas carrego comigo a certeza do meu porto seguro. Nele, encontro aconchego, paz e o meu verdadeiro lar – e descubro que tudo isso cabe dentro de uma mochila. Aprendi que o amor só floresce quando nos entregamos à nossa própria companhia. Para doar-se genuinamente a outro, é fundamental conhecer a essência de quem somos. A liberdade e o amor começam no auto reconhecimento.

Meu beijo de hoje é para você, uma pessoa linda que, mesmo longe, está sempre presente.
Aquela pessoa com quem a gente pode conversar sobre tudo, a qualquer hora. Ela sabe dar conforto com o coração sem querer nada em troca. E quando ela precisa, sabe que pode contar comigo da mesma forma, sem problemas.
Não importa o tempo que passamos longe uma da outra: a amizade é irmã do amor. Ela não tem uma cara específica, mas tem troca, afeto, respeito, carinho, confiança e alegria.
É aquela pessoa que diz o que acha certo, mesmo quando não é o que a gente quer ouvir — mas que respeita nossas decisões sem julgar.
Que avisa do perigo quando não estamos enxergando, mas não briga pelas escolhas que fazemos.