Dor de um Homem
O homem sem domínio próprio culpa o inverno para se embriagar com o que queima, e usa o verão como desculpa para se entregar ao que gela. Mas o sábio governa seus desejos; apenas o tolo faz do clima o senhor das suas escolhas."
O homem aprendeu a controlar o fogo.
Mas o fogo se dividiu, amor, ódio, verdades, tempo, medo, curiosidade...
...dominando assim o homem.
Nos resta o balde do reconhecimento e a água do saber.
Entre o homem e o animal: o animal é mais feliz. A inferência humana prova que a felicidade é complexa. O animal atribui a felicidade aos humanos, e isenta-se de ser servo da mesma.
Cada vez mais o Homem recusa a sua conexão com a Natureza; indubitavelmente está a distanciar-se de si próprio.
O Homem utilizou-se da racionalidade para chegar a animal. O animal irracional renunciou esta pretensão.
Enquanto o homem continuar a desconstruir a Natureza e continuar a construir a busca incessante pelo lucro, seremos somente árvores que não caem folhas.
O Homem pode viver em harmonia com o Meio Ambiente respeitando os limites e usufruindo de tudo o quê ele proporciona de forma judiciosa para que as riquezas naturais não se esgotem.
De quatro de fevereiro
a quatro de fevereiro
a história de uma tropa
e do último homem
a cavalo tem sido escrita
onde para a justiça
não há uma luz
no final do túnel
e tampouco há uma saída.
As festas e o aniversário
passaram por todos,
ele não foi libertado,
outros presos de consciência
estão em igual calvário;
eis o signo deste poemário
que vem sendo traçado
para que nada seja olvidado.
De quatro de fevereiro
a quatro de fevereiro
a mística do movimento
nunca mais foi vista
desde o treze de março
fatídico do tal ano
que levaram o General
injustamente preso,
e há quem comemore
o dia quatro de fevereiro!...
"" Infeliz é o homem que não conseguiu despertar o amor no coração de uma mulher...
- Ou vice e versa, vice e vice ou ainda versa versa...""
